Ilustrada no Cinema

 

 

"Peau de Chat" em Paris

                                                                                     Divulgação

O curta "Couro de Gato", exibido neste sábado em Vincennes

Por Gabriela Longman (em Paris)

O conhecimento de alguns franceses sobre cinema brasileiro é invejável. Na semana passada, em meio de uma discussão sobre a expressão "Faire le diable a quatre", uma francesa se antecipou para dizer que a expressão não era em absoluto exclusiva da língua francesa, pois ela se lembrava de ver, naquela semana um filme brasileiro que se chama "O Diabo a Quatro" (Alice de Andrade, 2004).

O interesse do público está diretamente ligado ao acesso: pelo menos duas produções nacionais entram em cartaz por mês na capital francesa (no circuito comercial), sem contar o festival de cinema brasileiro organizado anualmente na cidade e um pequeno cinema simpático do Marais, Le Latina, com programação dedicada ao cinema sul-americano _com um ou outro filme mexicano ou espanhol perdido no meio. 

Neste sábado, por exemplo, cinéfilos brasileiros saudosos e franceses curiosos têm diversão garantida. O Centre Pompidou de Vincennes (cidade que faz parte da grande Paris) homenageia a Cinemateca Brasileira, recebe sua diretora Olga Futemma e organiza uma jornada de clássicos. A programação inclui o curta "Couro de Gato" (Peau de Chat), de Joaquim Pedro de Andrade, que será apresentado justamente pela filha do cineasta, a também diretora Alice de Andrade, de "O Diabo a Quatro". Mal sabe ela que seu filme é centro de polêmicas linguísticas franco-lusófonas.

Além de "Couro de Gato", o dia brasileiro em Vincennes terá, entre outros filmes, "Braza Dormida" (1928), de Humberto Mauro, e "O Pagador de Promessas" (1962), de Anselmo Duarte, numa programação que começará logo cedo, às 9h30, e se estenderá até o fim da noite.

Escrito por Gabriela Longman às 1h29 AM

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Notícias e curiosidades | PermalinkPermalink #

Uma conversa com o diretor da Quinzena

                                                       Fotos Leonardo Lara/Divulgação

Olivier Père, diretor da Quinzena dos Realizadores de Cannes 

Por Silvana Arantes (em Tiradentes)

Os filmes que estão sendo exibidos na 12a. Mostra de Cinema de Tiradentes (23/1 a 31/1) trazem legendas em francês. A medida foi tomada em atenção a uma delegação de profissionais de cinema franceses que acompanham o festival. O mais notório deles é Olivier Père, diretor da Quinzena dos Realizadores (que assumirá a direção artística do Festival de Locarno, a partir do ano que vem). No Centro Cultural Yves Alves, sede dos debates da mostra, Père conversou com a Folha sobre Cannes, o cinema brasileiro e suas principais descobertas, que incluem o argentino Lisandro Alonso ("Los Muertos", "Fantasma", "Liverpool"), o português Miguel Gomes ("Aquele Querido Mês de Agosto"), o catalão Albert Serra ("Honor de Cavalleria") e o filipino Raya Martin ("Showing Now").

FOLHA - A definição de "cinematografias nacionais" ainda faz sentido no mundo globalizado?
OLIVIER PÈRE - Sim. O cinema da globalização estética e econômica é perigoso. Independentemente de onde venha o dinheiro da produção de um filme, o que interessa é sua identidade, a nacionalidade _seja do país ou do cineasta. É uma questão cultural muito importante. Se vemos filmes, é também para ver histórias diferentes, pessoas diferentes, países diferentes.
Um filme brasileiro pode se associar [em coprodução] a outros países da América Latina ou da Europa, o que é ótimo do ponto de vista econômico, mas a identidade estética e poética do filme tem que ser brasileira.
Tenho exemplos de filmes mostrados na Quinzena de Realizadores que demonstram que se pode fazer uma obra-prima com dez amigos e uma pequena câmera digital, se você sabe filmar e se tem algo a contar.

FOLHA - Cite um, por favor.
PÈRE - O filme catalão de Albert Serra, "Honor de Cavalleria" [2006]. Por acaso, vi o filme e o levei para Cannes. Talvez, se não o tivesse levado para Cannes, esse filme desaparecesse. Depois de Cannes, ele rodou o planeta, e Serra fez um segundo filme ainda mais genial. Hoje, ele é um jovem cineasta importante no panorama do cinema. Por que isso não pode ocorrer com o Brasil? Por isso estou aqui.

FOLHA - O sr. afirma que descobriu em Glauber Rocha (1939-81) um cineasta da mesma estatura de Pasolini ou Godard. Desde então, viu surgir outro diretor brasileiro da mesma importância?
PÈRE - Admito que não. Na Quinzena, descobri jovens cineastas que, a meu ver, são tão importantes [quanto Glauber foi] para o cinema de hoje e de amanhã _Miguel Gomes, em Portugal; Lisandro Alonso, na Argentina; Albert Serra, na Espanha; Raya Martin, nas Filipinas.
São verdadeiros artistas, muito jovens e muito talentosos. Por que não no Brasil, no Chile, no México? É possível. É preciso sempre procurar onde não há. Há dez anos, não havia grande coisa no cinema romeno. De repente, jovens começaram a fazer filmes formidáveis lá, e a Romênia se tornou um país muito importante para o cinema europeu e de autor.
É preciso estar atento e curioso, para procurar um diretor desconhecido, que faça um filme sozinho, sem nenhum auxílio e muito bom. Esse é o verdadeiro papel do festival _ser útil aos cineastas que necessitam de ajuda, não aos que já são estrelas.

FOLHA - O diretor-geral do Festival de Cannes, Thierry Frémaux, declarou recentemente que o papel de Cannes é lutar pela preservação do cinema como linguagem artística. Ele está ameaçado de extinção pela tecnologia digital?
PÈRE - O perigo não é o digital, o perigo talvez sejam as imagens para consumo feitas pela TV ou os videogames, coisas que são mais atrativas e excitantes para o jovem espectador. Isso talvez possa tornar o cinema mais frágil, minoritário, underground.
O digital não ameaça o cinema. É como a passagem do cinema preto e branco para a cor ou do filme silencioso para o sonoro. O cinema continua a existir. O digital pode ser genial ou insignificante, depende de nas mãos de quem esteja a câmera.

FOLHA - Se os festivais têm uma luta comum em defesa do cinema, como fica a rivalidade entre o Festival de Cannes e a Quinzena dos Realizadores, que nasceu em oposição àquele?
PÈRE - Não é mais uma disputa, uma oposição. Temos todos os mesmos objetivos e desejos. No caso da Quinzena, em torno de um espaço um pouco menor, com uma prospecção mais reduzida em torno de cineastas independentes e filmes de baixo orçamento. Não é uma guerra, mas existe uma competição pelos melhores filmes. Isso faz com que o Festival de Cannes seja tão forte, porque todos queremos ter os melhores filmes e mostrá-los da melhor maneira possível.

FOLHA - Mas o festival também pode destruir um filme, como ocorreu com "The Brown Bunny" (2003), de Vincent Gallo.
PÈRE - É uma responsabilidade mostrar um filme num festival. Não se pode fazer qualquer coisa. É preciso pensar se o filme tem ali o lugar certo para ele, se é um filme bom e forte, ainda que as pessoas o detestem. Para mim, "The Brown Bunny" é um filme genial. Acho que [o diretor do Festival de Cannes] Thierry Frémaux pode se orgulhar de o haver mostrado na competição oficial. Contudo, há cineastas malditos, cineastas que filmam a cada dez anos, cineastas que têm problemas, cineastas que desabam muito facilmente. Isso faz parte do destino do filme e do cineasta. Mas não foi um erro mostrar esse filme em Cannes. Foi um risco, mas todo mundo sabia que era um risco e que valia a pena corrê-lo.

FOLHA - Quanto ao sr. qual foi o maior risco que correu na Quinzena?
PÈRE - Eu tive sorte, porque os filmes muito bons, muito importantes e mesmo os muito difíceis mostrados na Quinzena deram certo. Eu me refiro a Miguel Gomes ["Aquele Querido Mês de Agosto"], Albert Serra ["Honor de Cavalleria"], Lisandro Alonso [ "Los Muertos", "Fantasma", "Liverpool"].
Deu certo, porque a Quinzena é menor, mais específica. O público da Quinzena é mais cinéfilo, é menos duro, menos vulgar. Ele não massacra, não ataca um filme que seja muito radical, mas bom. Para mim, o risco é se eu selecionar um filme que não seja muito bom ou que seja pequeno demais. Mas isso será um erro meu; não penso que o erro seja do público, que é idiota; ou da crítica. Seria um erro meu selecionar um filme para um lugar que não é o dele.

FOLHA - Qual é a sua reação a comentários de que filmes como "Aquele Querido Mês de Agosto" são tão bons que deveriam estar não na Quinzena dos Realizadores, mas na competição pela Palma de Ouro? O sr. concorda?
PÈRE - Me deixa muito feliz. Trabalho na Quinzena, mas o mais importante é o filme. Em toda a sua história, a Quinzena teve filmes geniais, que poderiam ter estado na competição pela Palma, como "O Império dos Sentidos" ou "Aguirre - A Cólera dos Deuses". Evidentemente, quando o filme é muito bom, ele poderia competir em Cannes, em Veneza ou na Quinzena. Isso quer dizer que a Quinzena é um festival do mesmo nível desses dois, porque mostra filmes tão bons quanto eles. Dizer isso é um elogio ao filme, ao cineasta, a mim, à Quinzena, talvez não à Seleção Oficial de Cannes (risos).


Sessão da 12a. Mostra de Tiradentes, no Cine-Praça

FOLHA - Imagino que o sr. receba a cada ano um número maior de inscrição de filmes brasileiros, já que a produção nacional aquece desde 1995.
PÉRE (interrompendo) - Mundialmente, o número de filmes tem tendência a aumentar a cada ano, porque há uma democratização dos meios de produção, das filmagens com câmera de vídeo. Em geral, vemos cada vez mais filmes, o que não quer dizer que vemos cada vez mais bons filmes.

FOLHA - Entre os aspirantes brasileiros, o sr. observa um aumento do perfil dos chamados "filmes de festival"?
PÈRE - Essa definição de filme de festival me irrita muito, porque isso não me interessa. Não vejo filmes como diretor de festival, vejo antes de tudo como espectador, cinéfilo. O que quer dizer "filme de festival"? Que alguém vai escrever, produzir, filmar um longa para ir a um festival?

FOLHA - Para ir a um festival, eventualmente receber um prêmio e se tornar conhecido no microcosmos do cinema.
PÈRE - Mas isso é fazer as coisas do avesso. Se alguém decide ser cineasta, é, antes de tudo, porque tem coisas a dizer, a filmar e espera que isso dê certo e agrade. De outra forma, é cínico. Na Quinzena, tento mostrar filmes que são o oposto do "filme de festival", filmes que, se não estivessem lá, não estariam em nenhum outro festival, porque efetivamente há os filmes mais fabricados, mais concebidos para um público intelectual, "cabeça", que interessam a todos os festivais. Eu escolho filmes que tenham uma identidade, uma originalidade de tal forma forte que agradem ou desagradem as pessoas; elas vão adorar ou se desinteressar. Essa singularidade é o que é interessante. A noção de filme de festival é algo inventado, enunciado por pessoas que têm um reflexo anti-intelectual ou antiartístico contra os filmes difíceis, que não são para o público, gente para quem Glauber Rocha era louco demais, barroco demais, experimental demais, político demais. Para os espectadores e os críticos, um festival é também uma espécie de comunhão, um encontro que a gente não pode prever, antecipar e programar dessa maneira.

FOLHA - O sr. concorda com a ideia de que a fronteira entre documentário e ficção é a principal questão do cinema atual ou, ao contrário, acha que essa questão já está resolvida desde "Tabu" (1931), de Murnau, por exemplo?
PÈRE - É uma questão que se coloca desde a criação do cinema, já que o cinema é, a princípio, o registro do real. É uma arte ontologicamente realista. Desde os irmãos Lumière, desde "Nanook" [Robert Flaherty, 1922], desde "Tabu", pudemos manipular, mudar, traficar o real, mas, ao fim e ao cabo, registrar imagens verdadeiras. Os filmes de hoje que mais me interessam são os que retomam esse estetismo, essa tradição realista muito forte _simplesmente filmar as coisas reais, com mais ou menos perversidade e manipulação. Talvez essa seja uma nova etapa no cinema, um retorno às origens.

FOLHA - Na sua avaliação, que impacto a emergência dos reality shows provocou na produção cinematográfica?
PÈRE - Não sei. Não vejo TV. Tenho consciência da influência dos reality shows e das séries unicamente por intermédio dos filmes que são inspirados por isso, como "Cloverfield" [Matt Reeves, 2008] ou "Redacted" [Brian de Palma, 2007], ou seja, por intermédio de um tipo de filmes que usa procedimentos dos reality shows ou das séries de TV. Acho que, em si, os reality shows são nulos, são o grau zero do cinema ou da TV. Não é algo que me interesse como espectador. Pode ser interessante quando os artistas se servem dos seus procedimentos para fazer algo de valor.

FOLHA - Como observa o megasucesso na França do filme "Bienvenue Chez les Ch’tis", no ano passado, considerado medíocre pela crítica?
PÈRE - É verdade que o cinema de um país é forte se seus filmes comerciais, industriais são fortes. Podemos imaginar que, se os filmes comerciais vão bem, isso permitirá outros filmes mais difíceis existir. Mas hoje não é bem assim [na França]. Não necessariamente o dinheiro de um filme que fez muito sucesso vai ajudar a produzir filmes mais difíceis. "Bienvenue Chez les Ch’tis" é um sucesso muito facilmente explicável do ponto de vista sociológico. Ele mostra pessoas do povo de modo simpático. É um cinema de aproximação com um público muito popular, que vê nele um espelho de seus sentimentos. Muita gente acha que, hoje, o cinema é algo muito elitista, complicado, burguês, intelectual. Um filme como esse consegue compartilhar sentimentos simples com um público que se sentia excluído do cinema. O fato de que seja [ambientado na região do] o Norte, a França muito popular, dá uma certa auto-estima ao público. No fim das contas, não é um filme vergonhoso, é apenas fraco e televisivo. Mas há muitas comédias francesas de muito sucesso que são vulgares, que operam sobre a vergonha e o sentimento de inferioridade da parcela dos franceses que acham que hoje a França é um país um pouco desprezível.

FOLHA - Qual é a relação da Quinzena com a China, um país de grandes cineastas, mas onde há censura governamental à produção?
PÈRE - Há países, como a China, a Rússia, a Índia, que não são exatamente territórios misteriosos, mas também não são de fácil acesso. Os contatos são menos diretos, menos fáceis. Isso torna as coisas mais complicadas. A descoberta dos jovens cineastas e filmes é mais difícil, mas continuamos tentando.

FOLHA -Sua vinda ao Brasil indica que haverá um filme brasileiro na próxima Quinzena?
PÈRE - Virtualmente há chances, porque há certos filmes dos quais ouvi falar. Enquanto não os vi e não tomei decisões, não posso falar disso. Mas, quando viajo, não tenho nenhuma obrigação de convidar um filme. Existe a prospecção, mas não a obrigação de resultado. É preciso que eu encontre um filme que seja bom, que me agrade e que esteja ao nível de Cannes.

FOLHA - Como será seu trabalho à frente de Locarno?
PÈRE - É o prolongamento do que comecei na Quinzena. Locarno não é tão diferente da Quinzena. Há uma compatibilidade, porque também é voltado para jovens cineastas, filmes novos. Não irei negar o que faço na Quinzena ou fazer algo totalmente diferente.

(Este texto é a íntegra da entrevista cujos principais trechos foram publicados na Ilustrada desta sexta-feira.)

Escrito por Silvana Arantes às 4h17 PM

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Notícias e curiosidades | PermalinkPermalink #

Cenas de dois casamentos

No podcast desta semana, o crítico Sérgio Rizzo analisa duas estreias que abordam casamentos em crise: "Ninho Vazio", do argentino Daniel Burman, e "Foi Apenas um Sonho", do norte-americano Sam Mendes. Para ouvir, basta clicar no microfone.

Escrito por Sérgio Rizzo às 10h54 AM

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Colunistas do blog | PermalinkPermalink #

O curioso caso de Forrest Gump

Por Leonardo Cruz

"Forrest Gump" e "O Curioso Caso de Benjamin Button" têm diretores diferentes, mas o mesmo roteirista. Tanto o filme de 1994 de Robert Zemeckis quanto o longa de 2008 de David Fincher foram escritos por Eric Roth, e muita gente já apontou várias semelhanças entre as duas produções.

O site Funny or Die decidiu comprovar a tese de que, na verdade, trata-se do mesmo filme. Após ver o vídeo abaixo (dica de Paulo Santos Lima), fica difícil discordar.

Escrito por Leonardo Cruz às 10h27 AM

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Notícias e curiosidades | PermalinkPermalink #

O fim não tem fim

                                                                           Fotos Reprodução

Um dos mais de 630 finais da comunidade do Flickr

 

 

 

Por Cássio Starling Carlos

Quantas vezes o cinema chegou ao fim? Quantas já não foi declarado morto, ultrapassado pela TV, pelo vídeo e por toda a parafernália audiovisual que sucedeu a invenção do cinematógrafo?

É outro fim, contudo, que um grupo de entusiastas decidiu cultivar: aquele que alcançamos sorrindo, emocionados, com o coração acelerado, entediados ou, algumas vezes, aliviados porque (até que enfim!) acabou.

A comunidade “The End” no Flickr se devota a postar centenas de fotogramas do fim de centenas de produções.

Já são mais de 380 participantes e até agora mais de 630 imagens de finais, desde as banais até as conceituais, de clássicos a bobagens comerciais, com centenas em inglês e outras esparsas em outras línguas (na espiada que dei não achei nenhuma em português).

Descobrir a que filme pertence um fotograma pode ser um bom exercício de memória ou um desafio para os cinéfilos mais glutões. Mais alguns exemplos:

 

 

 

 

 

 

Escrito por Cássio Starling Carlos às 4h56 PM

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Colunistas do blog | PermalinkPermalink #

A mesa-redonda do Oscar

Por Cristina Fibe

Há 12 anos, a revista "Newsweek" reúne indicados ao Oscar para falarem sobre amenidades enquanto a cerimônia não vem. Neste ano, a "Oscar rountable", postada um dia antes do anúncio dos indicados, juntou um time de peso, embora tenha errado uma das previsões.

Aqui, temos Frank Langella ("Frost/Nixon"), Brad Pitt ("Benjamin Button"), Robert Downey Jr. ("Trovão Tropical"), Mickey Rourke ("O Lutador"), Anne Hathaway ("O Casamento de Rachel") e... Sally Hawkins, que tinha chances de concorrer por "Simplesmente Feliz", mas que acabou fora da lista.

A seguir, alguns pontos altos da conversa, que no site está dividida em nove vídeos de até dez minutos:

"Foi muito solitário"
Langella conta que decidiu, pela primeira vez em sua carreira, "ficar no personagem" durante os 32 dias de filmagem de "Frost/Nixon". A equipe teve que se dirigir a ele como "Mr. President" o tempo todo, "para criar a atmosfera de intimidação". "Foi muito solitário e muito correto para o personagem", conta o ator.

Angelina sem atração por Brad
No mesmo vídeo, ao falar sobre o gay que interpreta em "Queime Depois de Ler", Pitt brinca que "morrerá e será esse o filme pelo qual será reconhecido" e conta que Angelina, ao visitá-lo no set, disse que aquela era a primeira vez que não se sentia "sexualmente atraída por ele".

"Eu menti"
Questionados se buscam pelo próprio nome no Google, os atores vão logo dizendo que "não, nunca" —Pitt afirma não saber nem "operar um computador". Mas, depois que Downey Jr. diz que ele "ama" fazê-lo, Hathaway volta atrás. "Tenho que confessar que menti. Porque tenho vergonha, sei que é terrível."

Barrado no Japão
É impagável o trecho em que Downey Jr. imita japoneses que não queriam deixá-lo entrar no país —em uma sala de interrogatório, foi questionado, por exemplo, sobre as vezes em que foi para a cadeia. "É difícil pra mim saber, fui preso tantas vezes!" Depois de seis horas, decidiram deixá-lo entrar, desde que, "por favor, não voltasse nunca mais ao Japão".

Obama e Hollywood
Enquanto os colegas comentam onde estavam durante as eleições, Mickey Rourke parece não querer dividir o clima de esperança. "Eu não me envolvo. Não sou qualificado nessa área." Já Anne Hathaway conta como caiu no choro abraçada a uma fã na Convenção Democrata —"Não se sabe se vai haver mesmo alguma mudança, mas antes estávamos mortos, e agora podemos viver de novo".

Com plateia
A mesa-redonda deste ano foi "privada", só com entrevistados, entrevistadores e câmeras. No ano passado, uma plateia pôde acompanhar a conversa entre Angelina Jolie, Daniel Day-Lewis, Ellen Page, George Clooney, Marion Cotillard e James McAvoy. É impressionante como as estrelas ficam desconfortáveis e como a conversa rende bem menos. Confira.

Escrito por Cristina Fibe às 12h22 PM

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Notícias e curiosidades | PermalinkPermalink #

Os Weinstein voltam ao centro do cassino

                                                                                    Divulgação

Kate Winslet, como Hanna Schmitz, em "O Leitor"

Por Sérgio Rizzo

Falava-se muito em “Batman - O Cavaleiro das Trevas”, da Warner, e “Wall-E”, da Disney, como possíveis candidatos ao Oscar de melhor filme. Ambos fizeram muito dinheiro (apenas nas bilheterias dos EUA, o primeiro arrecadou US$ 531 milhões e o segundo, US$ 224 milhões), receberam prêmios da crítica e pareciam ter fôlego para obter a indicação. A vaga que estaria ao alcance de um dos dois, no entanto, foi parar nas mãos de outro título da lista de nove ou dez produções que aspiravam integrar o G-5, “O Leitor”, da The Weinstein Company, marcando o retorno de duas figuras carimbadas à principal mesa do cassino Hollywood.

A irresistível e conturbada ascensão dos irmãos Bob e Harvey Weinstein na indústria cinematográfica norte-americana foi bem reconstituída pelo livro-reportagem “Down and Dirty Pictures - Miramax, Sundance, and The Rise of Independent Film”, do jornalista Peter Biskind (leia aqui a resenha que a “Ilustrada” publicou em 19 de março de 2005). No comando da Miramax, que surgiu como administradora de um cine-teatro em Buffalo, os dois saíram do nada para o coração de Hollywood, primeiro como distribuidores alinhados à onda independente dos anos 80 e, depois, também como produtores.

A incorporação, em 1993, da Miramax pelo grupo Disney -- imensamente vantajosa para os irmãos Weinstein, que receberam cerca de US$ 100 milhões e mantiveram o controle sobre as operações da empresa, com autonomia inclusive para se associar a outros estúdios -- foi uma das pedras no sapato que custaram o cargo ao superexecutivo Michael Eisner. Com seu afastamento da Disney, em 2005, os irmãos Weinstein se viram obrigados a fazer as malas e abandonar a Miramax, com a qual haviam vencido o Oscar de melhor filme com “Shakespeare Apaixonado” (1999), além de disputar o prêmio com “Gangues de Nova York” (2002) -- nominalmente, apenas Harvey, dois anos mais velho do que Bob e a face política da dupla, recebeu a indicação da Academia.

No anúncio das indicações, quinta-feira passada, a Academia deixou para mais tarde a referência nominal aos produtores que serão candidatos por “O Leitor” e que receberiam a estatueta em caso de vitória. Nos créditos, aparecem 13 nomes em diferentes funções de produção, incluindo os irmãos Weinstein (a The Weinstein Company “apresenta” o filme nos letreiros iniciais) e os falecidos Anthony Minghella (1954-2008) e Sydney Pollack (1934-2008), ao quais é feita uma dedicatória no final.

As demais quatro indicações de “O Leitor” são todas para profissionais ingleses: Kate Winslet (em sua sexta indicação, a quarta como atriz principal), o diretor Stephen Daldry (que disputou o prêmio da categoria por “Billy Elliot” e “As Horas”), o roteirista David Hare (que também foi indicado por “As Horas”) e os fotógrafos Roger Deakins (em sua oitava indicação) e Chris Menges (em sua quarta indicação, mas vencedor por “Os Gritos do Silêncio” e “A Missão”).

A seguir, o trailer de "O Leitor", que estreia no Brasil em 6 de fevereiro.

Escrito por Sérgio Rizzo às 10h05 AM

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Colunistas do blog | PermalinkPermalink #

David Fincher, o homem do tempo

                                                                                     Divulgação

David Fincher e Brad Pitt nas filmagens de "Benjamin Button"

Por Leonardo Cruz

O norte-americano David Fincher vive o momento de maior reconhecimento de seu trabalho. Seu sétimo longa, "O Curioso Caso de Benjamin Button", recebeu ótimas críticas na imprensa, faz sucesso de público e, na quinta, obteve 13 indicações ao Oscar, incluindo melhor filme e diretor, a primeira desse cineasta de 46 anos.

No filme, em cartaz no Brasil, Brad Pitt interpreta o homem de relógio biológico invertido, que nasce velho e vai remoçando. Em sua trajetória está Daisy (Cate Blanchett), a mulher que ama. Entre os dois está o tempo, que os separa e os une ao longo de cerca de 80 anos.

A passagem do tempo é um tema caro a Fincher, já explorado em seu filme anterior, o ótimo "Zodíaco", longa narrativa policial sobre um homem obcecado que dedica anos a perseguir um serial killer. Em "Button", como o próprio diretor diz, o que está em questão é a passagem da vida, o que experimentamos e o que perdemos. Na última terça-feira, dois dias antes do anúncio dos indicados ao Oscar, Fincher conversou com a Folha por telefone, de Berlim, onde estava para divulgar "Benjamin Button".

FOLHA - Posso definir seu filme como uma história de amor assombrada pela morte?

DAVID FINCHER - Sim, sem dúvida. O filme não foge da linha das grandes histórias de amor de Hollywood. A diferença é que em "Benjamin Button" o vilão que manterá o casal separado é o tempo. E com o tempo vem a iminência da morte.

FOLHA - E isso o atraiu ao projeto?
FINCHER
- Adoro a ideia de uma história de amor que rompe com a tradição do amor juvenil impossível. Eric [Roth, o roteirista] desenvolveu uma noção muito mais madura de romance, sobre essas duas pessoas que não conseguiriam viver separadas, mas que passam grande parte de suas vidas afastadas. Sobre um casal que optou por estar junto, e não era a escolha mais fácil. E a decisão de Daisy de estar lá, com ele e para ele, em seus momentos finais, é uma imagem belíssima, que resume essa relação.

FOLHA - A questão do tempo já era central em "Zodíaco". Como você relaciona os dois filmes?
FINCHER
- São estilos diferentes, mas "Zodíaco" já tinha elementos do que exploramos em "Button". Naquele filme, há um jogo com a plateia, com as noções preconcebidas do que é uma investigação policial. A história vai se abrindo aos poucos, o tempo da investigação vai passando, se esgotando, e você percebe que não é um daqueles thrillers convencionais. Nesse sentido, este novo filme é parecido, e esse relógio que nunca para é, em "Benjamin Button", a passagem da vida.

FOLHA - Ambos têm certa tristeza.
FINCHER
- Não acho que "Benjamin Button" seja um filme triste. É um filme sobre as relações que experimentamos ao longo da vida, confrontadas com a perda dessas relações. Sobre as marcas que deixamos uns nos outros quando nos encontramos pelo caminho. Sobre dor, alegria, amor e remorso.

FOLHA - No filme, Button nasce fisicamente velho, mas mentalmente criança. Esse contraste reforça a solidão do personagem?
FINCHER
- O filme apresenta para a plateia o que, a princípio, é o melhor dos mundos: amadurecer mentalmente e ganhar vigor físico ao mesmo tempo. Mas, conforme o filme avança, fica claro que o que parecia o melhor dos mundos é uma vida quase tão complicada quanto a de uma pessoa comum. Enquanto muitos filmes mostram um homem comum vivendo histórias extraordinárias, este é sobre um homem extraordinário vivendo histórias comuns.

FOLHA - Este foi seu terceiro filme com Brad Pitt. Recentemente, você o comparou a Paul Newman. Pitt é subavaliado como ator, há um interesse maior por sua vida privada?
FINCHER
- Acredito que, apesar das muitas capas de tabloide sobre sua vida pessoal, Brad consegue fazer um bom trabalho. Há essa histeria sobre tudo o que envolve ele e a Angelina [Jolie]. Mas isso não interfere no fato de que ele é um bom ator e um grande colaborador. E muitos diretores partilham dessa visão, de que Brad consegue dar ao personagem aquilo que você planejou. Espero que, quando a histeria passar, mais pessoas percebam isso.

FOLHA - Seu filme usa muitos efeitos especiais, especialmente para fazer o rejuvenescimento de Button, mas sempre de forma sutil, para reforçar o realismo. Isso contrasta com os investimentos atuais de Hollywood em cinema 3D, com efeitos espetaculosos. Qual sua opinião sobre essa tecnologia?
FINCHER
- Hollywood está buscando alternativas para continuar a atrair plateias para o cinema e, mais do que isso, para defender seus direitos autorais. A partir do momento em que, como no 3D, são necessários dois projetores de cinema para conseguir assistir a um filme, isso deixa de ser algo que alguém possa baixar na internet. Numa época em que há ofertas de filmes até para celulares (e não sou David Lynch para achar isso bom), o 3D é uma tentativa de preservar esse ritual pagão coletivo de ver um filme em uma sala de cinema, para que nos lembremos que não vivemos sozinhos. Mas não acho que todo filme tenha de ser em 3D nem colorido nem em som estéreo. Tudo depende da ferramenta necessária para contar cada história.

FOLHA - Já que você citou Lynch, quais são seus diretores favoritos?
FINCHER
- Não tenho tido tempo para ver todos os filmes que gostaria, então estou sempre curioso para ver os filmes dos amigos. Estou ansioso pelo "Avatar", de James Cameron.

FOLHA - E quais os filmes que despertaram seu interesse por cinema? FINCHER - Eu era muito influenciado pelo meu pai, que era cinéfilo. Cresci vendo com ele os clássicos americanos. Numa semana, víamos "Cantando na Chuva". Na outra, "Janela Indiscreta". Na outra, "2001, uma Odisseia no Espaço". Sempre no cinema, numa época pré-vídeo-cassete. E depois essa formação se completou na universidade, em cineclubes.

FOLHA - As indicações ao Oscar saem na próxima quinta e...
FINCHER
- Na quinta?! Você está mais informado do que eu.

FOLHA - Mas seu filme deve ter indicações. Qual sua expectativa?
FINCHER - Nenhuma. Só quero continuar a fazer cinema.

FOLHA - Mas prêmios como o Oscar não são importantes a um filme?
FINCHER
- Esses prêmios são importantes para pessoas que gostam de medir e comparar coisas. Para mim é muito difícil levar a sério a ideia de comparar quais os méritos de cada filme, de gêneros e propostas totalmente diferentes. É possível comparar uma pintura realista com uma impressionista?

FOLHA - Quais são seus próximos planos? Filmes futuros?
FINCHER
- Estou cansado. "Button" e "Zodíaco" me tomaram quase sete anos. Quero dormir nos próximos quatro meses.

(entrevista publicada na versão impressa da Ilustrada deste domingo, 25/1)

Escrito por Leonardo Cruz às 12h45 PM

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Notícias e curiosidades | PermalinkPermalink #

O festival da moçada

                                                                                     Divulgação

Cena de "No Meu Lugar", de Eduardo Valente

Por Silvana Arantes

"A gente não queria que fosse mais um evento, a gente queria que fosse um grande aliado do cinema brasileiro, numa época em que a gente não sabia se haveria produção [de filmes]." É assim que Raquel Hallack relembra a meta com que foi criada a Mostra de Cinema de Tiradentes. Hoje, a mostra abre sua 12ª edição, o panorama dos festivais nacionais chega a quase 200 "eventos" por ano, e a diretora da mostra mineira está convencida de que o seu festival realizou o que se propunha.

"A Mostra de Tiradentes é testemunha do fazer cinema brasileiro nesse período; ela acompanhou a nova geração que surgiu do cinema brasileiro e, mais do que exibir filmes, a gente tem refletido sobre a obra." Na opinião de Hallack, a singularidade de Tiradentes no povoado panorama de festivais dedicados ao filme brasileiro está em procurar promover "não um debate político nem um debate de mercado; mas um debate sobre a obra". O status do personagem na produção brasileira recente é o foco dos debates deste ano.

O crítico Cléber Eduardo, um dos curadores da mostra, diz que a preferência de Tiradentes pela produção de jovens diretores é quase uma imposição da realidade. "Esse perfil que ressalta um segmento renovado do cinema é muito menos uma aposta e muito mais um esforço de organizar um fenômeno que é gritante: a maior parte do cinema brasileiro hoje é feita por cineastas que estrearam de dez anos para cá."

Não à toa, o homenageado deste ano é o diretor José Eduardo Belmonte ("Subterrâneos"; "A Concepção", "Meu Mundo em Perigo", "E Se Nada Mais Der Certo").

"Não é um cineasta oficialmente consagrado. Mal é conhecido. Na verdade, só teve um filme lançado até agora ["A Concepção"]. Mas nossa intenção é jogar luzes sobre um valor que nós estamos reconhecendo, em vez de nos concentrarmos em profissionais que primem pela longevidade", diz Eduardo.

Além de uma retrospectiva da obra de Belmonte, a Mostra de Tiradentes exibirá, até o dia 31/1, uma boa quantidade de filmes feitos por recém-chegados ao mundo dos curtas e longas. As maiores expectativas recaem sobre o primeiro longa de Eduardo Valente, "No Meu Lugar", cuja sessão (dia 30) é classificada como pré-estreia mundial, já que o filme tem boas chances de estrear aos olhos do mundo todo em maio, no Festival de Cannes. Ou seja, a moçada tem futuro.

Escrito por Silvana Arantes às 6h35 PM

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Notícias e curiosidades | PermalinkPermalink #

Um fracasso do tamanho da Austrália

No podcast desta semana, o crítico Sérgio Rizzo comenta o arrastado "Austrália", romance de época de Baz Luhrmann (o mesmo de "Moulin Rouge"), estrelado por Nicole Kidman e Hugh Jackman. Um bom alerta do que não assistir neste final de semana. Para ouvir, basta clicar no microfone.

Escrito por Sérgio Rizzo às 4h49 PM

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Colunistas do blog | PermalinkPermalink #

Não dá para levar o Oscar a sério, diz David Fincher

                                                                                     Divulgação

O diretor David Fincher, nas filmagens de "Benjamin Button"

Por Leonardo Cruz

O diretor David Fincher não parece muito preocupado com a próxima cerimônia do Oscar. Ao menos não parecia na última terça-feira, antes de seu longa "O Curioso Caso de Benjamin Button" receber 13 indicações ao prêmio principal da Academia, incluindo a primeira da carreira do cineasta norte-americano.

Em um conversa por telefone para falar sobre o ótimo "O Curioso Caso de Benjamin Button", Fincher afirmou que premiações como o Oscar não podem ser levadas muito a sério. Um trecho da entrevista:

FOLHA - As indicações ao Oscar saem na próxima quinta e...
DAVID FINCHER - Na quinta?! Você está mais informado do que eu.

FOLHA - Mas seu filme deve ter muitas indicações. Qual sua expectativa?
FINCHER - Nenhuma. Só quero continuar a fazer cinema.

FOLHA - Mas prêmios como o Oscar não são importantes para um filme?
FINCHER - Esses prêmios são importantes para pessoas que gostam de medir e comparar coisas. Para mim é muito difícil levar a sério a ideia de comparar quais os méritos de cada filme, de gêneros e propostas totalmente diferentes. É possível comparar uma pintura realista com uma impressionista?

A versão integral do bom bate-papo com David Fincher será publicada na versão impressa da Ilustrada nos próximos dias. E aqui no blog na mesma data. Para quem ainda não viu o longa, aí vai o trailer legendado.

Escrito por Leonardo Cruz às 4h05 PM

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Notícias e curiosidades | PermalinkPermalink #

Inácio Araujo pede para avisar

O curso "Cinema - História e Linguagem", com aulas do crítico da Folha Inácio Araujo, abriu as inscrições.

O curso é dividido em duas partes, uma em cada semestre.

Na primeira, é abordado o cinema clássico, com aulas sobre o surgimento do cinema e formação da linguagem e a passagem para o moderno, em que entram estudos sobre diretores como Alfred Hitchcock, Douglas Sirk e Yasujiro Ozu.

No segundo semestre, o foco é o cinema moderno e contemporâneo, com aulas sobre Roberto Rossellini, nouvelle vague, cinema novo e David Lynch, entre outros.

Neste ano, o curso terá duração de 40 semanas, com duas turmas (às segundas-feiras, das 19h30 às 23h, iniciando em 2 de fevereiro, e às terças-feiras, de 9h30 às 13h, iniciando em 3 de fevereiro). A mensalidade é R$ 220, e o local do curso, rua Aureliano Coutinho, 278, conj. 32, Higienópolis, São Paulo, SP.

Mais informações no telefone 0/xx/11/3825-8141 ou no e-mail cinegrafia@uol.com.br

A programação completa está em www.cursoinacioaraujo.blogspot.com

Escrito por Bruno Yutaka Saito às 11h04 PM

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Notícias e curiosidades | PermalinkPermalink #

Um e-mail de Domingos Oliveira

                                                                                      Divulgação

Domingos Oliveira e Aderbal Freire-Filho em "Juventude"

Por Leonardo Cruz

O cineasta e dramaturgo Domingos Oliveira não para de produzir. Atualmente, tem dois filmes finalizados, uma peça em cartaz no Rio de Janeiro (“O Apocalipse Segundo Domingos Oliveira”) e outra peça pronta, ainda por encenar (“O Confronto”).

Um desses dois filmes é “Juventude”, já em cartaz no Rio e que chega aos cinemas de São Paulo nesta sexta-feira. Na manhã de ontem, a Redação da Folha recebeu um e-mail de Domingos, sobre essa estreia paulistana.

Mais do que “pedir uma força” do jornal, Domingos faz na carta uma defesa apaixonada de seu filme, de suas ideias, de seu método de trabalho. Seu e-mail curto sintetiza bem a forma de atuação de Domingos no cinema e no teatro, sempre sincera, franca, direta. Por isso e com a anuência do diretor, decidi publicar a carta aqui no blog.

*

From: Domingos Oliveira
To: ilustrad@uol.com.br

Caros Jornalistas,
Sempre tive vontade de mostrar minha obra inteira de teatro e cinema em São Paulo, foram poucas as oportunidades. A imprensa paulista sempre me tratou com muito respeito e carinho, sem dúvida, mais que no Rio.

Estréio dia 23 de janeiro em 4 cinemas de São Paulo meu mais recente filme, “Juventude”. Com Aderbal Freire Filho, Paulo José e eu, todos por volta dos setenta anos, nos principais papéis, discutindo a vida. Não pensem que é um filme sem conflitos! E um dos principais motivos que me levou a fazê-lo foi exatamente a vontade de dizer que a velhice não existe, é só para os outros. A consciência e a alma permanecem jovens e imaturas, inseguras, humanas enfim, e por vezes até remoçam.

Cartas para jornalistas devem ser curtas, é uma gente ocupada. Então irei ao ponto.

O filme agradou muito mais do que eu sequer sonhara. Já ganhou alguns prêmios, etc. Desconfiava que era inteligente e até divertido, mas nunca pensei que fosse emocionante. No entanto, aqui no Rio, provocou uma real comoção embora não pertença à lista dos blockbusters. Nossa verba de lançamento nacional é de 25 mil reais. O que não dá nem para o clipping. Lancei em digital, de modo que são poucos os cinemas que podem passar.

Enfim, tenho tudo para fazer mais um fracasso de bilheteria em São Paulo. Coisa que pra mim não é novidade e sempre pelo mesmo motivo, falta de dinheiro para lançamento numa grande cidade.

Eu não sei se vocês gostam do meu trabalho. Não sei se seguem o meu pensamento, ou até mesmo simpatizam comigo. Reconheço que meu cinema é muito particular. Mas se por acaso você for daqueles que, amigos e generosos, gostam do meu trabalho, divulguem e falem bem do filme. É um bom, sincero e reto trabalho. Sei que não é nada delicado mandar uma única carta para tantos jornalistas importantíssimos. Porém sei que vocês compreendem, é tudo o que posso fazer.

De antemão, um obrigado.

Domingos Oliveira.

*

A seguir, um trailer de “Juventude”. Na sequência, a crítica do filme que a Ilustrada publicou em outubro, na época da Mostra de SP.

 

 

Paixão e entrega movem a obra de Domingos

Pedro Butcher (crítico da Folha)

Por pouco o despojamento consciente dos filmes de Domingos Oliveira não se confunde com precariedade. Mas seria um erro julgá-los pela forma "amadora". "Juventude" é a melhor prova, entre as obras recentes do diretor, de que o desapego à técnica não é opção trivial, mas questão ontológica: seus filmes não existiriam de outra maneira. Pois Domingos é um poeta e dramaturgo de produção torrencial, que vive do jorro das palavras e da entrega dos atores. Impossível pensar seus filmes de outra forma que não esta: tomadas feitas com uma câmera meio selvagem, que segue os personagens com paixão.

"Juventude" é de uma entrega sem par no cinema brasileiro recente, tanto por parte de Domingos -que escreve, dirige e atua- como dos outros dois protagonistas: Paulo José e Aderbal Freire Filho. O texto é poético, engraçado e, no fim das contas, comovente.

Na parte diurna do filme, a imagem sofre com a luz "estourada", que invade as janelas da casa. Mas o problema se ajusta à noite, quando a fotografia encontra belos momentos. O que nos leva a pensar que, com mais cuidado técnico, "Juventude" poderia alçar vôo bem maior.

Escrito por Leonardo Cruz às 11h29 AM

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Notícias e curiosidades | PermalinkPermalink #

Envelhecer sem perder a ternura

                                                                     Fotos Divulgação

Cena de "O Curioso Caso de Benjamin Button", de David Fincher

Por Cássio Starling Carlos

Agora que todo mundo está se emocionando bastante com as estripulias do "velhinho" Brad Pitt na pele de Benjamin Button dá vontade de saber se o efeito principal é por causa do astro principal ou se os temas da velhice e da morte que atravessam o belo filme de David Fincher produzem outros modos de receptividade.

O fato é que a saga cronológica de Benjamin nos faz querer ver ou rever alguns títulos que, na contramão dos tempos, tiveram a ousadia de abordar a velhice com crueza, sem perder o encanto.

Para quem tem interesse pelo tema e quer saber como o cinema o retratou, segue uma pequena lista de títulos sem ordem de preferência:

"Umberto D" (1952)

A solidão e a depressão de um senhor que tem por companhia apenas um cão; o cotidiano vulgar que revela mais que qualquer espetacularidade filmado sem compaixão nem sentimentalismo por Vittorio de Sica num clássico do neo-realismo italiano.

"Viagem ao Princípio do Mundo" (1997)/ "Vou para Casa" (2001)

Duas reflexões sobre a memória, o que guardar, o que abandonar e como se relacionar com um mundo com o qual pouco resta de identificação; na pele de cineasta mais velho ainda em atividade, o centenário Manoel de Oliveira guarda o posto de maior autoridade no assunto.

"Morangos Silvestres" (1957)

A infância e juventude como matrizes da existência iluminadas pela perspectiva de um velho professor ranzinza; Bergman mostra pelo olhar veterano de Victor Sjöstrom que é preciso envelhecer para conseguir enxergar.

"A Cruz dos Anos" (1937)

Um casal tem de recorrer aos filhos quando perde a casa e acaba tendo que viver em lugares distantes. Conhecido como grande diretor de comédias, Leo McCarey faz neste melodrama um dos mais pungentes retratos da velhice.

"Ensina-me a Viver" (1971)

Uma senhora de 80 anos serve de guia na crise existencial de um adolescente obcecado com a morte. Nesta fábula que deve muito a Frank Capra, os polos juventude e velhice são invertidos e reconciliam, pelo humor, as verdades de cada idade.

"Ginger e Fred" (1986)

O único encontro de Giulieta Masina e Marcello Mastroianni, os dois atores-fetiche de Fellini, marca uma visão melancólica da velhice em que o fim da vida reflete a decadência do grande espetáculo do cinema, absorvido pela vulgaridade televisiva.

"Em Família" (1970)

Dos EUA dos anos 30 para o Brasil dos 70 nada muda nesta refilmagem abrasileirada de "A Cruz dos Anos" em que o excelente trabalho de atores alcançado pela direção de Paulo Porto mantém intacta a veracidade do drama da terceira idade.

"Chuvas de Verão" (1978)

Ao chegar à aposentadoria, um viúvo de 70 anos se vê às voltas com os problemas domésticos e redescobre o desejo nos braços de uma vizinha também madura. Com o modo de olhar herdado do neorrealismo e filtrado pelo cinema novo, Cacá Diegues captura nos excluídos da existência outras margens nas quais focar nosso interesse pelo que ainda há de humano.

"Viagem a Tóquio" (1953)

Um casal em visita a parentes pouco receptivos nos serve de guia nesta terna representação do lugar dos idosos numa sociedade que vê na juventude sua força-motriz, tema recorrente da obra de Yasujiro Ozu e que encontra neste longa sua mais dolorosa representação.

"Morte em Veneza" (1971)

A paixão de um músico maduro pela imagem andrógina de um adolescente é o meio pelo qual Visconti mergulha com crueldade num exame das nossas concepções de beleza, sua associação com um ideal impalpável que culmina com sua realização no acontecimento da morte.

Escrito por Cássio Starling Carlos às 4h34 PM

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Colunistas do blog | PermalinkPermalink #

Os muitos equívocos de "Quarentena"

No podcast desta semana, o crítico Sérgio Rizzo "desrecomenda" a bomba "Quarentena", refilmagem capenga do ótimo longa de terror espanhol "[REC]". Para ouvir, basta clicar no microfone.

Escrito por Sérgio Rizzo às 4h06 PM

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Colunistas do blog | PermalinkPermalink #

Los Tres Amigos e o futebol

                                                                                     Divulgação

Gael García Bernal e Diego Luna na comédia "Rudo y Cursi"

Por Sérgio Rizzo

Imagine a carga de prestígio internacional de uma produção brasileira sobre futebol que fosse produzida hoje por Walter Salles, Fernando Meirelles e José Padilha, dirigida por Vicente Amorim, com Rodrigo Santoro e Alice Braga encabeçando o elenco. Imaginou? Pois ainda não corresponde ao que significa -em capital de prestígio internacional, frise-se- a comédia dramática mexicana "Rudo y Cursi", que estreou em seu país no final de dezembro, chegou na semana passada à Argentina (onde este colunista o viu em sessão lotada no complexo Village Recoleta, com 16 salas, em Buenos Aires) e tem lançamento no Brasil previsto para 20 de março, com distribuição da Universal, que é co-produtora.

O trio dinâmico Alejandro González Iñárritu ("Amores Brutos", "Babel"), Alfonso Cuarón ("E Sua Mãe Também", "Filhos da Esperança") e Guillermo del Toro ("O Labirinto do Fauno") assina a produção. O diretor é Carlos Cuarón, irmão mais novo de Alfonso e roteirista de "E Sua Mãe Também". E o elenco traz Diego Luna ("E Sua Mãe Também", "Milk") e Gael García Bernal ("Diários de Motocicleta", "Ensaio sobre a Cegueira").

Rudo (Luna) e Toto (García Bernal) são irmãos em família de trabalhadores rurais. Ambos defendem um time amador de sua região -o primeiro como goleiro e o segundo, no ataque. Um caçador de talentos (o argentino Guillermo Francella) aparece por lá em dia de jogo e, surpreendido pelo futebol de ambos, mas com a possibilidade de levar apenas um deles para tentar a sorte na capital, deixa que os próprios irmãos decidam qual aproveitará a chance. Começa ali a aventura de Rudo e Cursi (sobrenome da família, que sapecam em Toto) pelos bastidores do futebol mexicano.

Não é, evidentemente, o filme de ficção definitivo que os fãs de futebol ainda aguardam (e talvez aguardem para todo o sempre, dadas as dificuldades naturais de levar as particularidades desse esporte para o cinema). Seus pontos fortes têm a ver justamente com a despretensão, que o leva a tratar de maneira francamente irônica o mundo da bola, incluindo jogadores desmiolados, agentes picaretas, treinadores movidos a propinas para escalar este ou aquele atleta (por assim dizer), torcedores neonazistas, apostas e subornos, carros, mulheres e, por fim, partidas.

Os times de primeira e segunda divisão utilizados pelo filme são ficcionais, com uniformes genéricos de cores exageradas (nem tão distantes da realidade assim, se o parâmetro forem os clubes mexicanos); as torcidas dividem as arquibancadas irmanamente e se comportam como se estivessem em um desenho animado, sacudindo flâmulas e bandeiras seja lá o que estiver ocorrendo. Em campo, não se vê muita coisa: para escapar ao desafio de encenar jogadas, opta-se pelo uso de elipses e da reação do banco e das arquibancadas aos lances. Mas, quando a câmera desce ao gramado, o faz com desenvoltura: Rudo parece mesmo um goleiro brutamontes (daí o apelido) e Cursi lembra atacantes leves como Lenny, ex-Fluminense e hoje no Palmeiras, que explodem muito cedo e depois não jogam nada.

Em um campeonato de filmes de ficção sobre futebol, "Rudo y Cursi" não disputaria o título, mas também não cairia para a Série B. Ficaria, o que cabe muito bem nesse caso, com uma vaga na Copa Sul-Americana.

A seguir, um teaser do filme, com os dois irmãos no cinema. Não são exatamente espectadores exemplares.

Escrito por Sérgio Rizzo às 4h54 PM

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Colunistas do blog | PermalinkPermalink #

Imax de São Paulo passa no primeiro teste

                                                                   Aline Arruda/Divulgação

A nova sala impressiona pelo tamanho da tela, a maior de SP

Por Leonardo Cruz 

O Espaço Unibanco Pompeia, em São Paulo, realizou ontem à noite uma sessão para apresentar à imprensa sua sala Imax, a primeira do país, como já explicou o Cássio no post abaixo. As exibições de um trailer em 2D e de um filme em 3D serviram para testar o novo espaço. Em resumo, o Unibanco Imax passou bem na primeira avaliação, com poucas ressalvas. A prova definitiva acontece nesta sexta-feira, quando o cinema será aberto ao público. Ao teste do blog:

1. A sala: tem 334 lugares, em formato estádio, bastante angulada. Permite ver bem os filmes 3D de qualquer posição. Para os filmes 2D, as duas primeiras fileiras podem ser um pouco desconfortáveis. Avaliação: muito bom

2. A tela: impressiona desde o primeiro momento. Com 21 metros de largura por 14 metros de altura, ocupa uma parede inteira da sala. É a maior de São Paulo, e sua proximidade com as poltronas aumenta o impacto da projeção. Avaliação: ótimo

3. A imagem em 2D: perfeita. A projeção em película de 70 mm é incomparável com o que há hoje na cidade, tanto em digital quanto em película de 35 mm. Avaliação: ótimo

4. A imagem em 3D: o sistema do Imax é mais preciso, com uma definição melhor do que outros 3D da cidade. Isso aumenta a sensação de imersão no filme. Avaliação: ótimo

5. O som: surround sound digital de primeira, com potência de 12 mil watts, três vezes maior que a média, bem equacionada por toda a sala. Avaliação: ótimo

6. A poltrona: confortável, segue o padrão da maioria das salas do Unibanco Pompeia, com estofado vermelho e apoio lateral para bebidas. Avaliação: bom

7. Os óculos 3D: a tecnologia da Imax garante a melhor projeção em 3D, mas os óculos especiais são o ponto fraco da sala. São grandes, pesados, desconfortáveis e marcam o nariz. Deve ser difícil aguentar longas-metragens com ele. Ao final da sessão, o espectador devolve os óculos, que são lavados, esterilizados e reutilizados. Avaliação: ruim

8. O preço: R$ 30 a inteira. Às quintas, ingressos promocional a R$ 20. É um preço acima da média do mercado para um cinema acima da média do mercado. O problema é que essa média do valor do ingresso no Brasil já é alta. Avaliação: regular

9. A programação: O Imax estreia com "Fundo do Mar 3D", documentário de 41 minutos sobre animais marinhos. É um filme "família", que deve impressionar as crianças por seus efeitos 3D e agradar aos adultos que gostam dos programas do Discovery Channel e do National Geographic. A programação certamente ficará mais interessante nos próximos meses, quando entrarem em cartaz as versões para Imax de blockbusters hollywoodianos. O primeiro longa de ficção, promete o Espaço Unibanco, será "Batman - Cavaleiro das Trevas", em versão especial, com cenas especialmente captadas para o formato Imax. Deve estrear em 6/2. Se confirmado, será uma ótima pedida para ver (ou rever) o morcegão. Avaliação: bom

O Unibanco Imax fica no Shopping Bourbon Pompeia (r. Turiassú, 2.100, 3º piso, São Paulo, tel. 0/xx/11/3673.3949). Mais detalhes da programação no site do cinema.

Escrito por Leonardo Cruz às 6h20 PM

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Notícias e curiosidades | PermalinkPermalink #

O futuro da ilusão no cinema

Por Cássio Starling Carlos

Algumas novidades tecnológicas para animar quem não quer saber de cinema clássico, alternativo ou pensável e se dispõe a pagar mais para encher os olhos com imagens em formatos mais espetaculares que os de costume:

                                                                             Fotos Divulgação

Cena de "Fundo do Mar 3D", filme de estreia do Imax em SP

Quase 30 anos depois de suas primeiras exibições públicas, o formato Imax (abreviação de Image MAXimum) chega ao Brasil. A sala Unibanco Imax, localizada no Shopping Bourbon Pompeia, em São Paulo, abre sua programação nesta sexta com o filme “Fundo do Mar 3D”. Adhemar Oliveira, sócio do grupo de salas Unibanco, conta que “foram nossos projetos relacionados à educação [Escola no Cinema e Clube do professor] que atraíram os representantes do Imax no Brasil”. O exibidor também não esconde que olha a tecnologia como uma mudança necessária. “Depois do som o cinema parou a evolução, sobretudo na imagem”, acredita. A retomada de propostas espetaculares como o Imax e a projeção em 3D (já em uso na sala 1 do Unibanco Arteplex há poucos meses) são também, segundo ele, “um remédio anti-pirataria”.

A programação do Unibanco Imax não deve se limitar aos filmes de média duração e com vocação mais educativa. A supertela recebe dentro de três semanas a reestreia de “Batman - o Cavaleiro das Trevas”, quando se poderá conferir como funcionam as cenas feitas com câmeras Imax e que nas projeções comuns já produziam tamanha vertigem. Nos próximos meses, a sala deve exibir “Watchmen”, “Monsters vs Aliens 3D”, “Star Trek”, “Night at the Museum - Battle of the Smithsonian”, “Transformers: Revenge of the Fallen”, “Harry Potter and the Half-Blood Prince” e encerrar o ano com o aguardadíssimo “Avatar 3D”.


Cameron orienta o ator Sam Worthington nas filmagens de "Avatar"

Com estreia prevista para 18 de dezembro, o novo trabalho de James Cameron (que desde o megasucesso “Titanic” se restringiu a produções para TV e a projetos de documentários submarinos) começa a explorar o marketing viral com a divulgação em ritmo de conta-gotas de imagens e informações sobre o filme.

O que se sabe da trama é que se passa daqui a 200 anos e narra as aventuras de um ex-marine ferido em guerra que viaja a um outro mundo que a humanidade quer colonizar. Como sempre nos trabalhos do diretor, a ambição é usar todos os recursos de ponta (leia-se manipulação digital) para criar entretenimento de última geração. Prometemos terminar o ano boquiabertos!

Como a tal “evolução” nunca anda por aí sozinha, as novidades divulgada durante a Consumer Electronics Show em Las Vegas na última semana podem ameaçar os planos de dominação mundial dos devotos do cinema 3D. A RealD, empresa californiana que lidera o setor de oferta de equipamentos 3D para cinemas, apresentou na feira um produto similar para televisores e prevê que, em cerca de cinco anos, os americanos devam adquirir 10 milhões de aparelhos capazes de reproduzir imagens em 3D.


A Minoru, para produções
domésticas em 3D

Para quem não aguenta esperar, a solução é brincar de ser James Cameron por conta própria. Na mesma feira, duas empresas mostraram soluções para a produção e distribuição de produções domésticas em 3D. Uma é a Minoru, uma webcam armada com duas lentes, capaz de imitar a visão humana.  A outra é um software da TD Vision que possibilita assistir a filmes em 3D em vários tipos de monitor. A mesma empresa divulgou que está desenvolvendo o protótipo de uma camcorder capaz de converter qualquer gravação em filmes em 3D.

Quem quiser, portanto, já pode preparar a produção de seu próprio avatar.

Escrito por Cássio Starling Carlos às 11h29 AM

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Colunistas do blog | PermalinkPermalink #

Brasil está fora do Oscar 2009

                                                                                     Divulgação

O diretor Bruno Barreto (ao centro), nas filmagens de "Ônibus 174"

Por Cristina Fibe

A Academia acaba de anunciar os nove filmes em língua estrangeira que continuam na corrida por uma das cinco indicações ao Oscar deste ano, que acontece em 22 de fevereiro. Os pré-indicados saíram de uma lista com 65 filmes. O Brasil, representado por "Última Parada 174", de Bruno Barreto, ficou de fora. Chama a atenção a ausência do italiano "Gomorra", de Matteo Garrone. Premiado no último Festival de Cannes, o longa teve críticas positivas nos EUA e uma boa campanha promocional na mídia especializada americana.

Os países que ainda têm chance:

Alemanha, com "The Baader Meinhof Complex", de Uli Edel (estreia no Brasil prevista para 3/7);
Áustria, com "Revanche", de Götz Spielmann;
Canadá, com "The Necessities of Life", de Benoit Pilon;
França, com "Entre les Murs", de Laurent Cantet (estreia em 13/3);
Israel, com "Waltz with Bashir", de Ari Folman (estreia em 10/4);
Japão, com "Departures", de Yojiro Takita;
México, com "Arranca-me a Vida", de Roberto Sneider (estreia em 27/2);
Suécia, com "Everlasting Moments", de Jan Troell;
Turquia, com "3 Macacos", de Nuri Bilge Ceylan (estreia prevista para fevereiro).

Os indicados serão anunciados em 22 de janeiro.

Escrito por Cristina Fibe às 6h11 PM

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Notícias e curiosidades | PermalinkPermalink #

Preview: "Star Trek"

 

Por Marco Aurélio Canônico

Tudo que as cenas de "Watchmen" exibidas ontem à noite tiveram de decepcionante, as do novo "Star Trek" (que estréia aqui em 1/5), dirigido por J.J. Abrams (o homem por trás de "Lost", "Alias", "Cloverfield" etc.), tiveram de empolgante (o que foi facilmente mensurável pela quantidade de aplausos que cada um recebeu ao fim da exibição). E quem escreve isso é um sujeito que está muito longe de ser um "trekker" (ou "trekkie", como são conhecidos os fãs de "Jornada nas Estrelas").

Abrams, apesar de ser tão pouco rodado como diretor de cinema quanto Zack Snyder, é um sujeito mais inteligente, divertido, sagaz - ele já ganhou o público ontem na simples apresentação que fez (na tela) antes de exibir cada cena. Esbanjava confiança (Snyder gaguejava), bom humor e uma atitude quase arrogante do tipo "veja bem, isso é uma indústria do entretenimento". De cara, já disse que não era fã da série quando novo (um contraste absoluto com a postura "vou adaptar um livro sagrado para mim" adotada por Snyder), que foi o roteiro que o atraiu ao filme (e, é claro, a grana forte envolvida, coisa que ele não disse).

O que ele decidiu fazer com "Star Trek" - uma marca que começou como série de TV na década de 60 e gerou desenho animado, dez filmes e quatro outras séries - foi uma espécie de "prequel": seu filme mostra a juventude da tropa da Enterprise (Spock, ChekovUhuraKirkScott, Sulu e dr. McCoy, na ordem da foto acima) antes de assumir a nave. Foram mostradas quatro sequências ontem: um jovem e arrogante Kirk (antes William Shatner, agora Chris Pine) envolvido numa briga de bar que acaba resultando em seu alistamento na Frota Estelar; o mesmo Kirk sendo "infiltrado" na Enterprise por seu amigo Bones McCoy (Karl Urban no papel que foi de DeForest Kelley) e convencendo o capitão Pike (Bruce Greenwood) de que estão rumando para uma armadilha; uma cena em que Kirk, expulso da Enterprise pelo novo Spock (Zachary Quinto), encontra o velho Spock (Leonard Nimoy) e o jovem Scott (o britânico Simon Pegg substituindo James Doohan); e uma cena de ação pura, com Kirk, Sulu (sai George Takei, entra John Cho) e um aspone de camisa vermelha descendo em Vulcano para distruir uma sonda gigante dos romulanos.

As cenas têm muita ação, humor, efeitos especiais absolutamente estonteantes e referências mil para os fãs, sem alienar o público comum. O resultado (novamente, poucos minutos de um filme bem mais longo) é bastante animador - parece infinitamente superior às "prequels" de George Lucas, por exemplo - e coloca "Star Trek" como forte candidato a líder de bilheteria no ano.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 2h00 PM

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Preview: "Watchmen"

                                                                                     Divulgação

O elenco de "Watchmen", que estreia no Brasil em 6 de março

Por Marco Aurélio Canônico

Estive ontem na disputada prévia de duas das maiores apostas de blockbuster deste ano, "Watchmen" e "Star Trek" - cada um teve cerca de meia hora de cenas exibidas (as mesmas já mostradas na Europa e nos EUA há alguns meses) para uma platéia que misturava imprensa, exibidores e funcionários da Paramount, que vai lançar os filmes por aqui. Começando por "Watchmen", a mais aguardada das duas produções:

WATCHMEN

Pelo que se viu ontem, há uma boa e uma má notícia sobre a adaptação da lendária HQ de Alan Moore e David Gibbons: a má é que o filme vai ser ruim ou, no mínimo, inferior ao que poderia ser, dado o material de origem. Zack Snyder não é diretor de cinema, é diretor de comercial (apesar de ter aparecido na tela para comentar as cenas usando uma camiseta com a imagem clássica de "Yojimbo", fazendo Kurosawa se revirar no túmulo). Fez só dois filmes antes desse e errou feio em pelo menos um deles (justamente uma adaptação de HQ, "300"). A única justificativa para ele ter assumido um projeto que começou a ser tocado por gente infinitamente mais talentosa (Terry Gilliam e, depois, Paul Greengrass) é o fato de que os produtores queriam um marionete, não um diretor (Gilliam abandonou o barco porque decidiu que não dava para adaptar a HQ em menos de quatro horas).

Tudo que Zack Snyder tem de pior salta aos olhos nas cenas mostradas ontem: seu "estilo" é brega, sua tara por cenas de ação em câmera lenta (quem viu "300" deve lembrar) é uma lástima, sua direção de atores é nula - basta comparar Gerard Butler e Rodrigo Santoro em "300" e em outros filmes. Para piorar, ele conta com um fraco elenco de desconhecidos (na época de Greengrass, o filme tinha Denzel Washington como dr. Manhattan, Hillary Swank como Espectral, Joaquin Phoenix como Ozymandias e Matt Damon como o Coruja; hoje tem Billy Crudup, Carla Gugino, Matthew Goode e Patrick Wilson nos mesmos papéis).

E a conversa de que ele é "grande fã" da HQ e ia ser 100% fiel a ela? Bom, assim que ele assumiu que mudou o fim da história, os fãs já se deram conta de que esse papo tinha que ser relativizado. E, assistindo às cenas ontem, essa sensação só se aprofundou (o início do filme, com a cena da morte do Comediante, é bem diferente da HQ, por exemplo). É verdade que há uma preocupação com a fidelidade visual aos quadrinhos - Dave Gibbons não está envolvido por acaso -, mas isso não quer dizer muita coisa: se eu vestir o atual time do Flamengo com os uniformes de 1981 e colocá-lo num Maracanã repaginado como à época, os pernas-de-pau não vão jogar como Zico, Junior e cia. Ou seja, não basta copiar de forma idêntica os cenários para recriar na tela o "espírito", a qualidade da obra original. 

Posto isso, a boa notícia: essa opinião negativa certamente não vai ser unânime - como não foram unânimes as avaliações sobre "300". Vai ter gente que vai gostar deste "Watchmen", e suspeito que não vão ser poucos. Como "300", o filme tem toda a pinta de que vai ser sucesso de bilheteria, independentemente do que se pense sobre a qualidade dele (ninguém despreza o poder dos milhões de dólares investidos em marketing, é claro). É de se imaginar que a maior parte da audiência, certamente formada por gente que não leu a HQ, vai reagir melhor ao filme do que os fãs incondicionais do trabalho de Moore e Gibbons. E, é claro, vale lembrar que ontem foi exibida apenas meia hora de uma obra que vai ter duas horas e meia.

E houve bons momentos na tela, ontem: a parte dos créditos iniciais, que resume o surgimento dos super-heróis e as implicações políticas disso - ao som de "The Time They Are A-Changin'", de Bob Dylan -, ficou boa (é uma repetição da mesma idéia que Snyder usou em seu remake de "Dawn of the Dead", "Madrugada dos Mortos" - lá, ao som de "The Man Comes Around", do Johnny Cash). O dr. Manhattan, um dos personagens centrais (e o único com superpoderes), também parece ter sido bem resolvido tanto visualmente (ele é um ser azul, criado com efeitos especiais) quanto na dublagem de Billy Crudup.

Escrito por Marco Aurélio Canônico às 1h36 PM

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Herzog, de novo, filma a vida no extremo

                                                                                     Divulgação
O fundo do mar na Antártida, cena do novo doc de Herzog

Por Fernanda Ezabella

O que poderia ser mais um documentário sobre os mistérios da Antártida ganha um novo sentido ao ter na direção o alemão Werner Herzog. Afinal, não são apenas os pinguins e a natureza que o interessam. Ele está lá atrás dos seres estranhos (e humanos) que topam se deslocar até o polo sul e ali trabalhar em suas paixões. São biólogos, vulcanólogos e glaciologistas que moram isolados na Estação McMurdo, a maior instalação científica dos EUA no continente.

"Encounters at the End of the World" tem narração do próprio Herzog, cujo sotaque forte em inglês e voz pausada dão mais graça às suas poesias e ironias. Como ao comentar a entrevista com um jovem e empolgado linguista, que não para de falar, preocupado com a morte dos idiomas, em pleno polo sul. Enquanto ele fala, mais cinco línguas acabaram de morrer pelo mundo, ironiza o diretor. Há também histórias de uma aventureira que cruzou as Américas dentro de um tubo de esgoto e agora vive ali, trabalhando e fazendo performances no clube da estação. Ou o banqueiro que decidiu virar motorista de ônibus, e um encanador que se diz descendente dos reis astecas.

Herzog também fala e filma os pinguins. Mas como ele mesmo observa, não está lá para perguntas comuns. Quer saber do especialista se existe homossexualismo entre esses animais, ou loucura e depressão. Para ilustrar, mostra o exemplo de um pinguim que toma rumo diferente de seu grupo. O animal segue andando sozinho, no branco sem fim, sem olhar para trás, provavelmente para encontrar a morte, como comenta de forma poética o diretor.

O cineasta, que mora há tempos em Los Angeles, passou sete semanas na Antártida com seu cinegrafista, patrocinados pela National Science Foundation, responsável pela estação. As imagens que eles captam são incríveis, como as do vulcão ativo no monte Erebus e as do fundo do mar. E são tão interessantes quanto as histórias das pessoas que ali vivem.

"Encounters at the End of the World" não deixa de lembrar seu documentário "O Homem Urso", sobre o ativista que resolve ir morar com os ursos no Alasca, embora este novo trabalho não tenha fim trágico. É mais uma vez a vida no extremo, como em seus filmes de ficção, seja na Amazônia ("Fitzcarraldo", "Aguirre - A Cólera dos Deuses") ou na floresta do Laos ("O Sobrevivente").

O longa já foi exibido pelo canal Discovery nos EUA, mas não tem previsão de estreia no Brasil, nem na TV nem nos cinemas. Está disponível em DVD, que pode ser importado pela Amazon, por U$ 19. Para quem gosta de viver perigosamente, "Encounters" também pode ser encontrado em sites de download como o Mininova.

O próximo filme do diretor, uma ficção em fase final de montagem, é "Bad Lieutenant", refilmagem de "Vício Frenético", de 1992, de Abel Ferrara. Na nova versão, Nicolas Cage fará o protagonista, interpretado por Harvey Keitel no original. O novo longa tem estreia prevista no Brasil para agosto deste ano.

*

Falando em Herzog, o vídeo a seguir, de 1980, registra a famosa aposta que ele fez com Errol Morris e perdeu. Resultado: teve que comer o próprio sapato. Herzog cozinha, tempera e fala sobre cinema. Está dividido em duas partes, de dez minutos cada uma, com legendas em espanhol.

Escrito por Fernanda Ezabella às 12h35 PM

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Notícias e curiosidades | PermalinkPermalink #

As últimas listas do ano velho e as primeiras do novo

 
                                                                            Fotos Divulgação
"Le Voyage du Ballon Rouge", favorito entre críticos americanos
 
Por Cássio Starling Carlos

Passagem de ano é um prato cheio para quem gosta de listas (e que cinéfilo não gosta ou não tem sua seleção particular?). Para não dar a impressão de que todo ano é a mesma coisa, alguns veículos inventam disfarces. O "New York Times" caracterizou as de seus três críticos como se fossem indicações para o Oscar (o que reduziu os títulos dos habituais dez para cinco):

 A. O. Scott
"Wall-E" (Andrew Stanton)
"Milk" (Gus van Sant)
"Cadillac Records" (Darnell Martin)
"O Casamento de Rachel" (Jonathan Demme)
"Happy-Go-Lucky" (Mike Leigh)

Manohla Dargis
"Batman - O Cavaleiro das Trevas" (Christopher Nolan)
"Le Voyage du Ballon Rouge" (Hou Hsiao-hsien)
"Paranoid Park" (Gus van Sant)
"Luz Silenciosa" (Carlos Reygadas)
"Synecdoche, New York" (Charlie Kaufman)

Stephen Holden
"Wall-E" (Andrew Stanton)
"Entre Paredes" (Laurent Cantet)
"Do Outro Lado" (Fatih Akin)
"4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias" (Cristian Mungiu)
"Happy-Go-Lucky" (Mike Leigh)

O muito mais democrático IndieWIRE reuniu votos dos que o site considera os 105 críticos de cinema mais importantes dos EUA e chegou ao seguinte:

  1. "Le Voyage du Ballon Rouge" (Hou Hsiao-hsien)
  2. "Um Conto de Natal" (Arnaud Desplechin)
  3. "WALL-E" (Andrew Stanton)
  4. "Wendy and Lucy" (Kelly Reichardt)
  5. "Happy-Go-Lucky" (Mike Leigh)
  6. "Paranoid Park" (Gus van Sant)
  7. "Em Busca da Vida" (Jia Zhang-ke)
  8. "Luz Silenciosa" (Carlos Reygadas)
  9. "Synecdoche, New York" (Charlie Kaufman)
  10. "Valsa com Bashir" (Ari Folman)

Duas publicações europeias de peso acabam de divulgar suas seleções. A dos "Cahiers du Cinéma" ficou assim:

  1. "Guerra sem Cortes" (Brian De Palma)
  2. "Juventude em Marcha" (Pedro Costa)
  3. "Cloverfield" (Mat Reeves)
  4. "Onde os Fracos Não Têm Vez" (Joel & Ethan Coen)
  5. "Two Lovers" (James Gray)
  6. "Valsa com Bashir" (Ari Folman)
  7. "Dernier Maquis" (Rabah Ameus-Zaïmeche)
  8. "Hunger" (Steeve McQueen)
  9. "A Short Film About the Indio Nacional" (Raya Martin)
  10. "De la Guerre" (Bertrand Bonello)

 A mesma publicação traz ainda a escolha de seus leitores:

  1. "O Silêncio de Lorna" (Luc e Jean-Pierre Dardenne)
  2. "Onde os Fracos Não Têm Vez" (Joel & Ethan Coen)
  3. "Valsa com Bashir" (Ari Folman)
  4. "Um Conto de Natal" (Arnaud Desplechin)
  5. "Sangue Negro" (Paul Thomas Anderson)
  6. "Two Lovers" (James Gray)
  7. "Vicky Christina Barcelona" (Woody Allen)
  8. "Hunger" (Steeve McQueen)
  9. "A Vida Moderna" (Raymond Depardon)
  10. "Entre Paredes" (Laurent Cantet)


"Two Lovers", um dos preferidos entre os cinéfilos franceses

Ainda da França a mais pop "Les Inrockuptibles" também fez a sua:

  1. "Two Lovers" (James Gray)
  2. "My Magic" (Eric Khoo)
  3. "Woman on the Beach" (Hong Sang-soo)
  4. "Um Conto de Natal" (Arnaud Desplechin)
  5. "Viagem a Darjeeling" (Wes Anderson)
  6. "Onde os Fracos Não Têm Vez" (Joel & Ethan Coen)
  7. "Speed Racer" (Andy e Larry Wachovski)
  8. "A Bela Junie" (Christophe Honoré)
  9. "Horas de Verão" (Olivier Assayas)
  10. "Cristóvão Colombo - O Enigma" (Manoel de Oliveira)

Do outro lado da Mancha, a matriz de todas as listas, a honrosa "Sight & Sound" traz na edição de janeiro o balanço de uma consulta feita junto a 50 críticos mundo afora (não, nenhum brasileiro integra a consulta):

  1. "Hunger" (Steve McQueen)
  2. "Sangue Negro" (Paul Thomas Anderson)
  3. "WALL-E" (Andrew Stanton)
  4. "Gomorra" (Matteo Garrone)
  5. "Um Conto de Natal" (Arnaud Desplechin)
  6. "Entre Paredes" (Laurent Cantet)
  7. "Of Time and the City" (Terence Davies)
  8. "Happy-Go-Lucky" (Mike Leigh)
  9. "A Mulher sem Cabeça" (Lucrecia Martel)
  10. "Deixe Ela Entrar" (Tomas Alfredson)

Escrito por Cássio Starling Carlos às 9h09 AM

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Colunistas do blog | PermalinkPermalink #

Ver mensagens anteriores

PERFIL

Blog Ilustrada no Cinema O blog "Ilustrada no Cinema" apresenta uma extensão da cobertura de cinema publicada diariamente no caderno cultural da Folha, um espaço para notícias, curiosidades, críticas e análises sobre o mundo cinematográfico.

BUSCA NO BLOG


RSS

ARQUIVO


Ver mensagens anteriores
 

Copyright Folha Online. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha Online.