Ilustrada no Cinema
 

Podcast - entrevista com Acerola

Podcast - entrevista com Acerola

 

Está no ar, aqui e na Folha Online, mais um podcast do blog, desta vez com uma entrevista com Douglas Silva, o Acerola, da série e agora do filme "Cidade dos Homens", que entra em cartaz no país nesta sexta.

 

Para ouvir, basta clicar abaixo. A seguir, o trailer gringo do longa de Paulo Morelli. Como sempre, críticas e sugestões são bem-vindas.

 

http://media.folha.uol.com.br/ilustrada/2007/08/31/ilustrada_no_cinema.mp3

 

Escrito por Leonardo Cruz às 11h17 AM

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'Reparação' vira filme pomposo e vazio

'Reparação' vira filme pomposo e vazio

Por Pedro Butcher (crítico da Folha, em Veneza)

Para os fãs de Ian McEwan e de sua obra-prima "Reparação", uma má notícia: a adaptação cinematográfica do livro, exibida nesta quarta-feira na abertura do Festival de Veneza, ficou a anos-luz do original. O roteiro de Christopher Hampton (que fez um bom trabalho com "Ligações Perigosas") e a direção de Joe Wright (de "Orgulho e Preconceito") dispensaram as ricas possibilidades de exploração cinematográfica do romance em nome daquela pomposidade vazia que habita nove entre dez filmes de época.

"Reparação", apesar de ser um livro difícil, altamente literário, poderia render um bom filme _afinal, seu assunto central, antes de tudo, é o olhar (o testemunho de uma cena à distância e sua interpretação dão partida à trama). O erro da pré-adolescente Briony, que acusa injustamente o filho da empregada de sua casa de estupro, e as conseqûëncias funestas dessa atitude estão contados com clareza, mas a multiplicidade de vozes do romance de McEwan se reduz a um melodrama em três atos, pontuado por uma música onipresente (de Dario Marianelli), que se torna ainda mais irritante por usar e abusar do som de uma máquina de escrever em sua melodia.

Joe Wright realiza um dos planos-seqûëncias mais inúteis e pomposos dos últimos tempos, mostrando o martírio do personagem Robbie Turner. Para completar, no Brasil o filme vai ganhar o impiedoso título de "Desejo e Reparação" _o original em inglês, fiel ao nome do livro, é "Atonement".

Muitos dólares a menos foram gastos em "Rec", filme de terror espanhol rodado em Barcelona e co-dirigido por Jaume Balagueró e Paco Plaza _com um resultado, ao menos, muito mais divertido. Exibido também nesta quarta-feira, na seção Venezia Notte, Rec pode ser irresponsavelmente definido como uma mistura de "A Bruxa de Blair", 'A Volta dos Mortos-Vivos" e "Edifício Master".

A equipe de um programa exibido nas madrugadas na TV espanhola, chamado "Enquanto Você Dorme"  (um personagem, sabiamente pergunta: mas então ninguém vê?), acompanha uma divisão do corpo de bombeiros em uma típica madrugada. Eles são chamados para uma emergência em um prédio de apartamentos, onde uma senhora, aparentemente, grita por socorro. Em pouco tempo, porém, stão confinados naquele prédio, enquanto coisas absolutamente terríveis começam a acontecer. Há muito tempo não via sustos tão bem construídos com recursos parcos.

Escrito por Pedro Butcher (em Veneza) às 11h02 PM

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Um filme por dia, de graça

Um filme por dia, de graça

Um dos nomes centrais do cinema experimental/documental a partir dos anos 60, o lituano radicado nos EUA Jonas Mekas (foto) continua na ativa e oferece em seu site oficial, gratuitamente, um filme por dia.

Desde 1º de janeiro de 2007, Mekas iniciou a exibição de uma série de 365 curtas, de menos de 5 minutos em média, um a cada dia. São cenas do cotidiano do cineasta (declamando poemas num bar, comendo morangos em Paris) e das pessoas que o cercam, no mesmo tom autobiográfico de obras que marcaram a carreira do realizador, como "Walden" (1969).

Se isoladamente esses filmetes não causam muito impacto, em conjunto os curtas compõem um diário da vida do protagonista, Mekas, um jovem artista de 84 anos.

O download, em formato MP4, é gratuito para o filmete do dia; basta fazer um cadastro no site e baixar. A proposta prevê que o público acompanhe o ritmo de exibição, veja apenas um curta a cada 24 horas. Para assistir aos anteriores, é necessário pagar 2 dólares para cada download, o que torna a brincadeira bem cara, pois a novelinha de Mekas já está no capítulo 241. Ainda assim, vale acompanhar a partir de agora, pois o projeto é interessante, e o velhinho, cheio de boas idéias.

*

Mekas na "Senses of Cinema", Antonioni na "Contracampo"

Cheguei ao site de Mekas e ao seu projeto, após ler uma entrevista com ele na nova edição da ótima revista eletrônica australiana "Senses of Cinema", a do trimestre julho-setembro, que finalmente entrou no ar há alguns dias.

O diretor fala de seus projetos atuais e recém-finalizados e mais uma vez se define como um "filmador" ("filmer") e não como um "cineasta" ("filmmaker"). E por quê? Ele responde: "Eu apenas filmo minha vida. Não tenho planos nem roteiros. Não tenho idéia do que farei com a filmagem. Mas cineastas normalmente têm um roteiro, têm uma idéia, querem fazer um filme. Eles sabem, mais ou menos, o que aquele filme será e o que eles querem que seja. Eles coletam material para fazer esse filme. E os considero cineastas; eles fazem filmes. Eles têm um programa, um plano, uma idéia. Eu não tenho. Eu só filmo".

Outra ótima revista eletrônica que colocou sua nova edição no ar recentemente é a brasileira "Contracampo", capitaneada por Ruy Gardnier. O site nacional presta bom serviço a quem gosta de cinema ao publicar oito artigos de Michelangelo Antonioni sobre o fazer cinematográfico, uma entrevista antiga com o diretor e um depoimento de Monica Vitti sobre as filmagens de "A Aventura".

O pacote da "Contracampo" permite compreender melhor os conceitos de Antonioni, as idéias que moviam seu trabalho, indo além dos obituários publicados na imprensa brasileira à época da morte do diretor. Recomendo especialmente a leitura de "Para mim fazer um filme é viver", no qual o diretor relembra seu primeiro contato com a câmera.

Ainda na edição 88 da revista, um bom dossiê sobre a obra de Alain Resnais e outros mimos. Vale dar um passeio por lá.

Escrito por Leonardo Cruz às 3h59 PM

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Filmes de Kubrick em edições de luxo

Filmes de Kubrick em edições de luxo

Todo cinéfilo que se preze tem em casa alguns filmes de Stanley Kubrick. Não só pela importância do diretor mas também pela facilidade para comprar no Brasil os DVDs de seus longas, especialmente os lançados pela Warner, figurinhas freqüentes nos saldões de lojas reais e virtuais. Mas são edições simples, com pouquíssimos extras ou materiais de apoio _em alguns casos, nenhum.

Pois cinco desses filmes de Kubrick pela Warner ganharão edições de luxo, a serem lançadas em outubro nos EUA e em novembro no Brasil. A caixa "Director Series: Stanley Kubrick Collection" será formada por "2001, uma Odisséia no Espaço", "Laranja Mecânica", "O Iluminado", "De Olhos Bem Fechados" e "Nascido para Matar". Os quatro primeiros serão DVDs duplos, e o último terá extras, mas sairá um disco só. O documentário "Stanley Kubrick: Imagens de uma Vida" completa o pacote. Ao que tudo indica, será um lançamento à altura do diretor americano.

O cardápio de extras promete. "2001", por exemplo, terá o documentário "2001: a Produção de um Mito", uma entrevista em áudio com o diretor e especiais sobre os efeitos especiais do filme e sobre o legado da obra e mais alguns penduricalhos. Nada disso constava do DVD lançado originalmente no Brasil.

"De Olhos Bem Fechados" trará, entre outras coisas, as duas versões do filme (a suavizada para o público dos EUA e a integral), comentários de Sydney Pollack, um documentário sobre o último filme do diretor e especiais sobre os projetos inacabados dele.

A Warner afirma que cada longa foi recuperado digitalmente, algo que já acontecia com parte das edições simples. Resta esperar o lançamento para conferir se houve de fato algum ganho na qualidade do filme em DVD.

Nos EUA, a caixa custará cerca de 80 dólares, e cada DVD será lançado separadamente por 27 dólares. No Brasil, o preço ainda não foi definido, e também não está fechado se os filmes serão lançados fora da caixa.

Escrito por Leonardo Cruz às 6h56 PM

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PERFIL

O blog "Ilustrada no Cinema" apresenta uma extensão da cobertura de cinema publicada diariamente no caderno cultural da Folha, um espaço para notícias, curiosidades, críticas e análises sobre o mundo cinematográfico. É coordenado pelos editores-assistentes da Ilustrada, Leonardo Cruz e Bruno Yutaka Saito, e tem como colunistas fixos os críticos Cássio Starling Carlos e Sérgio Rizzo. O blog também abre espaço para colaborações de toda a equipe do caderno.

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