Ilustrada no Cinema
 

Selton Mello será Jean Charles no cinema

Selton Mello será Jean Charles no cinema

O ator Selton Mello interpretará no cinema o brasileiro Jean Charles de Menezes, assassinado pela polícia inglesa em um metrô de Londres em julho de 2005, após ser confundido com um terrorista. Selton neste momento está no Rio rodando “Feliz Natal”, sua estréia na direção de longas-metragens, e antecipou o cronograma das filmagens para poder viver Jean Charles neste segundo semestre.

“Jean Charles”, o filme, tem direção do brasileiro radicado na Inglaterra Henrique Goldman e retratará a vida do eletricista mineiro e de seus parentes em Londres nos anos de 2005 e 2006. Falado em português e com filmagens no Reino Unido e no Brasil, mostrará também as relações entre o imigrante e sua família em Gonzaga, interior de Minas Gerais. Selton Mello, acima em cena de "O Cheiro do Ralo", também é mineiro.

O longa surgiu inicialmente como um projeto para a rede de TV britânica BBC, para ser exibido em julho passado, quando a morte de Jean Charles completasse um ano. Após investir o equivalente a R$ 1 milhão na pré-produção do filme, a emissora decidiu cancelar o projeto, pelo fato de o processo sobre o assassinato ainda estar em andamento na Justiça londrina e por divergências de enfoque entre Goldman, que queria ressaltar o lado brasileiro da história, e os editores da BBC, mais interessados numa perspectiva dos ingleses.

Após a desistência da BBC, Goldman decidiu retomar o projeto do início e começou a reescrever o roteiro para a ficção, que será co-produzida pela carioca TV Zero. Não é a primeira vez que o cineasta adapta para o cinema uma história real _em 2001, ele dirigiu o longa “Princesa”, baseado na trajetória de um travesti brasileiro na Itália.

Escrito por Leo Cruz e Silvana Arantes às 8h29 AM

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Hey, ho, let's go

Hey, ho, let's go

Joey Ramone morreu em 2001, mas, nesta quarta, os bordões que incendiavam o público durante os shows dos Ramones poderão ser escutados em alto e bom som novamente. A Sessão do Comodoro exibe "Rock'n'Roll High School", às 21h30, no Cinesesc (r. Augusta, 2.075, tel. 0/xx/11/3082-0213), com entrada franca.

Rebatizado de "Catedráticos do Rock" pelo criador da sessão, o cineasta Carlos Reichenbach, o longa celebra os três anos do projeto que traz sempre produções raras/cults/bizarras.

E é de se perguntar por que "Rock'n'Roll High School" (1979, foto), de Allan Arkush, nunca estreou no Brasil, já que o país foi uma espécie de segundo lar para a banda de Nova York. Sempre meio esnobados lá fora, o grupo era venerado e lotava shows por aqui, tanto que os amigos gringos dos Ramones adoravam tirar um sarro e chamá-los de "Los Ramones".

Mas o longa não se restringe aos fãs da banda. Como a produção é de Roger Corman, o rei dos filmes B, espere por uma produção de baixo orçamento, repleta de tons de nonsense, soluções criativas e nenhuma preocupação com o politicamente correto. Um dos co-diretores e co-autores do argumento é Joe Dante ("Gremlins").

A trama é uma bobagem deliciosa, típica comédia aloprada de high school americana, mas sem peitinhos de fora: garota fanática pelos Ramones lidera revolta dos alunos de uma escola contra a nova e repressora diretora. Além de incrível registro de época, "Rock'n'Roll High School" nos faz lembrar de como os Ramones pareciam ter saído das páginas de uma história em quadrinhos. A figura esquisitíssima de Joey, sujeito alto, magérrimo e torto, é a síntese da anti-estrela por excelência.

E, se você se lembrar de "High School Musical" ou da recente invasão da reitoria da USP, isso não será por mero acaso. A seguir, o trailer de "Rock'n'Roll High School".

Escrito por Bruno Yutaka Saito às 5h07 PM

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As peripécias amorosas de Antoine Doinel

As peripécias amorosas de Antoine Doinel

 

Em uma entrevista para a TV francesa no início dos anos 80, François Truffaut contou que o ciclo de filmes sobre seu personagem mais fascinante, Antoine Doinel, surgiu quase por acaso. Interpretado pelo ainda garoto Jean-Pierre Léaud, Doinel protagonizara “Os Incompreendidos” em 1959 e não havia planos para seu retorno às telas. Mas em 1961, Truffaut foi convidado para dirigir um dos segmentos de “Amor aos 20 Anos”, obra em cinco episódios rodada na França, na Alemanha, na Itália, na Polônia e no Japão.


A parte que cabia ao cineasta francês virou “Antoine e Colette” (foto). Se “Os Incompreendidos” abordava a conturbada infância de Doinel, o alter-ego de Truffaut, “Antoine e Colette” tratava, em 30 minutos, da primeira aventura amorosa do personagem, com o mesmo estilo e a mesma temática que marcariam os outros três filmes da série: “Beijos Proibidos” (1968), “Domicílio Conjugal” (1970) e “Amor em Fuga” (1979).


Quase todos inéditos em DVD no Brasil, esses filmes estarão disponíveis até setembro no mercado nacional, pela coleção “As Aventuras de Antoine Doinel”. Lançada pela Versátil, a série começou com “Os Incompreendidos”, numa edição muito bem cuidada, que trouxe “Antoine e Colette” como um dos extras.


Nesta semana, chega às lojas “Beijos Proibidos”. Recém-saído do Exército, Doinel arruma emprego numa agência de detetives e, mais importante, conhece Christine (a então estreante Claude Jade), jovem que invadiria sua vida e, por tabela, os filmes seguintes da série. A seguir, o trailer original, já com a canção “Que Reste-t-il de Nos Amours”, de Charles Trenet, uma das marcas de “Beijos Proibidos”.


Para os fãs de Truffaut, a Versátil lança ainda “Domicílio Conjugal” em agosto, “Amor em Fuga” em setembro e “As Duas Inglesas e o Amor” em outubro.
 

Escrito por Leonardo Cruz às 2h31 PM

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O blog "Ilustrada no Cinema" apresenta uma extensão da cobertura de cinema publicada diariamente no caderno cultural da Folha, um espaço para notícias, curiosidades, críticas e análises sobre o mundo cinematográfico. É coordenado pelos editores-assistentes da Ilustrada, Leonardo Cruz e Bruno Yutaka Saito, e tem como colunistas fixos os críticos Cássio Starling Carlos e Sérgio Rizzo. O blog também abre espaço para colaborações de toda a equipe do caderno.

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