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"Nárnia" é o novo blockbuster da temporada
No podcast desta semana, o crítico da Folha Sérgio Rizzo comenta a estréia de “As Crônicas de Nárnia - Príncipe Caspian”, segundo episódio da bem-sucedida série baseada em livros de C.S. Lewis. No Brasil, o filme é a quarta superprodução em cartaz na temporada, ao lado dos bem-sucedidos “Homem de Ferro” e “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” e de “Speed Racer”, cujos resultados na bilheteria não andam tão bem. Para ouvir o podcast, clique no microfone abaixo.

Escrito por Sérgio Rizzo às 8h25 PM
Na dança dos sentimentos

Por Cássio Starling Carlos
O sobrenome Minnelli, na industria do entretenimento, é sinônimo de espetáculo, música e dança. Com a filha Liza, estrela de “Cabaret”, e com o pai, Vincente, diretor de musicais clássicos como “O Pirata”, “Sinfonia de Paris”, “A Roda da Fortuna” e “Gigi”, cantar e dançar foram elevados no cinema a dimensões expressivas incomparáveis.
Mas é o lado da dor, da exacerbação dos sentimentos que eu gostaria de chamar a atenção, aproveitando o lançamento em DVD de uma obra-prima de Vincente Minnelli que pode passar despercebida. Em meio a dois filmes fáceis de esquecer, a caixa “Frank Sinatra Anos Dourados” (Warner) esconde uma jóia do melodrama, gênero que o diretor praticou de modo revezado às fulgurâncias de seus musicais.
Desde o título extremado que recebeu no Brasil, “Deus Sabe Quanto Amei”, realizado por Minnelli em 1958, já anuncia os excessos que o diretor conduziu, de um gênero a outro de sua especialidade, ao cume. Ao lado de Douglas Sirk, que no ano seguinte realizaria o esplendoroso “Imitação da Vida”, o cineasta explorou os meandros da alma americana em espetáculos sentimentais que transbordam de cor.
Em sua autobiografia, “I Remember It Well”, o diretor revela ter concebido a variedade cromática do filme ao observar a profusão de cores numa jukebok. E expandiu o conceito para a distribuição cênica, com um bairro cheio de bares e de casas de jogos, restaurantes de aparência vulgar e anúncios em néon: tudo deveria se assemelhar ao interior de uma jukebox.

Além do uso expressivo das cores, nos contrastes entre os vermelhos do figurino de Shirley MacLaine e os tons pastéis dos ambientes e vestes da professora French (Martha Hyer), é no confronto entre caracteres que Minnelli atualiza os combates trágicos mantidos vivos sob o melodrama.
Frank Sinatra faz o papel de Dave Hirsh, um típico perdedor, que retorna a Parkman, pequena cidade natal, onde reencontra o irmão, Frank, que lhe é em tudo oposto (bem-sucedido, casado e conservador). Na sua cola vem a espevitada Ginnie (Shirley MacLaine), apaixonada e vulgar, entregue a sentimentalismos e cega à rejeição. Enquanto Ginnie persegue seu amado, é um bocado da estrutura moral da América dos anos 50 que Minneli expõe, em seus jogos de hipocrisia e necessidade de reconhecimento social, elementos centrais do melodrama hollywoodiano nos anos 50.

Mas é na apoteose final que Minnelli exibe seus dotes de gênio. Em meio a uma festa, aparece um antigo amante de Ginnie disposto a um acerto de contas. A perseguição que se dá é toda construída como uma cena coreografada dos musicais do diretor. Do deslocamento dos personagens aos cortes rápidos, do fundo em vermelho saturado aos movimentos dos brinquedos, Minneli alcança uma dimensão realista exacerbando os efeitos de irrealidade.
A versão em DVD restaura as nuances que a versão do filme que costuma ser exibida na TV havia apagado. E comprova que até nos sonhos sombrios, Minnelli enxergava a vida como espetáculo.
Escrito por Cássio Starling Carlos às 4h52 PM
Sydney Pollack, o equilibrista
Martial Trezzini/Efe

Por Inácio Araujo
Naquele que foi seu último filme (“Esboços para Frank Gehry”), Sydney Pollack (morto na segunda-feira) refere conversas com o arquiteto Frank Gehry: a arte de ambos tem em comum o fato de se equilibrar entre os desejos do artista e as exigências dos clientes.
Gehry é um grande artista. Pollack foi mais do que tudo um simpático equilibrista. Soube ser popular em uma comédia como “Tootsie”, soube cultivar o prestígio em dramas como “Entre Dois Amores”, soube ser honestamente comercial, em “A Firma”, e criou um tipo extremamente simpático e caloroso em seus vários trabalhos como ator.
No entanto, é preciso convir, Pollack não cumpriu a maior parte das promessas de seu início de carreira, quando, com “This Property Is Condemned” (1966), se apresentou como um seguidor da tradição liberal e humanista do cinema americano, o que foi confirmado pelo faroeste “Scalphunters”, menos bom, mas ainda interessante, e pelo drama “A Noite dos Desesperados”, em que voltava à Depressão dos anos 1930 com, pelo menos, propriedade.
Se o início da carreira é marcado pelo plano soberbo plano final, os anos 70, em seus altos e baixos, acabam tendo como emblema as concessões de “Bobby Derfield”. E, como o plano final de “Esta Mulher É Proibida” nunca mais se repetiu, não é impossível credita-lo mais ao fotógrafo (James Wong Howe) do que ao próprio Pollack, cuja importância, com o tempo, vincula-se bem mais aos “grandes temas” que abordou do que propriamente às virtudes do “metteur-en-scène”.
Curiosamente, seu resgate, talvez o definitivo, chegou com um filme modestísssimo, em que Pollack era diretor, roteirista, câmera, entrevistador e mais tudo o que pudesse ser, com exceção de Frank Gehry: modesto na concepção, mas ambicioso intelectualmente, Pollack presta uma homenagem ao seu amigo arquiteto, ao mesmo tempo em que reflete sobre as grandezas e fraquezas de sua arte e, por que não, de sua própria trajetória.
Escrito por Inácio Araujo às 7h49 PM
Todos pela educação

Por Sérgio Rizzo
A Palma de Ouro a “Entre les Murs”, de Laurent Cantet (“A Agenda”, “Em Direção ao Sul”), coincidiu com um intenso debate público sobre educação na França e destaca o novo integrante da extensa tradição nacional de filmes sobre a vida escolar e suas implicações sociopolíticas, que inclui clássicos como “Zero de Comportamento” (1933), de Jean Vigo, e “Os Incompreendidos” (1959), de François Truffaut, e também produções mais recentes como “Quando Tudo Começa” (1999), de Bertrand Tavernier, e o documentário “Ser e Ter” (2002), de Nicolas Philibert.
“Entre les Murs” se inspira no livro homônimo de François Bégaudeau, que relata sua experiência como professor de francês em uma escola do 19º. distrito de Paris. No filme, o próprio Bégaudeau –que nunca havia trabalhado em cinema– interpreta o papel do professor François.
No último sábado (24), um dia antes da premiação, manifestações em diversas cidades reuniram professores, pais e alunos. Foi o quarto protesto em um período de dez dias, contra a redução de 11,2 mil empregos em escolas de ensino básico (a intenção do governo Sarkozy de diminuir postos em diversas áreas gerou uma greve de funcionários públicos), um projeto de lei que, segundo os professores, restringe o direito de greve na educação ao exigir a manutenção de “serviço mínimo” como no transporte público, e os novos rumos da política educacional.
“Todos pela educação”, o título deste post, é também o nome de um movimento brasileiro lançado em 7 de setembro de 2006, mas que ainda não emplacou (cada internauta que não souber do que se trata é uma demonstração de que essa campanha de mobilização da sociedade para o incremento da qualidade do ensino básico não caminhou como se esperava). Nada que diga respeito à melhoria sistêmica da educação no Brasil parece emplacar; as iniciativas pontuais constituem exceções à regra.
Não será por acaso que pouquíssimos filmes brasileiros se detiveram sobre a escola, seus profissionais e todo o rico universo de trocas, transformações e contradições que se desenrola ali. Exemplos raros são “Anjos do Arrabalde” (1987), de Carlos Reichenbach, e “Pro Dia Nascer Feliz” (2006), de João Jardim.
A distribuidora Imovision anunciou que lançará “Entre les Murs” no Brasil, mas não divulgou a data. Ela distribuirá também “Le Silence de Lorna”, dos irmãos Dardenne, que recebeu em Cannes o prêmio de roteiro, e “Un Conte de Noël”, de Arnaud Desplechin, que valeu para Catherine Deneuve o Prêmio do 61º Festival (dividido com Clint Eastwood por “The Exchange”).
Escrito por Sérgio Rizzo às 5h03 PM
Para lembrar de Cannes 2008
Por Silvana Arantes
Foram 12 dias, 22 filmes na disputa pela Palma de Ouro (outros tantos nas seções paralelas) e um prêmio de melhor atriz à brasileira Sandra Corveloni, por sua interpretação da empregada doméstica e mãe-coragem Cleuza em “Linha de Passe”, de Walter Salles e Daniela Thomas. A 61ª edição do Festival de Cannes tem muito a se lembrar, como por exemplo:
AS FRASES
“Sandra Corveloni for ‘Linha de Passe’, Sean Penn anunciando o prêmio de melhor atriz
“Se o que você tem a dizer não é mais importante do que o silêncio, não diga”, do filme “Entre les Murs”, de Laurent Cantet, que disse o suficiente para vencer a Palma de Ouro por unanimidade
“Quando a gente tem algo para fazer, envelhece mais lentamente”, do filme “24 City”, de Jia Zhang-ke
“Quer jogar sozinho, joga paciência”, do treinador de futebol em “Linha de Passe”, de Walter Salles e Daniela Thomas
“Estamos orgulhosos e sentindo muita responsabilidade por representar aqui uma parte do cinema brasileiro que não é muito conhecida e arrisca falar desse enorme, maravilhoso e terrível que é o nosso”, de Matheus Nachtergaele, ao apresentar “A Festa da Menina Morta” na mostra “Um Certo Olhar”
Eric Gaillard/Reuters
 Roman Polanski e Matteo Garrone
“Há uma tradição de fazer introduções ao anúncio dos vencedores, mas eu já estive na pele de quem espera o resultado. Por pura misericórdia, vou evitar isso. Senhor presidente, o prêmio vai para?”, Roman Polanski, que apresentou o Grande Prêmio do Júri
“Filmar é uma espécie de pesadelo”, do ganhador do prêmio de melhor direção, o turco Nuri Bilge Ceylan
AS CENAS
- Laurent Cantet, o ganhador da Palma de Ouro, e Sean Penn, o presidente do júri, igualmente emocionados diante dos aplausos ao vencedor
François Guillot/France Presse

- Diante do microfone e com o troféu da atriz Sandra Corveloni nas mãos, Walter Salles e Daniela Thomas se olham por alguns segundos antes de fazer o agradecimento. Não se ouve nada além da respiração dos dois, acelerada pela emoção. “É de tirar o chão. Não sei de onde vieram as palavras”, disse Daniela, após a cerimônia.
Anne-Christine Poujoulat/France Presse

- A platéia do Grande Teatro Lumière se põe de pé e aplaude pela primeira vez um cineasta no festival. É Fernando Meirelles, que chega para a sessão inaugural, com seu “Ensaio sobre a Cegueira”
- Rodrigo Santoro, em tom sereno e cortês, responde o jornalista chileno que disse que Brasil e México fazem “cinema para exportação”: “Me parece complicado generalizar. Há muitos filmes feitos no Brasil que não são feitos com a intenção de exportar. Gostaria de te sugerir um filme que está aqui em Cannes, ‘A Festa da Menina Morta’. Não foi feito para ser exportado. Mas graças a Deus foi exportado! Está aqui e será visto por muita gente”.
Jean-Paul Pelissier/Reuters

- Manoel de Oliveira, 99, aplaudido de pé pela Palma de Ouro especial em reconhecimento à sua incessante contribuição ao cinema, ao qual ele lança um “Viva!”
- Em “Tyson”, Mike Tyson trava sua mais dura batalha _contra as lágrimas_ ao falar da relação com Cus D’Amato, o homem que descobriu seu talento para o boxe e fortaleceu sua auto-estima
AS CURIOSIDADES
- Numa sacola com o adesivo “CHE”, a Warner francesa distribuiu um sanduíche, uma garrafa de água e um chocolatinho, no intervalo da sessão para a imprensa do longa de Steven Soderbergh, que tem 4h28. Todo mundo achou ótimo, mas os mais irônicos apelidaram a sacolinha de McLanche
- Feliz. Os convidados da sessão de gala também tiveram intervalo de meia hora entre os dois filmes, com direito a mini-banquete.
- Os irmãos cineastas Luc e Jean-Pierre Dardenne contaram que, toda vez que preparam um longa, antes de ensaiar com os atores, eles mesmos interpretam todos os personagens, nos cenários onde as cenas serão filmadas. “A Lorna [protagonista do longa dos Dardenne na competição] é ótima”, disse Jean-Pierre sobre Luc.
- 17 de maio de 1989 é a data de nascimento mostrada no RG do personagem de Vinicius de Oliveira em “Linha de Passe”. 17 de maio passado foi a data em que o filme estreou, em Cannes
DA SÉRIE “NUNCA!”
- “Nunca pergunto a mim uma coisa dessas. Quando estou preparando uma personagem, não a julgo. Apenas tento entendê-la. Para mim, é suficiente entendê-la”, de Penélope Cruz, desviando-se com categoria da pergunta-pegadinha sobre se, na vida como no filme de Woody Allen “Vicky, Cristina, Barcelona”, ela é adepta de um ménage-à-trois.
Fred Dufour/France Presse

-“Nunca me encontrei com Fidel. Não sei o que ele acharia [do filme “Che”]. Sei que ele gosta de ver filmes. Mas parece que ele tem o hábito de interromper a projeção para discutir todo aspecto do qual discorda. Isso seria inimaginável com esses dois filmes [que duram 4h28]”, de Steven Soderbergh, o diretor de “Che”, sobre o herói da revolução cubana Ernesto Che Guevara.
A BIRRA
- “Merci.” Essa foi a única palavra que o cineasta italiano Matteo Garrone disse, ao receber o Grande Prêmio (equivalente ao segundo lugar) por seu “Gomorra”. Deu a impressão de que ele acreditou nos rumores que circulavam antes da cerimônia de que “Gomorra” levaria a Palma de Ouro. E não se contentou com nada menos do que o máximo...
Escrito por Silvana Arantes às 12h34 PM
Cannes 2008: balanço
Por Pedro Butcher, em Cannes
O Festival de Cannes que terminou nesse domingo, 25 de maio, trouxe uma vigorosa combinação do melhor do cinema de autor mundial já consagrado e algumas novidades apaixonantes. Aqui vão algumas notas breves sobre meus filmes favoritos dessa edição –que espero poder rever no Brasil, em breve.

TULPAN – O filme vencedor da mostra Um Certo Olhar, pequena obra-prima vinda do Casaquistão, é uma descoberta deliciosa. Trata-se do primeiro longa-metragem de Sergey Dvortsevoy, diretor que chamou atenção no Festival de Roterdã de 2004 com um documentário de 40 minutos chamado “In the Dark”. Com simplicidade desconcertante, Dvortsevoy conta a história de Asa, jovem que termina seu serviço militar (na marinha) e vai morar com família da irmã. Ela, o marido e os filhos levam uma vida nômade nas estepes do Cazaquistão, criando ovelhas. Asa procura uma noiva, mas uma das poucas jovens solteiras da vizinhança o rejeita por causa das orelhas de abano. Com um grupo de atores excepcional, “Tulpan” traz um trabalho de câmera capaz de captar momentos inusitados absolutamente mágicos. Uma bela resposta a Borat...
FOUR NIGHTS WITH ANA – A volta do cineasta polonês Jerzy Skolimowski depois de um hiato de quase 20 anos abriu a edição comemorativa dos 40 anos da Quinzena dos Realizadores com o pé direito. Produzido pelo português Paulo Branco, famoso por seus filmes de baixíssimo orçamento, o filme de Skolimovski acompanha um estranho e solitário personagem, morador de uma pequena cidade polonesa. A habilidade do cineasta, que manipula tempo e espaço de forma genial, faz com que nossa percepção do protagonista se transforme radicalmente ao longo do filme. Destaque para o trabalho assombroso do ator Artur Steranko.

MY MAGIC - O menor (1h15) e menos ambicioso filme da competição de Cannes, representando Cingapura, foi também o mais comovente. O filme combinação melodrama, realismo e fábula e alcança um resultado estranho mas absolutamente encantador. A imagem pode até parecer demasiadamente simples e precária – o que fez muita gente questionar sua presença na competição de Cannes –, mas uma observação um pouco mais atenta dos enquadramentos e do uso do som é suficiente para confirmar o imenso talento do diretor Eric Khoo.

TWO LOVERS –James Gray abandona o universo do crime e da violência que marcou seus três primeiros longas (“Little Odessa”, “Caminho sem Volta” e “Os Donos da Noite”) para fazer um filme de amor. Mas essa mudança de ares só fez confirmá-lo como um dos melhores diretores do cinema americano contemporâneo. Gray é um autor à moda antiga. Carpinteiro como Billy Wilder, domina a autoria do filme desde o roteiro (construção dos personagens, diálogos) à realização. Ao filmar a história de um homem (Joaquim Phoenix) dividido entre dois amores (Gwyneth Paltrow e Vinessa Shaw), dá um show especial nos enquadramentos, capazes de impregnar de mistério uma história marcada por uma linearidade cristalina.
THE EXCHANGE – O novo filme de Clint Eastwood é a narrativa clássica americana em plena forma –mas, até ai, novidade nenhuma. Seria melhor, talvez, ressaltar aquilo que o filme não é. Eastwood refuta a fórmula americana do triunfo da luta individual sobre as perversidades do “sistema” e ressalta, de forma surpreendente, a absoluta necessidade da cooperação coletiva e da solidariedade para que injustiças possam ser reparadas. Um filme cheio de reviravoltas e de uma estranha contemporaneidade.

ENTRE LES MURS – Vencedor da Palma de Ouro. Confinado no cenário de uma escola francesa parisiense, com mais de duas horas de diálogo, sem música, Laurent Cantet demonstra um domínio que havia apenas esboçado em seus filmes anteriores ( “Recursos Humanos”, “A Agenda” e em “Em Direção ao Sul”). Apesar de sua “relevância social”, tocando em temas como a educação e a tolerância, a linguagem é o personagem central desse filme ao mesmo tempo simples e apaixonante.
Escrito por Pedro Butcher às 12h28 PM
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PERFIL
O blog "Ilustrada no Cinema" apresenta uma extensão da cobertura de cinema publicada diariamente no caderno cultural da Folha, um espaço para notícias, curiosidades, críticas e análises sobre o mundo cinematográfico. É coordenado pelos editores-assistentes da Ilustrada, Leonardo Cruz e Bruno Yutaka Saito, e tem como colunistas fixos os críticos Cássio Starling Carlos e Sérgio Rizzo. O blog também abre espaço para colaborações de toda a equipe do caderno.
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