Ilustrada no Cinema

 

 

A invasão dos filmes-brinquedo

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"Transformers 2" impulsiona o filão dos filmes-brinquedo

Por Cássio Starling Carlos

Pode ser tanto falta de criatividade quanto excesso. O fato é que o excelente desempenho da franquia “Transformers” – com quase US$ 320 milhões de bilheteria no primeiro filme e mais de US$ 400 milhões no segundo – é apenas o prenúncio do tipo de filme que vamos ter de assistir em breve.

Nada parece diversão de criança quando se acompanha a receptividade de “G. I. Joe - Origem do Cobra”, que em duas semanas bateu os R$ 4 milhões de renda só no mercado brasileiro. A conclusão que dá para tirar desses exemplos é que os filmes-brinquedo não estão para brincadeiras.

A prova é que depois das HQs e dos games, a indústria deslocou seu foco para brinquedos como seu novo campo de exploração para potenciais megassucessos. Veja o que já se encontra em preparação:

“Grayskull” (2011) - A reativação dos poderes de He-Man será testada desta vez num blockbuster de fato, depois de uma única aparição no catastrófico “Masters of the Universe”, de 1987. Joel Silver, produtor cuja ficha bancária ficou gorda com títulos que vão de “Duro de Matar” a “Speed Racer”, cuida pessoalmente do projeto.

“Batalha Naval” (2011)  - Peter Berg (que já pilotou “O Reino” e “Hancock”) assumiu o comando desta improvável versão cinematográfica do jogo que a Universal quer transformar num filme naval épico de ação.

“Detetive” (2011) - Coronel Mostarda, Dona Violeta, Senhorita Rosa e Senhor Verde vão sair do baú para decifrar a morte do Doutor Pessoa. Gore Verbinski (da franquia “Piratas do Caribe”) toca o projeto.

“Banco Imobiliário” (2011) - Não deu para ver ainda se os (d)efeitos da crise financeira vão sumir do horizonte, mas a Universal já convenceu Ridley Scott a dirigir a versão dessa brincadeira de compra e venda _que deve ter inspirado muita gente que hoje se diverte colocando em risco a sobrevivência do mundo e quem vive nele.

"View-Master"  (2012) - A ideia de adaptar esse antepassado das geringonças 3-D é da Dreamworks, que quer fazer um filme no espírito dos anos 80 da turma de Spielberg. Para isso já colocou para trabalhar a dupla dinâmica Alex Jurtzman e Roberto Orci, responsáveis por “Transformers” e pela ressurreição de “Star Trek”.

Diante disso, tudo parece possível. Portanto ninguém deve ter se surpreendido com o recente anúncio da preparação de “Lego: O Filme”.

Escrito por Cássio Starling Carlos às 4h04 PM

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É Tudo Verdade 2 terá documentários de Louis Malle

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Louis Malle, em 1969, filma "A Índia Fantasma"

Por Leonardo Cruz

Saiu a programação da segunda metade do É Tudo Verdade, o festival internacional de documentários. Para quem não se lembra, a mostra deste ano foi dividida em duas partes – na primeira, realizada em abril, foram concentradas as seções competitivas nacional e internacional.

Agora é a hora do bis, com as mostras especiais, não-competitivas, que acontecem de 31 de agosto a 7 de setembro na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, e de 4 a 12 de setembro no Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro. E o chorinho é generoso: tem Louis Malle, Robert Drew, dois docs nacionais inéditos, um pacote iraniano e um filme que reúne depoimentos dos principais documentaristas do mundo.

A retrospectiva de Malle parece ser o mais suculento. São sete documentários do cineasta francês cuja carreira ficou marcada por ficções como “Ascensor para o Cadafalso” (1958), “O Sopro do Coração” (1971) e “Adeus Meninos” (1987). Entre os filmes do lado B do É Tudo Verdade estão “Humano, Demasiadamente Humano”, que acompanha os trabalhos na fábrica da Citroën em 1972, e dois episódios da série “A Índia Fantasma”, fruto de quatro meses de viagens do cineasta pelo país em 1969.

Robert Drew volta a abordar seu tema favorito em “Um Presidente a Lembrar - Na Companhia de John F. Kennedy”. O filme é composto por imagem dos filmes que Drew fez sobre JFK nos anos 60, incluindo “Primárias”, marco do cinema direto norte-americano. O material de divulgação do filme, disponível no site de Drew, diz que trata-se que uma “inteligente montagem” das quatro obras sobre Kennedy. A conferir se o cineasta, aos 85 anos, conseguiu de fato extrair uma reflexão nova desse material antigo.

A história social e política do Brasil surge nos dois docs nacionais. “Fordlândia”, de Daniel Augusto e Marinho Andrade, volta ao Pará dos anos 20 para mostrar o que foi a cidade fundada por Henry Ford no meio da Amazônia. Já “Ecos”, de Pedro Henrique França e Guilherme Menechini, trata da trajetória de Toninho do PT, o prefeito de Campinas que foi assassinado em setembro de 2001.

O panorama iraniano tem três filmes. “A Rainha e Eu”, de Nadih Persson, tem em seu centro Farah Diba Pahlevi, viúva do ex-xá do Irã. “Um Povo nas Sombras”, de Bani Khoshnoudi, faz uma viagem pela Teerã atual. “Cartas ao Presidente”, que abriu o É Tudo Verdade 2009, completa o pacote – o filme de Petr Lom sobre as viagens de Mahmoud Ahmadinejad será reapresentado.

Para os estudiosos de assunto, “Capturando a Realidade – A Arte do Documentário” é o filme imperdível deste lado B. A diretora Pepita Ferrari discute a importância do documentários com 33 cineastas, incluindo, Werner Herzog, Errol Morris e Eduardo Coutinho. A seguir, veja o trailer.

Escrito por Leonardo Cruz às 11h37 AM

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Michael Mann recusa clichês do cinema de autor

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Mann: digital favorece o realismo em "Inimigos Públicos"

Por Cássio Starling Carlos

A ideia de autor no cinema, consolidada pela crítica francesa nos anos 50, costuma ter resultados nefastos quando adotada na correria e sem precaução. Já naquela época, certos autores cultuados pela tropa de choque dos “Cahiers du Cinéma” riam da obsessão dos franceses em catalogar e distinguir os que consideravam “artistas” dos que tratavam como meros “artesãos”.

Mais de meio século se passou e ainda testemunhamos diretores prestes a serem convertidos em “autores” terem de lidar com precaução diante dos efeitos nem sempre positivos associados a essa distinção. O caso mais recente é o de Michael Mann, que no mês passado teve sua obra elevada olimpicamente ao lugar de honra da mais alta das distinções cinéfilas, uma retrospectiva na Cinemateca Francesa.

Cauteloso, Mann deu uma entrevista ao hábil Serge Kaganski, crítico do semanário francês “Les Inrockuptibles”, quando da estreia de seu “Inimigos Públicos” no qual se posiciona de modo contrário às leituras que a crítica vem fazendo da fase mais recente de seu trabalho. Além desses esclarecimentos úteis, Mann explicita seu interesse estético do uso do digital e põe pingos nos is em relação a interpretações demasiado simbólicas que acompanharam a recepção crítica de “Inimigos Públicos”.

Leia abaixo alguns trechos:

Pergunta – Como muitos de seus filmes, “Inimigos Públicos” conta mais uma vez uma história em que um tira persegue um gângster: dois homens posicionados de cada lado da barreira moral. Modo de sugerir que tais barreiras são movediças, imprecisas?

Michael Mann – Meu interesse é por pessoas, por seres humanos, não pelo que Edgar J. Hoover, o diretor do FBI de 1924 a 1972, chamava de o Bem e o Mal. O que movia Hoover era uma ambição monomaníaca que não tinha mais nada a ver com um sentido objetivo de justiça. Eu creio que essa maneira de ver o mundo em categorias bem definidas é um pouco ingênua. Os indivíduos têm motivações complexas. Já conceitos tais como a verdade, a justiça, reduzidos a noções simplistas à moda americana, são úteis apenas para as HQs.

Dillinger foi um ser humano em toda sua complexidade. Eu não vejo nele nem um monstro, nem um sociopata. A vontade dele era ser popular, ser amado pelas pessoas, encontrar o grande amor... Ele não era alguém sedento de sangue. Quando foi acusado de ter intencionalmente matado um tira em Indiana, ele sempre alegou ser inocente. De fato, ele matou o tira, mas no calor da ação. Ele não pretendia ser o Super-Homem. Mesmo quando estava no auge da celebridade e era manchete de jornais, ele continuou a preparar os assaltos com sobriedade e democraticamente, em acordo com seus cúmplices. Ele nunca se deixou cegar por sua atividade e pela celebridade de suas ações, sempre manteve cabeça fria. Um personagem de cinema deve guardar a mesma complexidade que uma pessoa de verdade. Os personagens unidimensionais me entediam.

Pergunta - O filme se passa durante a Depressão: crise do sistema bancário, guerra contra o inimigo público, o que evoca certos aspectos do presente... Por meio do gênero e suas convenções, poderíamos ver uma crítica aos anos Bush?

Mann – Você pode, claro, mas não foi essa minha intenção. Quando começamos a trabalhar no filme, a crise atual ainda não havia acontecido. Ao contrário, a economia parecia a pleno vapor. A pré-produção teve início em 2007, eu comecei a filmar no início de 2008, a Bolsa estava muito bem.

Pergunta - Mas não se pode impedir de traçar um paralelo entre a “guerra contra o crime” que você mostra no filme e a “guerra contra o terrorismo”...

Mann – Não, de fato, eu absolutamente não tentei estabelecer nenhum paralelo entre o passado e o presente. Esse tipo de procedimento não me interessa. Não vou ao cinema para receber uma mensagem, mas para viver uma experiência. E a melhor experiência para mim pode ser encontrada numa realidade alternativa. Com Dillinger, tentei conduzir o espectador até lá, na América dos anos 30. Não se tratava de modo algum de trazer os anos 30 e Dillinger para o presente. Os únicos detalhes históricos de meu filme são a invenção por Hoover da “guerra contra o crime”, o fato de ele ter apontado Dillinger como “inimigo público número 1”, e que isso tenha cativado os americanos. Quando rodávamos o filme, era a época das primárias nas eleições. Nós tínhamos para consulta os jornais de 1933. Qualquer que fosse o período que consultássemos, Dillinger era a personalidade mais conhecida dos EUA, logo depois do presidente. Apesar disso, apesar de toda aquela atenção, ele continuou a viver “normalmente”: ele saía, ia jantar em restaurante, ia a boates, assaltava bancos...

Pergunta - Você é um estilista, um formalista. Para você o estilo é mais importante que a história?

Mann – Um filme estiloso cuja história é fraca atrairá nossa atenção durante cinco minutos, não mais. Um cinema puramente formalista é algo imaterial, não tem nenhum sentido. Minha prioridade é contar uma boa história e fazer de tal modo que a história tenha um impacto no espectador. O estilo é o que torna esse impacto mais ou menos forte e a tarefa do realizador é encontrar o melhor meio de veicular o impacto mais forte. Ponto final. Para o estilo enquanto tal, eu não estou nem aí. Assim como estou me lixando para a maneira como as pessoas me percebem: como um artista ou um “entertainer”... Para mim, o crime capital de um realizador é se tomar por isso ou aquilo. Se me tornasse vaidoso e me observasse filmar, eu me condenaria a um fracasso certo e total! Pensar em seu próprio estilo não passa de sedução imatura.

Pergunta - De qualquer modo, o estilo tem um pouco de importância...

Mann – Certamente! Mas se eu filmasse uma sequência estilisticamente estonteante, mas inútil à totalidade do filme, eu a cortaria e a eliminaria sem hesitar.

Pergunta - Você se encontra na ponta do trabalho com ferramentas digitais. Qual é o impacto desse tipo de recurso no seu trabalho?

Mann – No caso de “Inimigos Públicos”, filmar em digital deu à imagem um sentido mais agudo ao realismo, como se fosse um aumento de realidade, mais intenso que a verdade. Fizemos testes comparativos entre a câmera com película e a digital. A clássica deu resultados bem bons, do tipo belo filme de época. A digital me proporcionava a sensação de estar vivo em 1933, de ser contemporâneo da época no filme, de quase poder tocar na gota d’água que cai no carro preto. Essa sensação de extrema realidade era a que eu buscava. Não queria que o público visse meu filme como um truque retrô. Era preciso que o espectador tivesse a sensação de viver na história. Eu sempre fico satisfeito quando um filme tem o poder de me fazer embarcar nele e me fazer abandonar a realidade prosaica da vida, fico embasbacado quando o cinema me faz mergulhar num filme como no fundo de uma piscina, adoro essa sensação... Esquecer o tempo, esperar que o filme, a experiência, não acabe rápido.

Pergunta – Na França, consideramos o realizador como o autor de um filme. Nos EUA, é sobretudo o produtor. Onde você se situa nesse debate?

Mann – As coisas não são, assim, tão estanques. Nos Estados Unidos, pode-se apropriar do poder do qual se tem necessidade. Basta se conhecer suficientemente bem, saber o que se quer, do que é preciso para fazer seu filme. Às vezes, é preciso assumir certos riscos se você quer ter o controle. Pessoalmente, eu controlo o “final cut” há não muito tempo. Mas também gosto de ouvir a opinião do pessoal dos estúdios porque eles são inteligentes, sensíveis. O arquétipo hollywoodiano segundo o qual o estúdio é malvado frequentemente é falso. Ninguém nunca me obrigou a mudar isso ou aquilo, mas às vezes me fizeram observações, sugestões com frequência interessantes. Vou mesmo mais longe: hoje, temos menos problemas trabalhando com um grande estúdio do que com um produtor independente. Com um independente você é obrigado a lidar com dez produtores, 15 conselheiros que se consideram artistas e toda essa merda. Com um grande estúdio, você trabalha com grandes caras. Um tornado lançou os cenários pelos ares? Você dá de ombros, mantém o rumo e o problema estará resolvido em alguns dias. Não choramingamos, não gememos, somos profissionais.

*

A seguir, o trailer do imperdível "Inimigos Públicos".

Escrito por Cássio Starling Carlos às 1h13 PM

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Fogo amigo contra "Moscou", de Eduardo Coutinho

Por Leonardo Cruz

“Ao propor a encenação, Eduardo Coutinho sabia estar fazendo uma aposta de risco. Esperava que o confronto das personalidades envolvidas no ensaio fizesse surgir algo que pudesse documentar. Mas gravou cerca de 80 horas, com duas câmeras, e nada de interessante ocorreu. Influiu nesse resultado, sem dúvida, a aparente falta de engajamento das atrizes e dos atores, apesar de advertidos, logo no início, de que não poderiam ‘ficar só brincando’. Mais decisiva ainda foi a omissão deliberada do próprio Coutinho. Desde o início, embora decepcionado com o resultado dos ensaios, deixou de intervir e redirecionar o projeto.”
 
Esse é o trecho mais contundente da crítica que o cineasta e montador Eduardo Escorel faz de “Moscou”, o novo documentário de Eduardo Coutinho, que entra em cartaz em São Paulo na próxima sexta. O texto “Coutinho não sabe o que fazer”, publicado na página 62 da revista “Piauí” deste mês, é a primeira avaliação francamente negativa sobre “Moscou” –até então, o longa fora motivo de resenhas merecidamente positivas quando passou no Festival É Tudo Verdade, em abril, e de prêmio no Festival de Paulínia, no mês passado.

A nova obra registra os ensaios que o Galpão, grupo teatral mineiro, fez de “As Três Irmãs”, de Tchecov, a pedido de Coutinho. A peça não seria encenada depois, o que interessava ao diretor era acompanhar o processo de criação.

Poucas pessoas entendem mais de documentário no Brasil do que Escorel, tanto na teoria quanto na prática. Ele coordena o curso de pós-graduação sobre o assunto da Fundação Getulio Vargas. Entre os filmes que dirigiu, estão “Vocação do Poder” (2005) e “Bethânia Bem de Perto” (1966). Entre os que montou, “Santiago” (2007) e “Fé” (1998). Além de ter conhecimento de causa, Escorel é amigo de Coutinho e assina a montagem do filme mais conhecido dele, “Cabra Marcado Para Morrer” (1984), clássico do documentário nacional.

Em conversa com a repórter da Ilustrada Fernanda Ezabella na última sexta-feira, Coutinho comentou a análise do amigo e a crítica pública feita por ele:

"Eu estava perdido. E mesmo a minha montadora, que não conhecia o material e depois de três meses ficou envolvida, não tinha como solucionar isso. Aí veio uma pessoa de fora, veio o Escorel, e disse: ‘Aqui não tem filme’. Ele acaba de publicar um artigo em que fala isso: Quando tinha 20 horas e depois com o filme pronto, ele continuou a dizer que não era um filme."

Coutinho lembrou que Escorel também fez uma avaliação negativa de “Santo Forte” (1999), documentário que marcou a retomada de sua carreira. “Ele achou que nunca seria um filme, que seria uma tortura. E errou. E depois reconheceu que tinha avaliado mal. Só espero que agora ele esteja errado também.”


Na avaliação de Coutinho, Escorel tem ressalvas não só a “Santo Forte” e “Moscou”:

“Eu considero que todos os filmes que eu fiz depois, mesmo ‘Santo Forte’, que ele não gosta desse tipo de cinema. [...] Vou continuar amigo dele, mas há uma incompatibilidade com ele na coisa que eu faço. Ele continua meu amigo. Fez o artigo, detona o filme. Eu só lamento porque é em cima do lançamento.”

*

Na versão impressa da Ilustrada de hoje, Coutinho conta que “Moscou” foi seu filme mais difícil, de montagem mais longa (cinco meses) e que pensou em parar de fazer cinema. “Foi uma crise realmente muito forte”, disse o diretor a Fernanda Ezabella.

Além da reportagem, a Ilustrada publica duas resenhas de “Moscou”, ambas positivas. Para o crítico Inácio Araujo, o filme representa um ao mesmo tempo uma sequência da obra de Coutinho e um recomeço. Para o romancista Bernardo Carvalho, o diretor cria uma analogia entre o projeto de filmar um ensaio, uma obra inacabada, e a vida frustrada das personagens de Tchecov.

Assinantes da Folha ou do UOL podem ler esses três textos aqui, a partir da manhã desta terça.

Escrito por Leonardo Cruz às 11h39 PM

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