Miles Davis e Dave Brubeck são nomes que hoje aparecem em todas as listas de maiores da história do jazz. Em breve, os dois também passarão a integrar outra lista: a dos músicos retratados pelo cinema.
O trompetista, pai do clássico "Kind of Blue", será o tema de uma cinebiografia estrelada por Don Cheadle, ótimo ator de filmes como "Crash" e "Hotel Ruanda". Cheadle também será o diretor e o produtor do projeto, e o roteiro ficará nas mãos de Stephen J. Rivele e Chris Wilkinson, que juntos já escreveram as cinebiografias “Nixon” e “Ali”. Cheadle parece ser o intérprete ideal para viver um personagem tão complexo, que transformou a história do jazz com suas experimentações, se afundou em heroína e cocaína e morreu em 1991, precocemente, aos 65 anos.
Ainda não há previsão para início das filmagens. E deve demorar um pouco, já que Cheadle está envolvido em ao menos outros dois projetos neste ano. Dirigirá e estrelará um romance policial de Elmore Leonard e será o protagonista de “Toussaint”, filme sobre um líder revolucionário haitiano, dirigido por Danny Glover.
Já o pianista Dave Brubeck, autor de composições históricas como “Blue Rondo a la Turk”, será o tema de um documentário com produção-executiva de Clint Eastwood. O filme, com direção de Bruce Ricker, mesclará informações sobre a trajetória de Brubeck com cenas de seu mais recente trabalho, uma peça composta especialmente para a abertura do festival de jazz de Monterey do ano passado.
Ricker não é um novato no ramo. Já produziu um documentário sobre Thelonious Monk e atualmente filma outro sobre o cantor Tony Bennett, longa em que Clint também está envolvido, como produtor e condutor das entrevistas com Bennett. Vale lembrar ainda que o diretor de “Cartas de Iwo Jima” já foi o responsável por uma das grandes biografias no cinema: “Bird”, em que Forest Whitaker, como o saxofonista Charlie Parker, teve a melhor interpretação de sua carreira.
Além de produzir o filme sobre Brubeck, Clint assumiu uma cadeira no comitê honorário para preservação da obra do pianista na Universidade do Pacífico, na Califórnia. Clint sobre Brubeck: “Ele continua a fazer contribuições significativas para a música, introduziu uma nova geração ao mundo do jazz e continua a explorar a linguagem internacional da música”. Impossível discordar.
A revista especializada "Hollywood Reporter" anuncia hoje que o novo James Bond, Daniel Craig, e a talentosa Julianne Moore estão em negociações para compor o elenco de "Blindness", próximo filme do brasileiro Fernando Meirelles.
"Blindness" é a adaptação para as telas do romance "Ensaio sobre a Cegueira", do Nobel português José Saramago, que aborda a vida numa cidade que é vítima de uma epidemia em que a população perde a visão.
O projeto internacional, anunciado no ano passado no Festival de Toronto, é uma produção da Focus Features, também responsável por "O Jardineiro Fiel", o filme anterior de Meirelles.
Se confirmado esse elenco, a presença de Julianne Moore é ótima notícia, dado que a moça já desempenhou com habilidade papéis importantes em filmes como "Magnólia" (1999), "Fim de Caso" (1999), "Boogie Nights" (1997) e "Short Cuts" (1993).
Já Daniel Craig é uma incógnita. Com seu estilo brucutu pós-11 de Setembro, o ator deu novo fôlego ao agente 007, e sua interpretação em "Cassino Royale" representou uma renovação da série. Mas será que ele se encaixa num filme derivado do texto de Saramago, com todas as sutilezas características do autor?
A versão impressa da Ilustrada desta quarta publica trechos da entrevista que Teté Ribeiro, colaboradora freqüente da Folha nos EUA, fez em Los Angeles com a diretora Sofia Coppola, por conta do lançamento de "Maria Antonieta", com Kirsten Dunst (foto) no papel-título. A seguir, aqui no blog, a íntegra da boa conversa da repórter com a cineasta.
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Perdida em Versalhes - Por Teté Ribeiro
O terceiro longa-metragem da cineasta Sofia Coppola, "Maria Antonieta", que estréia nesta sexta no Brasil, já veio ao mundo cheio de rótulos. Era o filme mais caro feito pela diretora e o primeiro projeto depois do enorme sucesso de "Encontros e Desencontros", pelo qual Sofia ganhou o Oscar de Melhor Roteiro em 2004 e se transformou na mulher mais jovem a receber esse prêmio, aos 32 anos.
Entre os muitos fãs do segundo filme de Sofia estava o diretor do Palácio de Versalhes, que deu autorização para que ela filmasse lá às segundas-feiras, único dia em que o Palácio não está aberto ao público para visitação. Nos outros dias da semana, Sofia e sua equipe podiam usar os jardins de Versalhes ou outros castelos da mesma época. Foi a primeira vez que um longa-metragem conseguiu essa autorização.
Depois, a bomba: "Maria Antonieta" foi vaiado em sua primeira exibição no Festival de Cannes do ano passado. A história da jovem austríaca que virou rainha da França ainda adolescente, contada de forma delicada e irônica ao som do pós-punk inglês dos anos 80, não caiu bem no estômago de parte da crítica francesa.
Quando chegou aos cinemas norte-americanos, "Maria Antonieta" dividiu a crítica, que amou e odiou o longa com a mesma ênfase. Já o público praticamente o ignorou – com orçamento de US$ 40 milhões, fez apenas US$ 56 milhões no mundo todo até agora.
Finalmente, em fevereiro, "Maria Antonieta" levou o Oscar de Melhor Figurino (única categoria a que foi indicado), anunciado com óbvia frustração por Emily Blunt e Anne Hathaway, de "O Diabo Veste Prada", considerado o favorito na categoria. Sofia não estava na platéia. A diretora, que divide seu tempo entre Nova York e Paris, cidade-natal de seu namorado, o cantor Thomas Mars, da banda Phoenix, preferiu ficar com a filha do casal, Romy, nascida no dia 28 de novembro, na capital francesa.
A recepção morna ao seu filme não intimidou a cineasta, que deve se aventurar pelo mundo da ópera em seguida. Ela vai dirigir a tragédia "Manon Lescault", do italiano Giacomo Puccini (1858-1924), na casa francesa Montpelier Opera House, com estréia prevista para 2009.
Leia a entrevista na íntegra:
O que a levou a fazer esse filme?
Queria mostrar a vida da Maria Antonieta do ponto de vista dela mesma. Todo mundo conhece a história, mas sempre poluída de mitos e clichês, quis mostrar como ela encarava aquela vida, sem filtros.
Mas isso é impossível, não? Você vai sempre ser um filtro, mesmo que não queira.
Sim, mas eu sou mulher, já fui uma adolescente perdida no meio de uma família bem-sucedida, convivi com perdas incríveis, como a morte do meu irmão [Gian Carlo Coppola, que morreu em um acidente de barco em 1986, aos 23 anos]. Acho que entendo a personagem, entendo as emoções dela.
Você se identifica com o fato de ela receber tantas críticas? Afinal, você recebeu muitas críticas negativas por seus trabalhos como atriz quando era mais jovem, especialmente por "O Poderoso Chefão 3", que fez aos 18 anos.
Mas eu não cresci rodeada de críticas, muito pelo contrário, cresci numa família muito próxima e que se protege muito. Minha adolescência foi muito normal, vivia no norte da Califórnia com os meus pais e meus irmãos, em uma cidade pequena, eu não tinha uma vida pública como essas famílias reais. E meus trabalhos como atriz eram feitos nas férias da escola, mais como um hobby. Mas passei pelas mesmas dúvidas de adolescente. Como todo mundo, não?
Como parte da família real do cinema, você não se sentiu intimidada quando resolveu dirigir seu primeiro filme?
Acho que eu tive que trabalhar mais duro do que outros diretores para não parecer uma menina mimada com um roteiro na mão. Mas também não posso negar que ser filha de um diretor e dono de produtora de cinema não tenha me facilitado muito a vida.
Seu pai declarou que você é a grande inspiração dele hoje em dia, e foi por causa do seu jeito independente de filmar "Encontros e Desencontros" que ele decidiu voltar a filmar, depois de muitos anos. Como isso a afeta?
Ele foi minha grande inspiração para entrar nesse mundo, então acho que o que ele sente é que eu lembro o jeito que ele era quando começou. Fico honrada, mas ao mesmo tempo ele é meu pai, sei que parte desse orgulho tem a ver com o jeito afetuoso e exagerado dele de me ver como a filhinha indefesa dele. Mas sou eu que peço conselhos a ele o tempo todo.
Ele nunca te pede conselhos?
Só sobre o que vestir [risos].
Você não teve medo de causar um incidente diplomático filmando no Palácio de Versalhes?
Claro que sim. Mas a equipe tomou o maior cuidado com tudo. A gente teve muita sorte de conseguir essa permissão, eu não deixaria que um descuido atrapalhasse a filmagem.
Qual era o plano B, no caso de você não conseguir filmar lá? Reconstruir o Palácio em um estúdio?
Eu nunca penso em planos B, boto uma idéia na minha cabeça e dou um jeito de fazer acontecer. Mas com certeza eu daria um jeito, o filme não ia deixar de existir se as filmagens não fossem feitas em Versalhes. Acredito na minha criatividade, e acredito que quando as situações se apresentam você é obrigado a pensar em uma solução. Essa é uma das coisas que mais gosto como diretora, resolver problemas de forma criativa.
Todas as cenas que se passam em Versalhes foram filmadas lá?
Não, a gente só podia filmar lá dentro às segundas-feiras, os outros dias funciona como um museu, aberto ao público. Filmamos algumas cenas em outros castelos do mesmo período. Não tem nenhuma cena de estúdio nesse filme.
(((((((a entrevista continua no post abaixo)))))))
A seguir, a segunda parte da entrevista de Sofia Coppola (foto) a Teté Ribeiro. Ao final, o trailer de "Maria Antonieta".
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Esse filme teve um orçamento muito maior que os dois anteriores. Isso ajuda ou atrapalha?
As duas coisas. Sem dinheiro eu não teria como fazer o filme que queria, mas com mais dinheiro tem mais pressão, tudo fica maior, alguns sets eram gigantescos, cheios de figurantes, você tem que ficar mais atenta, mais coisas podem dar errado. Mas eu procuro não pensar sobre isso, minha única preocupação é ser fiel à minha visão artística.
Teve alguma cena particularmente difícil para você no filme?
As cenas de festa, cheias de gente, com mil roupas e cabelos, eram bem complicadas. É fácil se distrair com tudo isso, e eu tinha que prestar atenção nas atuações, nas emoções dos personagens, mas também não podia deixar de notar se algum figurante olhava para a câmera, ou se tinha deixado sem querer um relógio moderno no pulso. E havia turistas visitando, o Palácio não foi completamente fechado para as filmagens, e claro que eles reconheciam a Kirsten Dunst, então a gente tinha que constantemente pedir silêncio, o que era constrangedor, afinal eles tinham todo direito de estar ali.
Você parece tão calma, se altera muito quando está na cadeira de diretora?
Às vezes eu fico estressada, mas nunca demonstro. Sempre fui assim, posso mudar de sentimento sem mudar meu jeito de agir. Então você nunca vai me ver gritando ou roendo as unhas, não dou sinais de estresse ou de nervoso. Talvez tudo isso mude depois que eu virar mãe, mas duvido, sou muito serena, o contrário do meu pai, que parece que vai explodir quando o molho do macarrão fica mais salgado do que ele gostaria [risos].
Você ficou muito surpresa quando o filme foi vaiado em Cannes?
O filme foi aplaudido em pé em Cannes. Algumas pessoas vaiaram, alguns franceses acham que a história só podia ser contada por um francês, um jornalista me disse que continuava odiando a Maria Antonieta, mas que tinha gostado muito da personagem do meu filme. Para os franceses, é um assunto cheio de emoções, mas para mim ela é apenas uma personagem da história, que eu li mais a respeito e achei fascinante. O que me surpreendeu foi que a imprensa só falou sobre a vaia, o filme agora está rotulado como "o que foi vaiado em Cannes".
Você acha que o público de Cannes não é o público do filme?
Quem é o público de Cannes? Eu não faço idéia. Sei que há críticos de cinema do mundo inteiro, e a crítica foi muito dividida, tem gente que adora e gente que odeia, e também tem gente que gosta de algumas coisas e não de outras. Não fiz o filme pensando em nenhum público específico, mas espero que as meninas gostem. Sempre faço os filmes pensando no que eu gostaria de ver, e sei que tenho um gosto meio diferente, então a reação das pessoas é sempre uma surpresa, seja para o bem ou para o mal.
Diferente como?
Gosto de coisas não usuais, não comuns e muito pessoais. Não sou fã do cinema americano atual, que tem essa necessidade de explicar tudo o que acontece o tempo inteiro. Gosto de filmes que deixam perguntas sem respostas.
A sua Maria Antonieta tem muito em comum com a personagem do seu filme anterior, "Encontros e Desencontros", as duas são jovens que não têm muito que fazer, estão em um país estranho, são casadas com homens que não lhes dão a mínima, parecem meio perdidas no mundo. Foi de propósito?
Nunca tinha pensado nisso, mas você tem razão. As duas estão procurando alguma coisa por que se apaixonar. Talvez a personagem de "Encontros e Desencontros" viva apenas parte da trajetória da Maria Antonieta, que vira uma adulta no curso do filme.
Você se identifica com isso também?
Claro. Durante um período, não sabia se ia ser atriz, se queria trabalhar com moda, se queria ter uma banda, ou escrever um livro, nem se era mesmo capaz de fazer alguma coisa direito. Não sabia o que eu poderia fazer com a minha vida, e sabia que eu só precisava gostar da coisa e ter algum talento, já que eu não estava destinada a trabalhar em um Starbucks pro resto da vida se não descobrisse a minha paixão verdadeira. Todos os meus filmes refletem alguma coisa pessoal da minha vida. "As Virgens Suicidas" foi feito muito por causa da morte do meu irmão, que aconteceu muito antes, mas que me marcou muito.
O que mudou na sua vida depois do sucesso de "Encontros e Desencontros"?
Bom, eu consegui fazer esse filme, com orçamento muito maior. Comecei a trabalhar nesse roteiro logo depois de "As Virgens Suicidas". Estava procurando uma história que me interessasse e minha mãe me deu o livro da Antonia Fraser, e eu li, adorei e comecei a pensar em adaptar. No meio do caminho achei que era tudo muito complicado, e escrevi "Encontros e Desencontros", que era uma história fictícia, mas baseada no que eu estava sentindo no final do meu casamento com o Spike Jonze. E o sucesso desse filme me fez pensar que eu podia ousar um pouco mais, então voltei a pensar em Maria Antonieta.
Por que decidiu terminar o filme antes do fim da vida da Maria Antonieta, que já é tão curta?
Meus primeiros roteiros iam até a guilhotina, mas achei que ia ter que correr com o resto da história para chegar até lá, já que ela passa vários anos na cadeia antes de ser morta. E o que me interessava mais era o tempo dela em Versalhes, então decidi terminar o filme quando ela é obrigada a deixar o Palácio. Todo mundo sabe como essa história termina, não? Quem não sabe pode procurar nos livros de história, não é um mistério.
Dois eventos quase simultâneos nesta noite em São Paulo abrem espaço para pensar o cinema e refletir sobre seu modo de produção.
A partir das 19h, no Espaço Unibanco de Cinema, a jornalista Denise Mota lança "Vizinhos Distantes", uma análise das condições de realização de cinema no Brasil, na Argentina, no Uruguai e no Paraguai. O livro, extensão da tese de mestrado de Denise, aborda as diferentes políticas de incentivos desses países e a inserção das produções nacionais em mercados dominados pelo cinema comercial norte-americano.
O lançamento do livro será seguido por um debate do qual participarão a autora, os distribuidores André Sturm e Adhemar Oliveira e o professor da Unicamp Fernão Ramos. Depois da conversa, haverá uma pré-estréia de "Aura" (foto), do diretor argentino Fabián Bielinsky, o mesmo de "Nove Rainhas" e que morreu precocemente em junho do ano passado.
Pertinho dali, no Cinesesc, a partir das 20h30, acontece a entrega do 1º Prêmio Jairo Ferreira, operação conjunta de cinco revistas nacionais de cinema: as eletrônicas Cinética, Contracampo e Cinequanon e as impressas Paisà e Teorema. A partir da lista de indicados, o grupo de 33 críticos escolherá o melhor longa brasileiro de 2006, o melhor lançamento em cinema, o melhor lançamento em DVD e a melhor mostra de audiovisual.
O nome do prêmio é um tributo ao crítico Jairo Ferreira, que analisou filmes na imprensa paulista dos anos 60 aos 90, com passagens pela "Folha", pelo "Estado de S.Paulo", pelo "Jornal da Tarde" e pelo "São Paulo Shinbum". Jairo morreu há quatro anos e seu trabalho influenciou a formação dos editores e redatores dessas publicações que agora o homenageiam.
Após o anúncio dos vencedores serão exibidos o curta "O Guru e os Guris", dirigido pelo próprio Jairo, e o longa "Cão sem Dono", novo trabalho de Beto Brant ("O Invasor"), ainda inédito no circuito comercial.
As duas iniciativas são alvissareiras, e a lamentar apenas o fato de ocorrerem na mesma noite, quase no mesmo horário.
O Festival de Miami anunciou na noite deste sábado seus vencedores, e dois filmes brasileiros saíram com prêmios do Gusmán Center, o palco das sessões de gala da mostra.
A atriz carioca Carla Ribas recebeu menção especial do júri por sua interpretação como a protagonista de “A Casa de Alice”, de Chico Teixeira. Carla faz sua estréia no cinema como uma manicure e mãe de uma família de classe média-baixa paulistana que aos poucos se mostra em crise, arruinada por pequenas traições. Ao justificar o prêmio, o júri avaliou a performance da atriz como “um retrato realista de uma mulher forte em circunstâncias difíceis”.
O outro brasileiro premiado da noite foi “Sonhos de Peixe” (foto), do russo Kirill Mikhanovsky, que recebeu o troféu Heineken Red Star por seu “naturalismo poético”. Exibido na última Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o longa acompanha o cotidiano e as ambições de um pescador no litoral do Rio Grande do Norte. No palco do Gusmán Center, Kirill dedicou o prêmio aos moradores do vilarejo onde as filmagens foram realizadas e disse esperar que a conquista ajude a viabilizar a distribuição de seu filme no Brasil.
Os brasileiros em competição não foram lembrados nos prêmios principais da noite. O grande vencedor na categoria ficção ibero-americana, a principal do festival, foi o filme mexicano “O Violino”, de Francisco Vargas. O longa, história de uma família de músicos de rua no México, já foi exibido no circuito comercial de São Paulo e também premiado na última Mostra de SP. Pela vitória em Miami, receberá US$ 25 mil.
Na categoria ficção de outros países, o vencedor foi “Marcas da Vida” (“Red Road”), filme britânico de Andrea Arnold que já havia sido premiado pelo júri no Festival de Cannes do ano passado. “Marcas da Vida”, que estréia no Brasil em 4 de maio, também venceu aqui em Miami o prêmio da federeção internacional de críticos de cinema, a Fipresci. Entre os documentários, o vencedor foi “Banished”, de Marco Williams, sobre um episódio de conflito racial da história americana.
O Festival de Miami termina neste domingo, e a lista completa de seus vencedores está disponível aqui.
O blog "Ilustrada no Cinema" apresenta uma extensão da cobertura de cinema publicada diariamente no caderno cultural da Folha, um espaço para notícias, curiosidades, críticas e análises sobre o mundo cinematográfico. É coordenado pelos editores-assistentes da Ilustrada, Leonardo Cruz e Bruno Yutaka Saito, e tem como colunistas fixos os críticos Cássio Starling Carlos e Sérgio Rizzo. O blog também abre espaço para colaborações de toda a equipe do caderno.
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