Ilustrada no Cinema
 

Lições de uma guerra particular

Lições de uma guerra particular

Por Lúcia Valentim Rodrigues

O estreante Charles H. Ferguson gastou boa parte da fortuna que ganhou na bolha da internet para criticar a Guerra do Iraque. Não, ele não financiou nenhuma campanha política. Fez melhor. Escreveu, dirigiu, produziu e pagou do próprio bolso sua primeira incursão no cinema: "Sem Fim à Vista" (No End in Sight), que concorreu ao Oscar de melhor documentário neste ano, mas perdeu para "Táxi para a Escuridão". Gastou US$ 2 milhões.

Já premiado em Sundance, o documentário agora aporta em território brasileiro logo na abertura do festival É Tudo Verdade. O filme foi escolhido para a abertura no Rio de Janeiro, no dia 27. (Em SP, no dia anterior, passará "Stranded", de Gonzalo Arijon, sobre tragédia aérea nos Andes em 1972.)

"Sem Fim à Vista" destrincha como foi tramada a estratégia de invadir o Iraque após o 11 de Setembro de 2001 e as subseqüentes trapalhadas da gestão George W. Bush no país.

O longa não envereda para um discurso panfletário, à la Michael Moore. Os entrevistados vão contando pouco a pouco, com declarações diretas, como se deram a invasão, a bandalheira que o país virou, a política de não fazer nada para conter o caos local, a falta de tato para discutir o futuro e a participação dos líderes locais e, ao final, o clima de guerra civil em que o Iraque ainda se encontra --daí a desesperança do título do filme.

O grande mérito do diretor foi conseguir trazer os depoimentos de gente de gabarito e peso nas decisões (ou melhor, na falta delas), como Richard Armitage, secretário de Estado logo abaixo Colin Powell; Barbara K. Bodine, que assumiu a instituição para reorganizar o Iraque após a ocupação; e Samantha Power, que fez a biografia do diplomata Sérgio Vieira de Mello e dá um depoimento emocionado sobre a participação do brasileiro no conflito.

Dá vergonha ver e ouvir as declarações do então secretário de Defesa, Donald Rumsfeld. E é de aplaudir de pé (se não fosse uma gafe no cinema) a escalada das imagens de abertura, contrapondo as aspas desses agentes políticos e a realidade retratada em imagens que todo o mundo viu nos telejornais.

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Para dar mais um aperitivo da programação do festival, que deve entrar daqui a pouco no site oficial (www.etudoverdade.com.br), duas retrospectivas valem ser ressaltadas. "10 Documentários que Mudaram o Mundo", mostra exibida em Londres no ano passado, reúne "Tiros em Columbine", de Michael Moore, "O Triunfo da Vontade", de Leni Riefenstahl, "A Dor e a Piedade", de Marcel Ophüls, e "A Tênue Linha da Morte", de Errol Morris, entre outros filmes que marcaram o gênero.

O festival ainda analisa o documentário experimental brasileiro (tema também das conferências no Cinusp, com destaque para a presença do dinamarquês Jorgen Leth no dia 4). Entre os filmes, "Céu sobre Água", de José Agrippino de Paula (1937-2007), "Juvenília", de Paulo Sacramento, "Vera Cruz", de Rosangela Rennó, e "Congo", de Arthur Omar.

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E, nas palavras do fundador Amir Labaki, "por ainda estarmos de luto pelas mortes de Michelangelo Antonioni e Ingmar Bergman", o festival exibe "O Olhar de Michelangelo", penúltimo trabalho do italiano, "O Rosto de Karin", curta feito por Bergman sobre sua mãe, e "Ingmar Bergman; Intermezzo" e "A Voz de Bergman", de Gunnar Bergdahl.

Escrito por Lúcia Valentim Rodrigues às 6h16 PM

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Vários cineastas e várias visões

Vários cineastas e várias visões

No podcast desta semana, o crítico Sérgio Rizzo fala sobre o filme coletivo "Cada um com Seu Cinema", feito para o 60º aniversário do Festival de Cannes. Entre os destaques, estão os curtas dirigidos por David Cronenberg, David Lynch e os irmãos Dardenne.

 

Escrito por Bruno Yutaka Saito às 5h01 PM

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Nervoso

Nervoso

Por Bruno Yutaka Saito

Saiu o trailer do novo “Hulk”. (Dica do Marco Aurélio Canônico, da Ilustrada)

Considerar todos os filmes baseados em HQs mero lixo cultural é bobagem. “Homem-Aranha” e “X-Men” são alguns dos exemplos de que é possível, sim, discutir temas interessantes, profundos até, e agradar àqueles que só procuram ação incessante, monstros e carros em alta velocidade.

Por isso tudo, “Hulk” representa um caso emblemático.

Todos se lembram de que, em 2003, Ang Lee dirigiu uma polêmica e poética versão massacrada pela crítica e ridicularizada pela maior parte do público.

Mas, olhando a filmografia de Lee, difícil é imaginar que os produtores não sabiam com quem estavam lidando. Fôssemos dividir o mundo do cinema em duas partes, poderíamos dizer que se tratava de um diretor de filmes de arte infiltrado no sistemão de Hollywood.

Devo ser, ao lado de Lee e da mãe dele, uma das três pessoas que gostaram do longa. O fato de o Hulk em CGI parecer o Shrek só faz o grau de irrealidade necessário da trama aumentar: afinal, quem vai acreditar que um gigante verde com cara de bravo pode existir na vida real?

E, outro dia, lendo uma entrevista com o cineasta malaio Tsai Ming-liang (“O Sabor da Melancia”) na revista “Sight & Sound”, me deparei com uma declaração interessantíssima.

O repórter conta que quando se encontrou com Ang Lee na época de “O Segredo de Brokeback Mountain”, o cineasta confessou que pegou muitos elementos gays de Tsai. “Eu sempre digo que a relação entre o Hulk e seu pai é muito Tsai Ming-liang”.

Quem viu “O Rio”, de Tsai Ming-liang, deve se lembrar da cena em que o rapaz vai à sauna gay e começa a se pegar com seu pai (e nenhum dos dois se dá conta direito do que está acontecendo).

Bem, esse era o Hulk de Ang Lee.

O novo Hulk, agora do ainda pouco expressivo Louis Leterrier, promete ser o típico filme de ação hollywoodiano. Estréia dia 13 de junho.

Edward Norton agora é Bruce Banner, o cientista que tenta achar a fórmula para não mais se transformar no Hulk. Mas entra em dilema moral quando surge um supervilão: Abominável, um monstrengo que só pode ser detido pelo verdão. Liv Tyler é a mocinha, e ainda temos William Hurt no elenco.

Preste atenção no trailer: dá para ver brevemente as cenas que foram gravadas no Brasil (e outro detalhe: mesmo tendo usado o Rio de Janeiro como cenário, eles não voltarão aqui para divulgar o filme ou fazer as chamadas “junkets”, momento em que jornalistas e equipe do filme se encontram para fazer entrevistas).

Escrito por Bruno Yutaka Saito às 5h27 PM

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Ela ainda está lá

Ela ainda está lá

Por Cássio Starling Carlos

Com a estréia iminente de “Não Estou Lá”, programada para a próxima sexta, vamos poder conferir o pontapé que Todd Haynes deu num dos gêneros mais resistentes e conservadores da história do cinema.


O “biopic”, ou filme biográfico, alimenta-se desse parasita ficcional chamado “história verdadeira” e tenta nos empurrar goela abaixo um arsenal inesgotável de bons sentimentos. Quase ninguém se dispôs a desafiar suas regras e inocular outras vidas nas vidas oficiais. De memória, lembro apenas das apropriações de Júlio Bressane, que começou no terreno nacional, ressuscitando Lamartine Babo, Antônio Vieira e Mário Reis, e depois não se intimidou diante dos universais São Jerônimo, Nietzsche e Cleópatra. E guardo uma lembrança forte do “Van Gogh” do francês Maurice Pialat, que fugiu do óbvio criando o que se poderia chamar, muito livremente, de biografia espiritual.

Haynes vai além e implode o gênero, ao se basear nas “várias vidas” de Bob Dylan, um personagem que não cabe nem em uma definição, muito menos em uma linearidade. E nos força a reconhecer que quem vive só uma vida são esses bichos que nascem de manhã e morrem ao fim do dia.

A distorção do filme biográfico não é novidade na carreira de Haynes. Alguns devem se lembrar, mesmo sob disfarces, que era fácil reconhecer a trajetória de David Bowie sob a maquiagem do ídolo pop Brian Slade em “Velvet Goldmine”. Mas ali não era tanto a trajetória do rock star que interessava e mais o efeito de sua influência sobre seus fãs.

O desconforto de Haynes com o formato quadradão do gênero se anunciou bem cedo em sua filmografia. O segundo trabalho do diretor, feito em 1987, já era em ruptura com a tradição.


“Superstar”, um média-metragem de 43 minutos, narra a degradação física de Karen Carpenter (a voz doce da dupla The Carpenters, ao lado do irmão Richard), um ícone dos anos 70. Vítima desde cedo de anorexia, síndrome pouco conhecida na época, Karen morreu, em 1983, aos 32 anos.


Sua história daria (assim como deu) um telefilme lacrimoso. Nas mãos de Haynes, ela se transforma em ícone da perversão social e cultural vigente já desde algumas décadas. Em vez de atores, o diretor encena a história com bonecos, utilizando uma Barbie em várias versões para o papel de Karen.

A idéia, que hoje pode parecer óbvia, em 1987 era pura provocação: apontar a Barbie como um modelo nefasto de beleza física, uma usina de doentes de auto-imagem. Hoje, as Barbies humanas se tornaram legião. E o filme, odiado por Richard Carpenter, teve sua difusão censurada com base na ilegalidade do uso, sem direito, de canções da dupla. Mas pode ser conferido inteirinho no YouTube.
 

Escrito por Cássio Starling Carlos às 3h58 PM

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A ópera de David Lynch

A ópera de David Lynch

Por Bruno Yutaka Saito

Com “A Estrada Perdida” (1997), David Lynch deu início a uma espécie de trilogia (até o momento, completada por “Cidade dos Sonhos” e “Império dos Sonhos”) em que a tradicional linearidade narrativa é abolida, criando um dos casamentos mais perfeitos já vistos entre psicologia, sonhos, símbolos e cinema.

Não foram poucos aqueles que ficaram desnorteados durante a exibição do filme. É piada recorrente: o sujeito vai ao banheiro no meio do filme e, quando retorna, acha que entrou na sala errada, já que os protagonistas mudam: a loira vira morena, o homem maduro vira um jovem etc.

Agora, “A Estrada Perdida” vai retornar, também modificado. A English National Opera e o teatro Young Vic , de Londres, estão produzindo uma ópera baseada no filme, com música da austríaca Olga Neuwirth.

Com direção da norte-americana Diane Paulus, a ópera estréia em 4 de abril por ali, para apenas seis exibições. A “história” do longa dizia respeito, ao menos em seu início, a um saxofonista que, aparentemente, matava a mulher e era condenado à cadeira elétrica.

A ópera não vai ficar devendo nada ao original, ao que tudo indica, ao menos em termos do que se entende pela palavra “normalidade”. Segundo a diretora, durante os primeiros  20 minutos não se cantará nada, apenas surgirão “sussurros misteriosos”.
Segundo o próprio Lynch, “a ópera é sobre um homem metido em problemas” (bem parecido com sua definição sobre “Império dos Sonhos”: “é a história de uma mulher com problemas”); quando o filme estreou, ele disse ter pensando em O.J. Simpson, o ex-jogador de futebol americano acusado de assassinar a ex-mulher.

A diretora da montagem também vê um quê de Otelo, e a loucura que deriva do ciúme, nessa história.

Eis aqui um teaser da montagem.

E, falando no filme, é uma das grandes lacunas em se tratando de David Lynch em DVD no Brasil. Mesmo nos EUA é difícil encontrar uma cópia decente do filme.

Escrito por Bruno Yutaka Saito às 8h13 PM

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Ingmar Bergman, vizinho do Piolin

Ingmar Bergman, vizinho do Piolin


Cena de "Juventude"

Por Sérgio Rizzo (crítico da Folha)

Na primeira sessão pública do cinematógrafo, em 28 de dezembro de 1895, os irmãos Louis e Auguste Lumière estenderam um lençol no salão do Grand Café do Boulevard des Capucines, em Paris, e organizaram a platéia em dois grupos. Metade ficou em companhia do projetor; quem se acomodou do outro lado do lençol, no entanto, assistiu aos filmes invertidos.

Recurso cenográfico semelhante divide em duas partes uma ampla sala de ensaios de São Paulo, com os espectadores (no máximo, 50) divididos em dois grupos que não vêem (e também não ouvem) exatamente as mesmas coisas. Foi a solução encontrada pela Companhia dos Truões da Cooperativa Paulista de Teatro para evocar a obra do sueco Ingmar Bergman (1918-2007) no espetáculo “O que Refletem Esses Pedaços”, em cartaz até 13 de abril no espaço O Lugar, vizinho de um dos mais tradicionais restaurantes paulistanos, a Cantina d’Amico Piolin, na rua Augusta.

A tela instalada na sala representa uma parede. Duas atrizes (Renata Coloni e Rita Grillo) iniciam o espetáculo afastadas por esse anteparo, mas sensibilizadas de alguma forma pelo que ocorre do outro lado. À medida que o espetáculo avança, elas se encontram (em um dos lados, ou na divisa entre eles), trocam de campo e sugerem, nesse balé de coreografia visceral, que talvez expressem aspectos da personalidade de uma única mulher (de todas as mulheres?), mobilizada pelas conexões (e distâncias) entre sonho e realidade, desejo e repressão.

O programa da peça, dirigida por Nicole Aun, traz citações de Bergman e faz referência a seu processo criativo. “Ao ver seus filmes o que se revela não é a sua beleza e nem as suas virtudes, mas sim que essas são pautadas e dimensionadas por todos os fantasmas e demônios que como público somos obrigados a reconhecer em nós mesmos”, diz o texto. A energia criativa feminina de “O que Refletem Esses Pedaços” procura transportar esse universo para o teatro, com saudável liberdade poética e ênfase na duplicidade, tema caro ao cineasta (que, não custa lembrar, começou no teatro e jamais o abandonou).

Aos interessados, o grupo recomenda os filmes de Bergman que “serviram diretamente a criar esse espetáculo”: “Noites de Circo” (1953), “O Sétimo Selo” (1957), “Morangos Silvestres” (1957), “Luz de Inverno” (1962), “Persona” (1966), “A Hora do Lobo” (1968), “Gritos e Sussurros” (1972), “Sonata de Outono” (1978) e “Fanny e Alexander” (1982). Todos foram lançados em DVD no Brasil.

O pacote é extraordinário, e poderia incluir o recém-lançado “Juventude” (1951), 10º longa-metragem de Bergman, sobre uma bailarina que relembra seu primeiro amor.

Ninguém aqui está reclamando, mas os admiradores do cineasta agradeceriam se fossem lançados também:

- Os primeiros longas de Bergman, melodramas de aprendizado feitos na Svensk Filmindustri, um dos maiores estúdios da Europa no pós-guerra. A caixa “Early Bergman”, lançada nos EUA, traz cinco deles, incluindo “Tormenta” (1944), escrito por Bergman e dirigido por Alf Sjöberg.

- “Depois do Ensaio” (1984) ou: nunca fomos tão felizes quanto no palco de um teatro.

Escrito por Sérgio Rizzo às 11h28 AM

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Teorias da conspiração

Teorias da conspiração

Por Bruno Yutaka Saito

Logo depois que o ator Heath Ledger morreu, em janeiro passado, começaram a circular as mais diversas especulações sobre os motivos que o levaram a ter uma overdose de remédios para dormir.

A principal foi a de que sua imersão no Coringa, em “O Cavaleiro das Trevas” (estréia prevista para 18 de julho), havia sido total. Ou seja, Ledger teria ficado tão tomado pelo personagem que a loucura, insanidade e o lado negro do Coringa teriam ficado nele mesmo após o término das filmagens.

Um texto publicado ontem no “New York Times” conta um pouco como foram os bastidores. Segundo a matéria, Ledger disse que nunca tivera (e que nunca mais teria) tanta diversão interpretando um personagem.

E completa Michael Caine (o mordomo Alfred): “Ele estava exausto, ele realmente estava cansado. Lembro-me de ter dito para ele: ‘Sou muito velho para ter essa energia para interpretar o Coringa’. E pensei comigo mesmo, eu nunca tive essa energia mesmo quando tinha a sua idade [28]”.

Já o diretor de fotografia, Wally Pfister, conta: “As filmagens eram como sessões espíritas, quando o médium incorpora outra pessoa e é completamente tomado”.

Ou seja, alegria para os amantes de teorias da conspiração.

***

Mais “Tropa”

Começou sexta-feira passada e vai até 13 de março a 23ª edição do Festival de Guadalajara. Entre longas, curtas e documentários, o Brasil vai comparecer com 16 filmes. Entre outros brasileiros nobres, estarão por ali “Jogo de Cena” (Eduardo Coutinho); “Maré, Nossa História de Amor” (Lúcia Murat); “Os Desafinados” (Walter Lima Júnior) e “Juízo” (Maria Augusta Ramos).

E essa é também mais uma chance para “Tropa de Elite” causar discussões, ser acusado de fascista, ser amado, odiado e, quem sabe, colecionar mais um prêmio.

E essa é ainda mais uma chance para o “nosso” Capitão Nascimento, agora poliglota, gritar: “Pida para salir”.

***

Depois do sexo

Dica da Cristina Fibe, da Ilustrada. Já está na rede um trailer mais completo de “Sex and the City”, o filme, que estréia lá fora em 30 de maio.

Nele, vemos o que acontece com as personagens quatro anos após o último episódio da série. Aquela narração em off, datada, mas que os fãs adoram, continua.

Estranho mesmo é ver o que acontece após um final feliz. Todos se lembram que no final da série, Carrie finalmente se entendia com o Mr. Big. No filme, eles se preparam para casar.

O trailer brinca bem com esse estranhamento. É como se tentássemos saber o que acontece com a Cinderela depois de encontrar seu príncipe encantado.

 

Escrito por Bruno Yutaka Saito às 11h59 AM

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PERFIL

O blog "Ilustrada no Cinema" apresenta uma extensão da cobertura de cinema publicada diariamente no caderno cultural da Folha, um espaço para notícias, curiosidades, críticas e análises sobre o mundo cinematográfico. É coordenado pelos editores-assistentes da Ilustrada, Leonardo Cruz e Bruno Yutaka Saito, e tem como colunistas fixos os críticos Cássio Starling Carlos e Sérgio Rizzo. O blog também abre espaço para colaborações de toda a equipe do caderno.

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