Ilustrada no Cinema

 

 

Imitação da vida

Se você perdeu “Cópia Fiel”, de Abbas Kiarostami, na Mostra de SP, fique tranquilo. O filme já tem distribuição garantida em circuito pela Imovision.

O efeito de “Cópia Fiel” é estranho. Consegue ser o filme mais “kiarostaminiano” de sua carreira e, ao mesmo tempo, o mais acessível para quem sente coceira só em ouvir falar no diretor.

Em linhas gerais e superficiais, no espírito daquelas breves descrições que aparecem em roteiros de cinema, trata-se de casal que passeia, durante um dia, pela Toscana, Itália, enquanto conversa sobre arte, vida, amor e casamento.

“Cópia Fiel” é daqueles filmes tinhosos, que não saem da cabeça, sempre possibilitando novas interpretações. A questão não é entender, não se trata de um filme com uma “pegadinha” ao final, como “A Origem”, só para citar um exemplo recente.

Aparentemente despretensioso, “Cópia Fiel” expõe e questiona a própria condição do cinema e, por que não, das próprias relações humanas.

Ao assistir a um filme, fazemos um trato com o diretor. Ele nos apresenta uma história na tela, os atores representam e, durante pouco mais de uma hora e meia, fingimos que acreditamos naquilo tudo. Ou, melhor, sabemos que tudo é mentira, mas reagimos emocionalmente ao que nos é apresentado. Pode ser um filme de James Bond ou um filme mais realista, entramos na trama, torcemos, choramos. Aceitamos convenções, portanto.

Por mais que a modernidade no cinema tenha nos mostrado que tudo é mentira, o nosso ritual particular prossegue.

Em “Cópia Fiel”, Kiarostami mexe nesse contrato com o público. As mudanças de comportamento dos personagens são muito sutis. Há um claro ponto de quebra: quando o casal entra no café e Juliette Binoche conversa com a dona do lugar.

A partir dali, a nossa memória se embaralha com a memória fílmica desenvolvida até aquele momento. Há o filme sendo projetado na tela, existem as imagens que somos convidados a criar na nossa própria cabeça e, por fim, uma terceira realidade que é a confrontação dessas duas “realidades”.

Eles são um casal? Mas isso importa algo? Afinal, não topamos acreditar que Juliette Binoche, aquela atriz que já vimos em inúmeros filmes desde os anos 80, é realmente a dona da loja de antiquidades da trama?

E na vida, será que não interpretamos diariamente um mesmo personagem? Um mesmo personagem que acorda todos os dias no mesmo horário, que desempenha o papel de bom marido, ou esposa dedicada, ou de filho rebelde. Que vai diariamente ao trabalho e interpreta um chefe exigente ou um funcionário relapso. Mas o que realmente determina essa atuação? Quem é o diretor invisível que rege esse espetáculo? E se, por um dia, resolvêssemos fugir ao script?

Escrito por Bruno Yutaka Saito às 12h24 AM

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Paraíso perdido

Entre os mais de 400 filmes exibidos pela Mostra de SP, é necessário estabelecer alguns critérios. Quem não tira férias para acompanhar a maratona tem que entrar nas sessões antes ou depois do expediente. Geralmente os finais de semana são mais flexíveis. Mas, claro, a chance de perder tempo vendo alguma bobagem sempre é grande.

O segundo critério, mais racional, divide os filmes basicamente em dois tipos: aqueles que vão estrear em circuito e aqueles que têm grande chance de se perderem para sempre no esquecimento.

No segundo caso, há "Lost Paradise in Tokyo", que tem sessões hoje (dia 25), às 13h30, e amanhã (dia 26), às 17h30, no Cinesesc.

Trata-se do primeiro filme do diretor japonês Kazuya Shiraishi, e isso nos ajuda a ter uma ideia de como anda a nova geração de um país que já foi um dos grandes do cinema.

Um dos raros exemplares que estrearam no Brasil recentemente foi "A Partida", vencedor do Oscar 2009 de filme estrangeiro. Muito pouco para a cidade; nunca é redundante lembrar o efervescente circuito de cinemas existente nos anos 1960 e 70 no bairro da Liberdade.

"Lost Paradise in Tokyo" segue certa tendência de crítica à rigidez de comportamentos individuais e coletivos impregnados na cultura japonesa. Mas, ao contrário de veteranos como Kiyoshi Kurosawa, Shiraishi o faz de maneira mais realista e mundana.

Na trama, Mikio é o jovem de 20 e poucos anos que, após a morte do pai, tem que tomar conta do irmão mais velho, autista. Quando chama uma prostituta para satisfazer os desejos sexuais do irmão, Mikio está, na verdade, construindo uma improvável e nova estrutura familiar.

Há, em alguns momentos, um excesso de alvos atacados. Primeiro, ênfase na falência do imaginário do "salaryman", o homem de classe média estável que trabalhava vida inteira numa mesma empresa para sustentar uma família. Mikio é a representação do fracasso atual dessa classe: trabalha muitas horas e tem pouco prestígio. Trabalha numa espécie de telemarketing, e ao telefone, precisa simular uma expressão feliz para conseguir vender imóveis.

Em segundo, a prostituta, Marin, é também aspirante a cantora pop, cosplay, em busca constante e sem critérios por dinheiro. E, em terceiro, o outro tema discutido e atacado é o mercado de reality shows, da falta de escrúpulos na exploração da miséria alheia. Em determinado momento, uma dupla de produtores resolve filmar a vida sexual de Marin, incluindo as relações dela com Saneo, o irmão autista de Mikio.

Shiraishi tende, em vários momentos, para o dramalhão de telenovela, que confunde gritaria e choradeira com intensidade emocional.

O título do filme (Paraíso Perdido em Tóquio), que é afinal de contas, o resumo das intenções, revela uma sensibilidade a ser lapidada. A ideia de uma ilha de tranquilidade, de uma utopia em meio ao caos, de um modo de estar alheio aos desacertos do mundo (algo bem representando no personagem Saneo), garante a força de um pequeno filme de um diretor que merece ser acompanhado nas próximas edições da Mostra.

Escrito por Bruno Yutaka Saito às 2h05 AM

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Tropa e urubus

Em várias sessões, o “fenômeno” ao fim de “Tropa de Elite 2” se repete, segundo relatos dos leitores deste blog. Parte do público aplaude o filme.

No post anterior, descrevi o desabafo de um homem ao fim da sessão. Comentei que era uma boa catarse.

Há, no entanto, outro lado da questão. E que nos remete imediatamente ao caso dos urubus da Bienal de SP.

Após protestos, pichação, artigos em jornais, Nuno Ramos teve que retirar sua obra, “Bandeira Branca”, da exposição. Nela, três urubus vivos faziam parte da instalação. Vale lembrar que o artista tinha autorização do Ibama e que outra versão da mesma obra já tinha sido exposta em 2008 em Brasília.

Por que tanto auê desta vez, e tanta indignação por parte de certas pessoas?

Culpar a arte é mais fácil. Ou, melhor, tomar atitudes em relação à arte, parece ser mais cômodo.

Por que, em vez de protestar contra o suposto mau trato de um artista a esses animais nascidos em cativeiro, não protestar contra a indústria (o “sistema”, como diria Nascimento) que cria animais em condições crueis em cativeiro para o abate?

Por que execrar em praça pública um artista e não execrar indústrias que, de uma forma ou de outra, são muito mais prejudiciais aos animais, já que trabalham em escala industrial? Talvez porque o brasileiro goste dessa execração em praça pública.

Usando lógica parecida, será que a catarse e os aplausos ao fim de “Tropa de Elite 2” não surgem porque, dessa maneira, o brasileiro se sente enfim representado? Será que o público sente que, assistindo ao filme, ele está fazendo a “sua parte”, contribuindo de certa forma para que a corrupção seja denunciada? Para mostrar que, no fundo, e apesar de não tomar nenhuma atitude na vida “real”, não tolera a corrupção? Que aplaudir o filme é sua forma de protesto? Que tomar uma atitude “real” (aplauso) para algo “irreal” (já que o filme é uma obra de arte) equivale a fazer algo concreto nesse mundo real? E, por que não, tomar uma atitude mais concreta que efetivamente contribua para diminuir essa corrupção institucionalizada que tanta indignação causa quando exposta na tela _mas, que na vida “real” já causa certo amortecimento?

Escrito por Bruno Yutaka Saito às 11h00 PM

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Palmas ao fim do filme

Sábado, por volta das 2h da manhã, final da última sessão de "Tropa de Elite 2" no Reserva Cultural.

Estou tenso pelo decorrer dos acontecimentos do filme, e, junto com os créditos finais, uma certa sensação de amargura.

Começo a ouvir palmas de um sujeito.

Na hora, sinto vergonha alheia. Sempre achei estranho esse hábito que algumas pessoas têm de aplaudir o filme, quando o diretor, ou alguém que fez parte da produção, não está presente na sessão. A quem se aplaude? Ao projecionista?

Mas logo em seguida, volto a ficar tenso.

O homem, uns 35 anos, começa a gritar, violentamente. Visivelmente tenso e abalado, olhos mareados.

"É isso mesmo", ele grita a plenos pulmões. "Esse país é uma merda!!!", enquanto gesticula furiosamente os braços.

Ele aponta para a tela, mas aponta para as pessoas da plateia. Ele estava sentado mais ao fundo, agora estava de pé, ao lado de uma mulher.

"Porra, e a gente não faz nada!!!"

Não consegui ouvir tudo o que ele falou. Gritou e reclamou dos políticos, dos impostos que pagamos, das escolas particulares que temos que pagar.

Logo ele saiu da sala, andou apressado para a saída.

As pessoas ficaram atordoadas.

Nunca tinha visto tamanha catarse após o fim de um filme.

Catarse boa, por sinal. Não é a catarse reacionária, a do tipo que o filme anterior, e este também, causa em algumas pessoas, que é a de aplaudir ou gritar "u-hu" quando um bandido é morto.

Não sei quem era aquele homem que aplaudiu e discursou após o filme. Não faço ideia de sua profissão ou de sua condição social. Sei que "Tropa de Elite 2" mexeu fundo nele, e que talvez a lição aprendida o guie daqui para a frente e o faça encarar de outras maneiras certas coisas da vida brasileira.

Sei que o cinema continua, após tantos anos e tantas tecnologias novas, poderoso, influente.

É por essas e outras que ainda continuo assistindo aos filmes nas salas de cinema e não apenas em casa.

Escrito por Bruno Yutaka Saito às 7h38 PM

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Japoneses da Mostra

Para aqueles que se interessam pelos filmes produzidos no Japão, a 34ª Mostra Internacional de Cinema, que acontece entre 22 de outubro e 4 de novembro, será especial, já que Akira Kurosawa será um dos homenageados.

Além da exposição no Instituto Tomie Ohtake e o lançamento do livro “À Espera do Tempo - Filmando com Kurosawa”, em que Teruyo Nogami, produtora e assistente do diretor, faz um relato emotivo, contando casos pitorescos de bastidores, o filme “Rashomon” (1950), vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza, será exibido em cópia restaurada.

Entre as novidades, preste atenção no seguintes títulos:

“Air Doll”, de Hirokazu Kore-eda
Baseado no mangá de Yoshiie Goda, o filme conta a história de uma boneca inflável que adquire vida. Kore-eda, autor de filmes como “Maborosi” e “Ninguém Pode Saber”, parte para um registro ainda mais minimalista, mas ainda assim permeado pela reflexão sobre a morte.

“Caterpillar”, de Koji Wakamatsu
Vencedor do Urso de Prata de melhor atriz (Shinobu Terajima) no Festival de Berlin, este drama barra-pesadíssima não é indicado para pessoas mais sensíveis. Wakamatsu faz uma crítica extrema a certas tradições japonesas que perduraram até o fim da Segunda Guerra Mundial. Na trama, um militar retorna da Segunda Guerra Sino-Japonesa sem braços, pernas, surdo, mudo e com parte do rosto queimado.

“Sobre Seu Irmão”, de Yoji Yamada
Autor da famosa e longa série “É Triste Ser Homem”, do personagem Tora-san, Yamada retorna com este drama de pinceladas cômicas sobre a ovelha negra de uma família. Já na casa dos 60 anos, Tetsuro ainda é o “otouto”, o eterno irmão mais novo de Ginko. Meio que banido da família por causa de vexames e bebedeiras, ele volta para o casamento da sobrinha, Koharu. Novelão japonês do melhor estilo.

“The Outrage”, de Takeshi Kitano
Quando foi exibido no Festival de Cannes, “The Outrage” causou controvérsia. Afinal, o que esse filme violentíssimo, ao nível do gore, estava fazendo num festival de produções mais artísticas? Trata-se de um autêntico filme de yakuza, ou seja, um filme de gênero. Mas, sabemos, Takeshi Kitano é o cineasta japonês mais conhecido da atualidade, ao menos para os ocidentais. Esteja preparado para cenas violentíssimas de dedos sendo arrancados, mutilações etc.

“Lost Paradise in Tokyo”, de Kazuya Shiraishi
Mais uma reflexão sobre a solidão no Japão, este drama tem seu interesse pela maneira como critica certa obsessão pelo sucesso que perdura forte no país. Na trama, rapaz contrata uma prostituta para transar com o irmão, autista. Não chega a ser imperdível, mas é daqueles filmes dignos de mostra, que valem ser vistos entre uma sessão e outra mais lotada.

Escrito por Bruno Yutaka Saito às 11h57 PM

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Os 25 anos de "De Volta para o Futuro"

Neste ano, “De Volta para o Futuro” completou 25 anos. A edição 2010 do Scream Awards resolveu celebrar a data; no dia 19, os atores Michael J. Fox, Lea Thompson e Elisabeth Shue vão se reunir no palco para comemorar.

O mais espetacular até agora é a refilmagem do teaser do filme. Michael J. Fox topou participar da empreitada. Compare as duas versões. No mesmo espírito do post anterior, preste atenção na passagem do tempo sobre o ator. Não há como deixar de reparar nos leves tremores que ele demonstra (para quem não sabe, ele tem o mal de Parkinson).

A nova versão: 

A versão original:

Escrito por Bruno Yutaka Saito às 8h31 PM

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Wall Street e a verdade de época

Existe um tipo particular de continuação que foge da lógica imediatista da indústria. Não faltam exemplos de filmes feitos à toque de caixa, em busca do lucro garantido de um produto que deu certo anteriormente.

Falo de filmes que retomam histórias antigas, cujos protagonistas envelheceram como os personagens. É assim em “A Cor do Dinheiro” (1986), em que Paul Newman retoma o Fast Eddy de “Desafio à Corrupção” (1961), o “Poderoso Chefão 3” (1990), em que Al Pacino volta à saga iniciada em 1972, ou o recente “Wall Street - O Dinheiro Nunca Dorme”, que surge após 23 anos do original.

Há uma verdade impressa nos rostos dos atores. As rugas de Michael Douglas agora estão mais numerosas, Charlie Sheen, mais gordo.

É como se o filme ficasse mais real, já que todos ali estão envelhecidos naturalmente, sem recursos pesados de maquiagem ou computação. Como se, numa realidade paralela, Gordon Gekko realmente existisse.

Na “saga” “Wall Street”, essa “verdade” é quase como o cerne dos filmes. São produções em que o momento presente, a tentativa de se fazer um retrato fiel dos dias correntes se impõem.

Assista novamente ao primeiro filme, de 1987, se possível. Estão presentes ali elementos impossíveis de serem recriados completamente nos dias de hoje. Cortes de cabelo, combinações de roupas, maquiagem, computadores, telefones, a própria identidade visual do filme e a textura da imagem.

Há, por exemplo, a cena em que Bud Fox (Charlie Sheen) decora seu novo apartamento, ao som de “This Must Be the Place (Naive Melody)”, do Talking Heads, enquanto prepara sushi. Naquele momento, sabemos, a economia do Japão estava no auge.

No novo filme, Jake (Shia LaBeouf) seduz investidores chineses proferindo algumas palavras no idioma e mostrando conhecimento da cultura local. São os novos tempos e as novas regras de negociações.

Claro, Oliver Stone é um diretor meio jornalista, decidido a fazer comentários críticos sobre sua época (e a inclusão de músicas recentes do ex-Talking Heads David Byrne mostra como tudo foi consciente). Mas são nesses detalhes de época que o filme ganha vida.

Mais do que um clichê, retratar jovens investidores ligados em sites de informação independentes, preocupados com causas verdes, são uma realidade. Assim como a estética cafona de mostrar imagens geradas por computador que parecem apresentação de Power Point. E, quem trabalha em qualquer empresa um pouco maior, sabe que, uma hora ou outra, apresentações de Power Point irão aparecer pelo caminho.

Escrito por Bruno Yutaka Saito às 9h47 PM

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Os 20 anos de Xavier Dolan

 O canadense Xavier Dolan tinha 16 anos quando escreveu o roteiro de “Eu Matei a Minha Mãe”, e 20 quando o filme enfim estreou, no exterior, em 2009.

“E daí?”, já questionava Rogério Sganzerla, em “O Bandido da Luz Vermelha”, lançado quando tinha 22 anos.

Preste atenção na quantidade de textos ou de conversas de cinéfilos que usam expressões como “apenas X anos” quando se referem a cineastas que lançam bons filmes antes dos 30.

Não pretendo, claro, colocar Xavier e Sganzerla no mesmo nível. O primeiro é uma promessa; o segundo foi uma hecatombe. Também não vem ao caso aqui comparar a realidade de produção do Brasil e do Canadá.

Estamos acostumados a ver jovens talentos na música, por exemplo; nessa área, a pouca idade chega a ser pré-requisito.

Mas não no cinema. Não importa que a modernidade tenha virado o cinema de pernas para o ar há mais de 50 anos, não importa que a revolução das câmeras digitais tenha democratizado a produção, o fato é que ainda nos espantamos quando um jovem coloca a mão na massa como em “Eu Matei a Minha Mãe”.

Sempre surgirão vozes a questionar a pouca idade. A relacionar pouca idade com pouca experiência. A não acreditar que uma empreitada hercúlea possa ser realizada por alguém que teoricamente ainda tem muito a aprender. Muitas vezes, carregamos mais inveja e preconceito do que podemos aceitar.

Sim, Xavier tem muito a aprender, o filme deixa claro. Mas há sinais evidentes de imaturidade que só fazem aumentar o impacto e a verdade de “Eu Matei a Minha Mãe”.

Xavier capta questões microscópicas da adolescência que apenas quem está vivendo lá, no calor do momento, pode relatar. Como logo no início, quando seu personagem se irrita com a mãe e seu modo de comer torrada.

A gritaria incessante entre mãe e filho atordoa os sentidos durante o filme, nos deixando sem fôlego e nos colocando na fogueira do conflito. Verdades que soam mais verdadeiras porque tudo ainda estava muito fresco na cabeça de quem as colocou na tela.

Escrito por Bruno Yutaka Saito às 5h55 PM

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Blog Ilustrada no Cinema O blog "Ilustrada no Cinema" apresenta uma extensão da cobertura de cinema publicada diariamente no caderno cultural da Folha, um espaço para notícias, curiosidades, críticas e análises sobre o mundo cinematográfico.

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