É cada vez mais comum um certo tipo de filme que parece formatado para receber prêmios e visibilidade nos grandes festivais internacionais. Como júris são extremamente heterogêneos, e, sabendo-se que os premiados costumam ser aqueles títulos capazes de gerar algum tipo de consenso, surgem fórmulas para a ocasião: dramas humanistas de fundo político em torno de questões nobres.
“Do Outro Lado” se encaixa nesse perfil. É o quarto longa-metragem do alemão de origem turca Fatih Akin. Seu filme anterior, “Contra a Parede”, recebeu o Urso de Ouro no Festival de Berlim; este novo, exibido no Festival de Cannes, levou o prêmio de melhor roteiro.
Como em “Babel”, de Alejandro Gonzáles Iñarritu, filme que pertence à mesma estirpe, temos uma gama de personagens do mundo global cujas trajetórias podem ou não se cruzar fisicamente _mas que, invariavelmente, estarão interligadas de alguma forma. Afinal, dramas humanos são determinados pela situação política, pela intolerância e pelas diferenças culturais, com a sempre bem-vinda forcinha do acaso que leva à tragédia (leia-se: artimanhas do roteirista).
A ação se alterna entre Alemanha e Turquia, com uma estrutura circular (começando e terminando na Turquia, durante um feriado religioso). Entre esses dois festejos esperamos pelas mortes que foram anunciadas nos subtítulos que dividem o filme: “a morte de Yetter” e “a morte de Lotte”. Não poderia faltar, é claro, as relações pai e filho / mãe e filha, ingredientes indispensáveis na receita do bolo festivalesco, que também serão o motor de “Do Outro Lado”.
O professor universitário Nejat, que mora em Hamburgo, visita seu pai, Ali, em Bremen. O velho, solitário, se relaciona com a prostituta Yetter, que cede aos convites de Ali para morar com ele depois de ser ameaçada por fundamentalistas. Em uma discussão que se torna violenta, Ali mata Yetter. Nejat, deprimido, muda-se para a Turquia, onde procura Ayten, a filha de Yetter, com o objetivo de financiar seus estudos. Mas ele não a encontra. Ayten, ativista política radical, mudou-se para a Alemanha, onde tem um caso com Lotte, que, por sua vez, tem problemas de relacionamento com a mãe, interpretada por Hannah Schygulla.
A complexidade da trama é mera aparência. É claro que, com tantas deixas para momentos dramáticos e mortes, “Do Outro Lado” gera comoção – mas é uma produção demasiadamente artificial, por vezes brutalmente cortada por diálogos toscos (como o confronto entre Ayten e a mãe de Lotte) e por uma visível falta de talento na construção das cenas.
Avaliação: Regular
Na Mostra: “Do Outro Lado” têm sessões hoje (20), às 18h50, na Sala Cinemateca (BNDES); segunda (22), às 21h30, no Reserva Cultural 1; e quarta (31), às 14h, no Ig Cine.
'Infâncias' investiga formação de gênios do cinema
Por José Geraldo Couto (colunista da Folha)
O longa-metragem em episódios “Infâncias” é um verdadeiro achado, quase um ovo de Colombo. A partir de uma idéia do cineasta Yann le Gal, jovens realizadores franceses voltaram seu foco para a infância de gênios do cinema como Fritz Lang, Orson Welles, Jean Renoir e Ingmar Bergman.
Cada segmento do longa reconstitui um evento específico que teria moldado o caráter e a sensibilidade do futuro cineasta em questão. O conjunto é desigual, claro. O próprio Le Gal aborda a infância de Fritz Lang na Áustria, em 1900, no momento em que o garoto, que tem fortes tendências anti-semitas, descobre que sua amada mãe é judia.
A figura materna marca também os episódios dedicados a Orson Welles (que fica de vigília junto ao leito da mãe doente, temendo que ela morra se ele parar de fitá-la) e a Alfred Hitchcock (cuja mãe católica e repressora queima seu álbum de fotos e autógrafos de estrelas do teatro). Mas os melhores segmentos _no sentido de captarem melhor a essência dos futuros cineastas_ são os referentes a Jacques Tati (dirigido por Joana Hadjithomas e Khalil Joreige) e a Ingmar Bergman (assinado por Safy Nebbou).
No primeiro, o criador do Monsieur Hulot, ainda pré-adolescente, mas já grandalhão, cria um impasse por ocasião da fotografia oficial da classe, no pátio da escola. Tati simplesmente não se encaixa. Bagunça a simetria buscada pelo meticuloso fotógrafo.
O professor o ameaça, os colegas riem dele. Jacques acaba por entrar na escola vazia, onde se junta a uma menina igualmente desajustada, e ambos dão usos inusitados para o espaço escolar: salas de aula, laboratório, quadra de esportes. Um prenúncio de um cinema que transformará o desajuste do indivíduo em criação poética.
No episódio dedicado a Bergman, o pequeno Ingmar se consome de ciúme quando nasce sua irmãzinha. Instigado pelo irmão mais velho, chega ao limiar do fratricídio. A situação traz uma carga quase intolerável de culpa, dúvidas metafísicas e dilemas morais, a própria substância do cinema bergmaniano.
No todo, um programa saboroso e estimulante, sobretudo para os jovens cinéfilos.
Avaliação: bom
Na Mostra: "Infâncias" tem sessões nesta sexta (19), às 16h, no Memorial da América Latina; nesta sábado (20), às 20h30, no HSBC Belas Artes 2; e no domingo (21), às 22h20, no Unibanco Arteplex 1.
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Leia mais críticas (para assinantes UOL ou Folha): "Império dos Sonhos", de David Lynch, por Cássio Starling Carlos "Nascido e Criado", de Pablo Trapero, por Inácio Araujo "Cristóvão Colombo - O Enigma", de Manoel de Oliveira, por Inácio Araujo "Inútil", de Jia Zhang-ke, por Alcino Leite Neto
No podcast desta semana, o crítico Sérgio Rizzo presta um serviço importante para quem está escolhendo o que ver na Mostra de SP: apresenta uma relação dos filmes que estão no festival, mas que estrearão em breve no circuito comercial. Para quem não faz questão de esperar, são boas dicas. Para ouvir, basta clicar no microfone.
A Academia divulgou hoje a lista dos 63 concorrentes ao prêmio de melhor filme estrangeiro. Mas a notícia maior está na ausência de um longa: "Lust, Caution", de Ang Lee, foi recusado como representante de Taiwan, pois uma parte considerável de sua equipe não é nativa. Em resumo, o caminho ficou um pouco menos difícil para "O Ano" abocanhar uma das cinco indicações ao Oscar.
Quem quiser pode conferir nos cinemas o nível de boa parte dos adversários do filme brasileiro. Dos 63 longas anunciados hoje, 20 estão em cartaz na 31ª Mostra de SP. Aqui vão eles _os links levam às sinopses dos filmes e às datas de exibição.
Para quem quiser distância das filas e disputas por ingressos típicas da Mostra de SP, há uma interessante alternativa na tarde deste próximo sábado, dia 20. O Colégio Equipe, em Pinheiros, realiza mais uma sessão de seu cineclube, com uma dobradinha de Andrea Tonacci. O diretor, peça-chave do cinema marginal, estará presente para conversar com a platéia sobre seus dois filmes exibidos: "Bang Bang" (1971), às 14h, e "Serras da Desordem" (2006), às 16h. O cineasta Carlos Reichenbach também participará do debate.
Vale lembrar que "Serras da Desordem" é um dos filmes mais amados e menos vistos do recente cinema nacional. Foi elogiado pela crítica nos festivais pelos quais passou, figurou na lista dos 20 melhores filmes da história do cinema brasileiro feita recentemente pela revista "Paisà", mas ainda não entrou em cartaz em circuito comercial nem tem previsão de estréia. Ou seja, a sessão do Equipe é a uma rara chance de ver o filme e ainda poder discuti-lo com seu realizador.
O Cineclube Equipe, para quem não conhece, exibe clássicos do cinema e filmes raros, de pouco ou nenhum espaço no circuito comercial. É voltado para alunos do colégio, mas aberto a todos que aparecerem por lá. Começou em março com "Deus e o Diabo na Terra do Sol", de Glauber Rocha, e já apresentou longas como "O Bandido da Luz Vermelha", de Rogério Sganzerla, "Acossado", de Jean-Luc Godard, e "Um Homem com uma Câmera", de Dziga Vertov.
Basta ler os objetivos dos organizadores do cineclube para entender o espírito da iniciativa: "Queremos, na medida do possível (e do nosso pequeno tamanho), democratizar o cinema; mostrar às pessoas que têm (ou não) acesso filmes que nunca viram; expandir o discutir e pensar criticamente o cinema." Nada mal.
O cineclube fica no Colégio Equipe, na rua Bento Frias, 223, Pinheiros. O ingresso para a sessão dupla com debate custa R$ 5. Mais detalhes no site do cineclube.
Um dos convidados da 31ª Mostra de SP, o diretor Hideki Kitagawa é ambicioso. Aos 43 anos, o professor da Tokyo Visual Arts School lança seu primeiro longa-metragem de forma totalmente independente. Com orçamento “muito modesto”, ele filmou em HDV "Amor Pulsa Mais Rápido que Sangue", uma obra não-narrativa de 75 minutos sobre a forma como vê o amor. “O amor é um sentimento possessivo. Alguém sempre tem que se sacrificar”, afirma o diretor, para explicar que queria fazer um filme diferente sobre o tema. “Há muitos filmes de amor sendo feitos”, justifica Kitagawa, que confessa não ter encontrado uma fórmula nova, como ambicionava.
O filme mostra a história _dark e regada a sangue_ do amor entre um artista e sua modelo. Animado com a participação de sua obra na competição de novos diretores da Mostra, o diretor quase mudou de lado na entrevista. “Posso fazer uma pergunta?”, dizia o tempo todo. Com sua fala mansa e respostas bastante pensadas, ele contou um pouco sobre o filme que chega ao Brasil após passagem pelo Melbourne Underground Film Festival _onde o filme foi laureado com os prêmios de melhor ator internacional (para o próprio Kitagawa) e melhor atriz internacional (para a protagonista Mihiro, que aparece na foto acima, em cena do filme). A seguir, os principais trechos da entrevista, feita antes da vinda do cineasta ao Brasil.
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Gostaria que o senhor falasse um pouco sobre "Love Runs Faster Than Blood" e a opção por um filme não-realista para a sua estréia na direção de longas-metragens? Eu estava tentando fazer um filme no Vietnã. Não é fácil filmar no exterior, e no Vietnã há muitos problemas, estava sendo difícil conseguir as coisas. Tive que desistir, mas já estava no pique de fazer um filme. Então escrevi este roteiro em duas semanas. Decidi fazer um filme de amor. Mas há muitos filmes de amor sendo feitos. Então, tive que pensar numa história original, para chamar a atenção das pessoas. "Amor Pulsa" não é um filme realista. A maioria prefere o oposto, procura o realismo. Para dizer a verdade, só consigo fazer esse tipo de filme, que não é realista. É o que consigo fazer, e espero que o filme seja bem-sucedido, porque disso depende que eu produza meu próximo trabalho.
O senhor acha que conseguiu ser original? (Pensa.) Não, acho que não muito (risos).
O senhor trabalhou com duas atrizes em papéis difíceis. Como chegou até elas? O senhor também atua no filme. Como foi essa experiência? Foi difícil escalar as atrizes. Primeiro, porque elas teriam que ficar nuas, e ninguém quer aparecer nu num filme. Fiz alguns testes para encontrar a atriz, e nunca surgia alguém que se encaixasse no perfil da personagem. Tive que procurar fora do circuito tradicional de atores e atrizes. Por sorte, encontrei a Mihiro. Quanto a mim, foi a primeira vez que atuei. Eu tinha escolhido um ator, e nós começamos a filmar. No primeiro dia, fiquei realmente desapontado com a performance dele. Mas eu já tinha começado a produção e não podia mudar as datas. Decidi mudar o ator, mas sabia que não iria achar um ator em um dia. Conclui que eu deveria fazer. Ninguém conhecia o personagem melhor do que eu.
O que o senhor espera da Mostra de SP? Quero mostrar o meu filme, e o festival é grande, soube que é um dos maiores da América Latina. Há ainda a competição especial para novos realizadores. Até onde sei, a Mostra de São Paulo é o única que tem esse tipo de competição especial, e acho muito importante esse esforço para descobrir novos talentos. Não é um festival somente para diretores já estabelecidos, e isso é muito bom.
Na Mostra: "Amor Pulsa Mais Rápido que Sangue" tem sessões nesta sexta (19), às 22h20, e na quinta (25), às 13h30, no Unibanco Arteplex 2; e na quinta (1º/11), às 22h30, no Reserva Cultural 1.
* O brasileiro Roberto Maxwell é jornalista e videoartista, mora e trabalha no Japão. Seus textos e vídeos podem ser vistos no site Produtos Notáveis.
Alguns leitores têm escrito nos últimos dias com questões sobre a compra de ingressos para a Mostra. Por isso, aqui vai um tira-dúvidas.
Ingressos na Central Quem já tem permanente ou pacote de 20 ou 40 ingressos pode retirar entradas na Central da Mostra até quatro dias antes da sessão. Ou seja, amanhã (quarta-feira) estarão disponíveis ingressos para todas as sessões de sexta, sábado e domingo. Na quinta, estarão liberados os bilhetes para os filmes de segunda. E assim por diante. Ainda há permanentes e pacotes de 40 ingressos à venda na Central, pelos preços divulgados aqui. O posto no Conjunto Nacional fica aberto das 10h às 21h.
Ingressos nos cinemas Uma das formas de comprar ingressos avulsos é direto nas salas, no dia da sessão. Para os filmes mais badalados, convém passar no cinema bem mais cedo, muitas horas antes. Isso porque, na maioria das salas, as bilheterias podem, assim que abrem, vender entradas para todas as sessões do dia. Por exemplo, se você quiser ver "Control", no sábado, às 22h40, no Unibanco Arteplex 1, é bom chegar ao shopping Frei Caneca por volta do meio-dia, quando a bilheteria é aberta. Garanta seu ingresso e volte à noite.
Ingressos pela internet A outra forma de obter ingressos avulsos é pelo site ingresso.com, que, em teoria, deveria vender as entradas com os mesmos quatro dias de antecedência da Central. Mas, ao menos hoje (terça), os ingressos para os filmes do festival ainda não estavam à venda. O site cobra um taxa de conveniência em cima do preço normal das entradas (R$ 13, de seg. a qui.; R$ 16, de sex. a dom).
A partilha dos ingressos Os ingressos de todas as sessões são divididos assim: 70% ficam disponíveis na Central da Mostra (para quem tem permanente ou pacote de ingressos) e no site ingresso.com (para venda avulsa), e 30% são vendidos no dia da sessão, nas bilheterias dos cinemas.
Ingressos de graça A entrada é franca para todas as sessões em cinco espaços de exibição: Olido, Faap, Centro Cultural São Paulo, Memorial da América Latina e vão livre do Masp. Nessas salas, os ingressos são distribuídos uma hora antes das sessões.
Ainda tem dúvidas? Pergunte à vontade.
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Brasília mostra sua força Deixando a Mostra um pouco de lado, o Festival de Brasília anunciou hoje os filmes que disputarão os Candangos da 40ª edição do evento, que acontece de 20 a 27 de novembro na capital federal. Ao menos no papel, é uma bela seleção. Na competição de longas, destaque para os novos trabalhos de dois cineastas veteranos: Carlos Reichenbach apresenta seu "Falsa Loura" (foto), e Julio Bressane mostra "Cleópatra", bem-recebido no último Festival de Veneza. Laís Bodansky, do ótimo "Bicho de Sete Cabeças", concorre com "Chega de Saudade". Paloma Rocha e Joel Pizzini disputam com o documentário "Anabazys", sobre o método de trabalho de Glauber Rocha. Fecham a lista "Meu Mundo em Perigo", de José Eduardo Belmonte (o mesmo de "A Concepção"), e "Amigos de Risco", estréia do pernambucano Daniel Bandeira em longas-metragens.
Como escolher o que ver entre os mais de 400 filmes da 31ª Mostra? Para ajudar quem está montando uma programação para a maratona, o blog apresenta abaixo uma seleção de 50 longas, elaborada com ajuda dos críticos da Folha Cássio Starling Carlos, José Geraldo Couto, Pedro Butcher e Sérgio Rizzo. A divisão em três partes é assumidamente inspirada no formato adotado pela Contracampo na lista de indicações que a revista eletrônica fez para o Festival do Rio. Obviamente, não é uma seleção absoluta _estes 50 não são os únicos filmes a serem vistos na Mostra, mas um recorte do que parece ser mais interessante. Obras que valem as filas, as esperas, as salas lotadas.
Os fundamentais "Angel", de François Ozon "Bamako", de Abderrahmane Sissako "Blind Mountain", de Li Yang "Go Go Tales", de Abel Ferrara (foto) "Em Paris", de Christophe Honoré "I'm Not There", de Todd Haynes "Império dos Sonhos", de David Lynch "Inútil", de Jia Zhang-ke "Jogo de Cena", de Eduardo Coutinho "Lady Chatterley", de Pascale Ferran "Mutum", de Sandra Kogut "Paranoid Park", de Gus Van Sant "À Prova de Morte", de Quentin Tarantino "4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias", de Cristian Mungiu "Redacted", de Brian De Palma "Senhores do Crime", de David Cronenberg "Sympathy for the Devil" e "One + One", de Jean-Luc Godard "As Testemunhas", de André Téchiné "Vocês, os Vivos", de Roy Andersson
Temos boas referências "Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto", de Sidney Lumet "Cada um com Seu Cinema", de vários diretores "Cristóvão Colombo, o Enigma", de Manoel de Oliveira (foto) "De Volta à Normandia", de Nicolas Philibert "Do Outro Lado", de Fatih Akin "Infâncias", de vários diretores "Lust, Caution", de Ang Lee "Não Toque no Machado", de Jacques Rivette "Onde os Fracos Não Têm Vez", de Joel e Ethan Coen "Nascido e Criado", de Pablo Trapero "A Retirada", de Amos Gitaï "S.O.S. Saúde", de Michael Moore "A Questão Humana", de Nicolas Klotz "Via Láctea", de Lina Chamie "Le Voyage du Ballon Rouge", de Hou Hsiao-Hsien
Vale apostar "Ainda Orangotangos", de Gustavo Spolidoro "Andarilho", de Cao Guimarães "A Amada", de Arnaud Desplechin "Atrizes", de Valeria Bruni Tedeschi "Canções de Amor", de Christophe Honoré "Casa de Alice", de Chico Teixeira "Control", de Anton Corbjin "A Era da Inocência", de Denys Arcand "Fay Grim", de Hal Hartley "Glória ao Cineasta", de Takeshi Kitano (foto) "Indo Para Casa", de Zhang Yang "Import Export", de Ulrich Seidl "Perdido em Pequim", de Li Yu "Sukiaki Western Django", de Takashi Miike "XXY", de Lucia Puenzo
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Leitor reclama, a Mostra responde O leitor Ronaldo Toledo mandou uma longa mensagem sobre o atendimento na Central da Mostra no último sábado, quando começaram a ser vendidos os pacotes de ingressos e as integrais. Após elogiar o atendimento no ano passado, ele diz em resumo o seguinte:
"Neste ano reinventaram a roda. Primeiro íamos ao Balcão apenas com formulário e RG. Pagávamos. Aí o destino era atrás das cabines, embaixo da escada rolante, onde se misturavam os que ainda não tinham fotos com os que tinham, um aglomerado sem nenhum critério. Os formulários cadastrados seguiam sem nenhuma ordem, e as carteirinhas eram distribuídas aos berros, quem tinha mais sorte virava 'o próximo'. Um horror! No meu caso e de minha mulher, somente a plastificação da carteirinha levou uma hora, depois de muito berro, discussão, pouco caso, tumulto, empurrões, etc. Uma hora depois, ao passarmos por lá novamente, pessoas que estavam na nossa frente na fila inicial ainda agurdavam uma solução."
Sobre a reclamação do Ronaldo, a Mostra enviou a seguinte resposta:
"A organização da 31ª Mostra Internacional de Cinema lamenta os transtornos causados aos seus fãs e freqüentadores. Ao contrário do que aconteceu nos outros anos, problemas técnicos atrasaram a compra das permanentes e pacotes de ingressos no sábado. Também houve um aumento expressivo da procura por pacotes de ingressos nas primeiras horas de venda em relação aos outros anos _a partir das 15h30, o movimento já estava normalizado. Os funcionários da Central, no entanto, trataram a todos com gentileza, mesmo diante dos problemas."
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Aviso aos navegantes Com este post, o blog dá início à cobertura especial que fará da 31ª Mostra de SP, que começa nesta quinta e vai até 1º de novembro. Será uma cobertura integrada e complementar à da versão impressa da Ilustrada, com críticas diárias, notícias, roteiros selecionados, notas e curiosidades do principal evento cultural de São Paulo.
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Falando em Manoel de Oliveira Tirinha de Laerte publicada na Ilustrada de hoje. Genial, como de hábito.
O blog "Ilustrada no Cinema" apresenta uma extensão da cobertura de cinema publicada diariamente no caderno cultural da Folha, um espaço para notícias, curiosidades, críticas e análises sobre o mundo cinematográfico. É coordenado pelos editores-assistentes da Ilustrada, Leonardo Cruz e Bruno Yutaka Saito, e tem como colunistas fixos os críticos Cássio Starling Carlos e Sérgio Rizzo. O blog também abre espaço para colaborações de toda a equipe do caderno.
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