O romeno “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias” (foto), de Cristian Mungiu, foi eleito pelo júri da crítica como o melhor filme da competição oficial do Festival de Cannes. O longa é ambientado nos anos 80, quando o aborto estava proibido na Romênia sob a ditadura Nicolau Ceaucescu.
Com a ajuda de uma amiga (na verdade, a protagonista do filme), uma jovem estudante procura um “especialista” para interromper sua gravidez. Os perigos e dificuldades impostos pela clandestinidade do ato e a falta de escrúpulos do sujeito que, em tese, iria ajudá-las transformam a jornada numa saga muito, mas muito penosa. Mungiu acompanha essa trajetória com uma câmera documental, invariavelmente cúmplice de sua grande atriz, Anamaria Marinca.
A Palma de Ouro, atribuída pelo júri oficial do Festival de Cannes, só sai amanhã. Se Mungiu vencer, ela será dada a um cineasta romeno de 39 anos, em seu terceiro filme.
A mostra Um Certo Olhar, seção oficial do Festival de Cannes na qual competia a co-produção Brasil-Uruguai “El Baño del Papa”, de Cesar Charlone e Enrique Fernandez, foi encerrada agora há pouco, com a vitória de outro romeno, “California Dreamin’”, de Cristian Nemescu.
“California Dreamin’” é um filme inconcluído. Nemescu o estava montando em 2006, quando sofreu um acidente de carro fatal. Ele tinha 26 anos e esse era seu primeiro longa, para o qual havia escrito o roteiro, a partir de um fato real.
Um destacamento do exército americano enviado pela Otan viaja de trem pelo interior da Romênia, com um carregamento de armas, a ser usado na guerra do Kosovo, em 1999, mas é retido numa pequena cidade, pelo chefe da ferroviária, a autoridade local, já que não há um documento formal do governo romeno autorizando a operação. A presença dos americanos na cidade altera sua rotina e o curso da vida de alguns moradores.
Antes de anunciar o vencedor, a cineasta francesa Pascale Ferran, que presidiu o júri da mostra Um Certo Olhar, disse que queria dar uma explicação, para “dissipar possíveis mal-entendidos”. Isso porque o júri havia decidido, em sua primeira reunião, não avaliar “California Dreamin’”, em respeito ao fato de que seu autor não pode terminar a obra.
Depois da morte de Nemescu, o montador do filme continua sozinho com a tarefa, na qual ainda não pôs um ponto final. A versão que existe hoje é uma espécie de rascunho do filme que Nemescu concebeu.
Pascale observou que, sobretudo na segunda parte, é notorio que a montagem está aquém do que poderia ser, mas disse que o júri reviu sua decisão de não julgar “California Dreamin’” quando o assistiu hoje (foi o último candidato a ser apresentado), porque achou que o filme “no seu estado atual, único que pode ser julgado” é “de longe, a proposta de cinema mais viva e livre” vista na competição e com “a maior amplitude de olhar”.
Na Quinzena dos Realizadores, seção paralela ao festival, o vencedor foi “Control”, de Anton Corbjin, sobre o vocalista do Joy Division, Ian Curtis, um hit também de público.
Escrito por Silvana Arantes (em Cannes) às 4h11 PM
A 48 horas da entrega da Palma de Ouro, o Festival de Cannes se assemelha a uma imensa bolsa de apostas sobre quem vai ganhar. É sempre assim. Mas, neste aniversário de 60 anos _que deu um ar de acontecimento histórico a toda a edição_ a curiosidade parece ser ainda maior, e as suposições sobre os critérios do júri, mais intrigantes.
Será que o Nobel de literatura turco Ohran Pamuk, integrante do júri, converteu-se num árduo defensor de Fatih Akin, o alemão de origem turca que compete com "Auf Der Anderen Seite"? Será que a atriz chinesa Maggie Cheung moverá seus hashis para defender "My Blueberry Nights", de Wong Kar-wai? Ou será que as toneladas de cenas que ela filmou e ele cortou na montagem final de "2046" irão desestimulá-la dessa empreitada?
Nas últimas horas, uma outra dúvida surgiu: será mesmo verdade que o presidente do júri, Stephen Frears, aplaudiu de pé e com lágrimas, durante 25 minutos, a animação "Persepolis", em sua sessão de gala?
A "noticia", ou melhor, o diz-que-me-diz está no blog do jornalista do "Le Monde", Thomas Sotinel. Marjane Satrapi, autora da HQ que originou o longa, do qual é co-autora com Vincent Paronnaud, é ilustradora do "Le Monde". Natural, portanto, que o jornal se interesse e até torça discretamente pelo filme.
Torcida à parte, é fato que "Persepolis" é mesmo lindo e tem uma protagonista adorável quando criança, às voltas com os sofrimentos que a revolução islâmica traz à sua família, e comovente quando adulta, lidando com sua bagagem multicultural.
Uma questão puxa a outra: se Frears de fato gostou tanto de "Persepolis", ele reservará a ele ou Prêmio Especial do Júri. Ou terá a ousadia suprema de conceder a 60 Palma de Ouro a uma animação? A onda de boatos muda a cada minuto. E, às vezes, até os que chegam das fontes mais confiáveis são puros tiros n'água. O crítico americano Roger Ebert já contou em seu blog que, no ano passado, uma excelente fonte francesa o "informou" que "O Labirinto do Fauno", de Guillermo Del Toro, último candidato a ser apresentado na competição, seria o elemento-surpresa da premiação. Como se sabe, Ken Loach venceu a Palma, com "Ventos da Liberdade", e "O Labirinto do Fauno" não levou nada.
Moral da história: aqui também a partida só termina quando o juiz apita. Nas seções paralelas, os resultados já despontam. E a Argentina bateu o Brasil. Leia no post abaixo.
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A seguir, o trailer de "Persepolis", que estréia na França no final de junho. A distribuidora Europa comprou os direitos de exibição no Brasil, mas não há uma de estréia definida.
Escrito por Silvana Arantes (em Cannes) às 4h41 PM
As seções paralelas do Festival de Cannes começaram hoje a maratona de premiações. E os argentinos arrasaram na Semana da Crítica. "XXY", de Lucía Puenzo, levou três dos seis prêmios reservados aos longas _o Grande Prêmio da Semana da Crítica, o Prêmio de Suporte ACID/CCAS (as siglas são de duas associações de classe do cinema francês) e o Prêmio Olhar Jovem. O curta brasileiro "Um Ramo", de Juliana Rojas e Marco Dutra, recebeu o Prêmio Descoberta Kodak. Os cineastas e a produtora Sara Silveira foram ao palco e agradeceram. "Obrigara, porque, com esse prêmio, vamos poder fazer outro filme", disse Juliana. O prêmio consiste na oferta de 3.000 euros em película da Kodak.
"XXY" (foto acima) é sobre uma adolescente hermafrodita cuja família se muda para uma cidade na fronteira com o Uruguai, onde ela se torna motivo de especulação e preconceito. O pai da garota é vivido pelo astro argentino Ricardo Darín ("O Filho da Noiva", "Nove Rainhas"). Este é o primeiro longa de Lucía, filha do cineasta Luis Puenzo, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro com "A História Oficial".
Produtor do filme da filha, Puenzo foi ao palco no anúncio do Grande Prêmio e se disse "orgulhoso do filme e de Lucía". Como era a terceira vez na mesma noite que recebia um troféu por seu filme, Lucía ficou sem palavras: "Não sei mais como agradecer. Acho que vou procurar um canto pra chorar".
Foi também um argentino, "Ahora Todos Parecen Contentos", de Gonzalo Tobal, o vencedor da competição de curtas de estudantes de cinema da Cinéfondation _entidade oficial do Festival de Cannes. O longa brasileiro "A Via Láctea", de Lina Chamie, que estava na Semana da Crítica, saiu sem prêmios. Até agora, está 4 X 1 para a Argentina.
Mas a premiação da Quinzena dos Realizadores, onde "Mutum", de Sandra Kogut, teve sessões consagradoras, sai amanhã. Kogut e Puenzo disputam (com outros 31 diretores, incluindo Marjane Satrapi, de "Persepolis") a Caméra d'Or, o prêmio dado ao autor do melhor primeiro longa de ficção, que neste ano será entregue por ninguém menos que Martin Scorsese.
Escrito por Silvana Arantes (em Cannes) às 4h38 PM
Numa entrevista publicada pela Ilustrada no último domingo, o cineasta Walter Salles ressaltou a importância de festivais de cinema como contraponto “num mundo em que cada vez menos filmes ocupam um número cada vez maior de salas”. A estréia hoje de “Piratas do Caribe – No Fim do Mundo” confirma de forma impressionante a frase do diretor brasileiro. É só fazer as contas; acompanhe comigo.
O circuito de cinema da Grande São Paulo possui 362 salas em funcionamento, segundo o levantamento semanal do Guia da Folha. Desse total, o novo “Piratas do Caribe” (foto acima) e o outro blockbuster em cartaz, “Homem-Aranha 3”, são exibidos em 247 salas _o primeiro está em cartaz em 139, e o segundo, em 109 (em um caso, os dois filmes dividem a mesma sala). Ou seja, se você sair de casa hoje à noite, sem se programar, e escolher um cinema ao acaso, você tem 68,2% de chance de ir parar numa sessão com o capitão Jack Sparrow ou com Peter Parker.
O massacre acontece mesmo nos shoppings: das 244 salas, a dupla é exibida em 177 (72,5%). Em alguns cinemas, esse percentual chega aos 100%, como no Shopping Penha, que tem oito salas: cinco passam “Piratas”, e três, “Aranha”. No Shopping Santa Cruz, o domínio é de 10 das 11 salas _só sobra uma, a menor do complexo, na qual três outros filmes se revezam.
A presença desses dois filmes só não é mais intensa graças ao chamado circuito de “cinemas de arte” de São Paulo. Sempre de acordo com a divisão do Guia da Folha, a cidade tem 14 cineclubes e salas especiais, dos quais Johnny Depp e Tobey Maguire passam longe. Na região da av. Paulista, dos Jardins e do Itaim, que também abriga cinemas de perfil menos comercial, “Piratas” e “Aranha” estão em 7 das 34 salas, “só” 20,6%.
Se em São Paulo, que tem esse bom circuito alternativo, os dois blockbusters controlam 68,2% das salas, a variedade de filmes em cartaz tende a ser mais reduzida nas demais cidades. E é possível que esse percentual ainda aumente um pouco daqui a três semanas, quando “Shrek Terceiro” chega ao Brasil.
Para quem já viu ou quer distância de “Homem-Aranha 3” e “Piratas do Caribe – No Fim do Mundo”, aqui vai a lista dos cinemas da Grande SP que NÃO exibem a dobradinha: Cine Bombril, Espaço Unibanco, Gemini, HSBC Belas Artes, Lumière, Reserva Cultural, Sala UOL, Center Norte Haway, Lar Center, Raposo Shopping, Cine Center Ribeirão Pires e mais os 14 cineclubes e salas especiais.
Avisam as estatísticas que a maioria dos filmes vencedores da Palma de Ouro foi exibida na competição na quinta-feira anterior ao encerramento. Se a tendência se confirmar nesta 60a. edição do Festival de Cannes, o vencedor será "Secret Sunshine", do sul-coreano Lee Chang-dong, ou "Alexandra", do russo Alexander Sokurov, já que ambos têm suas sessões de gala nesta noite em Cannes.
Os dois títulos já foram exibidos para a imprensa e uma coisa precisa ser dita: ou a coreana Jeon Do-yeon já é a dona antecipada do prêmio de melhor atriz ou o festival cometerá uma injustiça nessa categoria. É fato que existem outras fortes candidatas, como Galina Vishveskaya, a Alexandra de Sokurov, e Anamaria Marinca, protagonista do romeno "4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias".
Mas Jeon Do-yeon (na foto acima, em cena do filme) estabelece um parâmetro espantoso de qualidade interpretativa, para uma personagem (Lee Shin-ae) que sofre como poucas na historia do cinema. Depois de perder o marido num acidente de carro, Shin-ae decide se mudar com o filho pequeno de Seul para a cidade do interior onde o pai do garoto havia nascido e pretendia voltar. A "luz secreta" do titulo e o nome da cidade.
A chegada da forasteira aparentemente endinheirada desencadeia uma reação de cobiça e crueldade, responsável por outra tragédia na vida de Shin-ae. Em suma, Jeon Do-yeon passa o filme lidando com sentimentos que, segundo ela afirmou hoje aqui em Cannes, nunca sentiu nem sequer imaginou, antes de fazer o filme.
Lee Chang-Dong contou que está orgulhoso de ter seu filme na disputa, o que é um sentimento estranho para ele. A razão: "Sempre detestei competições, desde a escola. Tinha tanto medo de não ganhar, que preferia não concorrer."
"Secret Sunshine" tem um apoio (ou uma torcida) de peso. É o filme preferido de Pierre Rissient, que aconselhou os mais influentes jornalistas franceses a prestarem atenção no candidato sul-coreano. Pierre quem? Ele é "a personalidade mais desconhecida e mais influente do cinema internacional", segundo o Festival de Cannes, que exibiu nesta edição o documentário "Pierre Rissient - Homem de Cinema", dirigido pelo norte-americano Todd McCarthy.
Ainda segundo o perfil que o festival lhe dedica, Rissient foi assistente de Godard em "Acossado", descobridor para Cannes de Clint Eastwood e Jane Campion, além de muitos outros. "Figura-chave dos bastidores de Cannes durante mais de 40 anos, ele é também a única pessoa que circula pelo Palácio dos Festivais, a qualquer hora, vestindo camiseta." Os demais mortais, nas sessões noturnas de gala, só conseguem entrar no palácio se estiverem de smoking.
Escrito por Silvana Arantes (em Cannes) às 4h11 PM
No filme coletivo "Chacun Son Cinéma" (o cinema de cada um), reunião de curtas sobre o cinema assinados por diretores famosos e feito por encomenda para comemorar o 60o. aniversário do Festival de Cannes, um dos episódios mais divertidos é o do italiano Nanni Moretti. Chama-se "Diário de um Espectador" e consiste em uma série de tomadas de Moretti em diversos cinemas de Roma, contando suas memórias relacionadas a esses lugares.
Ele fala de quando o filho de dois anos deu um escândalo na sala porque queria a mãe, que estava em casa; de como ficou em dúvida se contava ou não ao filho (mais crescidinho, com sete anos) que "papai faz uns filmes um pouco diferentes" de "Matrix 2", cujo trailer deixou o garoto alucinado; conta da paixão pelo dedo do pé de certa atriz e assim por diante.
Até que chega a janeiro de 2007, quando vai ver "Rocky Balboa" (sim, o sexto episódio da saga de "Rocky, o Lutador"). Moretti faz aí essa revelação: "Quando ele subiu aquela escadaria em disparada, com a música ao fundo [ele canta o tema de Rocky!], fui o primeiro a aplaudir!".
O cartaz _na verdade, o formato é de cartão, afinal, trata-se de um curta_ de "Diário de um Espectador" traz uma foto de Moretti sentado de costas para uma tela de cinema, acompanhada de um depoimento dele sobre o filme. "Uns poucos cinemas onde vi uns poucos filmes. Hoje, algumas salas estão mais feias; algumas, mais bonitas, e outras foram transformadas em coisas totalmente diferentes. Meu jeito de ver filmes deve ter mudado, mas, felizmente, eu ainda tenho a mesma curiosidade em ver os filmes dos outros".
Além do episódio de Moretti, há outros em "Chacun Son Cinéma" divertidos e irônicos, como os de Walter Salles (a dupla Castanha e Caju faz uma embolada sobre Cannes), Roman Polanski (um casal que assiste a um título erótico da série "Emmanuelle" se sente incomodado pelos gemidos de outro espectador), Ethan e Joel Coen (sobre um "homem rude" que vai a um "cinema cabeça") e Ken Loach (pai e filho embaçam a fila de um cinema de perfil comercial, tentando escolher um filme, até que desistem e vão ao estádio de futebol).
Já Lars Von Trier sobe o tom para o "filme de horror" e realiza o sonho secreto de cinéfilos que não suportam quem conversa no cinema _com um martelo, simplesmente mata o sujeito falante ao seu lado. Mas não é bom espalhar muito essa idéia por aí.
Escrito por Silvana Arantes (em Cannes) às 11h07 AM
Duas das mais aguardadas estréias de Cannes não estão na competição oficial pela Palma de Ouro, mas na paralela Quinzena dos Realizadores. Envolvem as divas do cinema francês Catherine Deneuve e Sandrine Bonnaire e têm em comum uma íntima relação dos filmes com suas biografias.
Para ver Deneuve, a espera chegou ao fim hoje, com a estréia de "Après Lui" (depois dele), de Gaël Morel, que ela protagoniza, como a mãe de um garoto morto num acidente de trânsito. Após o desastre, ela se aproxima cada vez mais do amigo do filho, que dirigia o carro no momento da batida.
A relação dos dois será pontuada por afeto, mágoa, tentativas de manipulação e desejo sexual. Numa cena simbólica do filme, Deneuve põe fogo na árvore contra a qual bateu o carro em que seu filho morreu.
O paralelo de "Après Lui" (foto acima) com a vida particular de Deneuve está no fato de que uma de suas irmãs, Françoise Dorléac, morreu num acidente de automóvel. Considerada da França como o próprio sinônimo da classe e da elegância, Deneuve declarou a respeito de seu papel no filme: "Não gosto de misturar na ficção o lado pessoal ou íntimo. Desconfio, sobretudo, da indecência disso. Mas, ou a gente teme a dor que as filmagens irão suscitar, ou a gente torce para exorcizar [com elas] as idéias ruins e as más lembranças. Tomei minha decisão [de fazer o filme], esperando que tenha sido a melhor".
Já Sandrine Bonnaire participa da Quinzena dos Realizadores como diretora. Ela apresenta, na próxima quinta, "Elle s'Appelle Sabine" (ela se chama Sabine). Trata-se de um diário filmado (nos últimos 25 anos) sobre sua irmã mais nova. Sabine é autista e tem hoje 38 anos. A imprensa francesa, que ama Sandrine desde que ela foi revelada por Maurice Pialat, em 1983, em "À Nos Amours" (aos nossos amores), não viu "Elle s'Appelle Sabine", mas já adorou a atitude de sua diretora de fazer e sobretudo mostrar esse filme.
Escrito por Silvana Arantes (em Cannes) às 1h54 PM
O blog "Ilustrada no Cinema" apresenta uma extensão da cobertura de cinema publicada diariamente no caderno cultural da Folha, um espaço para notícias, curiosidades, críticas e análises sobre o mundo cinematográfico. É coordenado pelos editores-assistentes da Ilustrada, Leonardo Cruz e Bruno Yutaka Saito, e tem como colunistas fixos os críticos Cássio Starling Carlos e Sérgio Rizzo. O blog também abre espaço para colaborações de toda a equipe do caderno.
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