Ilustrada no Cinema
 

Filmoteca - Francisco Cesar Filho

Filmoteca - Francisco Cesar Filho

Francisco Cesar Filho é criador e organizador da Mostra do Audiovisual Paulista, coordenador executivo do Telemig Celular arte.mov (Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis) e diretor do Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, além de integrante das equipes dos festivais de Curtas-Metragens de São Paulo, É Tudo Verdade, Mundial do Minuto, Videobrasil, de Atibaia e de Tiradentes, entre outros eventos. É também cineasta _dirigiu "Rota ABC" (1991), entre outros documentários internacionalmente premiados, e atualmente prepara seu primeiro longa-metragem, "Augustas"_, curador, diretor de televisão, assessor de comunicação e um longo etc. A convite do blog, ele seleciona cinco filmes que mexeram com sua cabeça.

"Limite" (Mário Peixoto, 1930)

O maior mito da cinematografia brasileira _entre outras lendas que o envolvem estaria um elogio vindo de Sergei Eisenstein, recentemente desmentido. Trata-se de um mergulho existencial cheio de angústia, que utiliza linguagem inventiva e original. Durante décadas não teve cópia em condições de exibição e, assim como muitos, fui obrigado a conhecê-lo através de um livro de Saulo Pereira de Melo, com seus fotogramas e descrição das respectivas cenas.

"Cidadão Kane" (Orson Welles, 1941, lançado em DVD)

Marco fundador da modernidade no cinema, reiventou sua liguagem e é atual até hoje. Descreve _através de visões diversas, e eventualmente conflitantes_ uma personalidade cujo poder advém da propriedade de grupo de mídia. Meu favorito eterno para as pesquisas do tipo "qual o melhor filme de todos os tempos?".

 

"Gritos e Sussurros" (Ingmar Bergman, 1972, lançado em DVD)

Ponto alta da carreira do cineasta, estética e tematicamente. O filme disseca a alma de três irmãs numa casa sufocada por pesadas cortinas vermelhas. Foi o primeiro filme "de arte" com o qual tive contato na adolescência, e seu impacto nunca esmaeceu. 

"Di" (Glauber Rocha, 1977, disponível na íntegra aqui)

Curta feito improvisadamente quando da morte de Di Cavalcanti (e posteriormente interditado judicialmente a pedido da família do pintor), explode as estruturas do gênero documentário em um turbilhão de colagens, que incluem músicas, notícias de jornal, obras de arte, intervenções, performances e a onipresença genial de seu realizador. Seu título original é "Ninguém Assistiu ao Formidável Enterro de Sua Última Quimera; Somente a Ingratidão, Essa Pantera, Foi Sua Companheira Inseparável". Foi vencedor de prêmio especial do júri no Festival de Cannes.

"O Estado das Coisas" (Wim Wenders, 1981)

Reconhecido com um Leão de Ouro no Festival de Veneza, é um acerto de contas do realizador com as questões que havia abandonado ao tentar carreira nos Estados Unidos _como o uso do preto-e-branco como recurso expressivo e a impossibilidade da criação artística. Obra-prima atualmente pouco lembrada na carreira de seu diretor.

Escrito por Leonardo Cruz às 10h34 AM

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Justiça italiana: baixar filme não é crime

Justiça italiana: baixar filme não é crime

Numa decisão inédita na Itália, um juiz da Suprema Corte determinou que baixar filmes, música e jogos na internet não é crime se o usuário não obtiver lucro a partir da ação.

Em 2005, a Justiça italiana sentenciou dois homens a um ano de prisão e multa por utilizar o servidor do Instituto Politécnico de Turim para armazenar e distribuir gratuitamente cópias de material baixado na rede em 1999. A sentença já havia sido reduzida a três meses na apelação. Na semana passada, a decisão foi anulada.

A Itália é um dos países da Europa que têm uma das mais rígidas legislações para proteção do copyright, entretanto, a lei é dificilmente colocada em prática, e são raros os casos de prisão. A associação de músicos profissionais italianos minimizou a sentença da Suprema Corte, argumentando que os réus haviam sido condenados numa lei anterior, mais branda. De todo modo, foi criada a jurisprudência.

Como aqui no Brasil esse tipo de download sem fins lucrativos continua sendo crime, alguns amigos deste blog já estão procurando apartamento para alugar em Roma.

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Enquanto isso, no Canadá, a Fox ameaça atrasar a estréia de seus lançamentos nos cinemas do país por causa da ação dos piratas. Neste caso, dos piratas profissionais, que copiam os filmes dentro das salas de exibição com câmeras de vídeo no ombro, uma práticas das mais utilizadas nesse comércio ilegal.

Segundo a "Hollywood Reporter", a Fox decidiu suspender a exibição de seus filmes nas salas canadenses identifcadas como foco de ação dos piratas. Se a medida não der certo, o estúdio atrasará o calendário de estréia, que atualmente acompanha o americano. Na avaliação de Bruce Snyder, executivo da Fox, "o Canadá se tornou um porto seguro para a pirataria de filmes".

Montréal é considerada a cidade mais problemática, pois exibe filmes em inglês e francês. Como não há nada na lei canadense que proíba entrar no cinema com uma câmera de vídeo, a polícia tem dificuldade para atuar. Resta ver se a ação da Fox vai dar resultado e se os demais estúdios seguirão o exemplo.

Escrito por Leonardo Cruz às 4h44 PM

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Brasil em Sundance - adendo

Brasil em Sundance - adendo

O radar do blog não funcionou direito e perdeu de vista um outro filme brasileiro em Sundance. É o curta "Beijo de Sal" (foto), de Felipe Barbosa, que já teve três exibições em Park City e arrancou um elogio da revista "New York", que o considerou o melhor curta de toda a seleção do evento.

"Beijo de Sal" tem ainda mais duas exibições em Sundance e já está selecionado para Clermort-Ferrand, o mais importante festival de curtas do mundo. O filme está disponível, na íntegra, no site Porta-Curtas, que reúne o que há de melhor na produção desse formato no país.

Escrito por Leonardo Cruz às 4h21 PM

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Robocop brasileiro em Sundance

Robocop brasileiro em Sundance

Vem chumbo grosso por aí. Segundo informa a Folha Online, o americano Jason Kohn apresentou em Sundance seu documentário "Manda Bala", sobre as relações entre corrupção e violência no Brasil.

Com fatos e entrevistas, Kohn apresenta a tese de que esquemas de desvios de dinheiro no norte do país alimentam uma espiral de crimes violentos no sul. No filme, o diretor entrevista um seqüestrador e ouve dele que os moradores das favelas de São Paulo vieram do Norte e do Nordeste movidos pela falta de emprego e comida. O cineasta conclui que não seria assim se os políticos roubassem menos.

Numa entrevista ao site IndieWIRE, Kohn afirma que vê seu filme como "um ‘Robocop’ não-ficcional, retratando uma sociedade violenta e falida". São Paulo é apresentada como a capital brasileira do seqüestro.

Um dos personagens do documentário é o deputado Jader Barbalho (PMDB-PA), por causa das acusações de desvio de recursos da Sudam. Em 2001, o órgão emprestou R$ 9,6 milhões a um projeto de criação de rãs da mulher de Jader. Daí a foto do filme que ilustra este post.

Kohn tem 27 anos, é filho de uma brasileira com um americano e, antes de vir para o Brasil, trabalhou por dois anos com Errol Morris, diretor do premiado documentário "Sob a Névoa da Guerra". Levando em conta o talento do tutor, "Manda Bala" promete.

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Mais Brasil em Sundance. O ótimo "O Cheiro do Ralo", de Heitor Dhalia, está dividindo a crítica que acompanha o festival. Para a revista "Variety", o filme "é uma ácida e escatológica peça de teatro do absurdo que conquistará forte apoio da crítica e um considerável culto de seguidores". Já a "Film Threat" avalia que a obra é "uma bagunça dissonante, tão frustrantemente ruim quanto corajosamente ambiciosa".

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"Acidente", o belo filme-poema de Cao Guimarães e Pablo Lobato, teve na tarde de ontem sua primeira sessão no festival do cinema independente americano e ainda será exibido mais três vezes. Enquanto as reações não chegam, vale conferir a reportagem sobre o filme publicada na Ilustrada de ontem e reproduzida na Folha Online.

Escrito por Leonardo Cruz às 7h15 AM

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As ótimas surpresas do Oscar

As ótimas surpresas do Oscar

Saiu a lista. E "Dreamgirls", indicado a todos os prêmios importantes da temporada até agora, foi excluído das principais categorias do Oscar. Foi o filme com mais indicações do dia (oito), mas muitas em prêmios técnicos como mixagem de som, figurino e direção de arte.

Melhor para "Babel" (sete indicações, incluindo melhor filme, direção e roteiro original) e "Os Infiltrados" (cinco, incluindo filme, direção e roteiro adaptado). E, sem "Dreamgirls", mais espaço para Clint Eastwood e Paul Greengrass, ótimas surpresas. O mexicano "O Labirinto do Fauno" também surpreendeu, com seis indicações, entre elas, filme estrangeiro e roteiro original.

A seguir, uma rápida análise das categorias principais.

Melhor filme: "Cartas de Iwo Jima", de Clint Eastwood, ocupou a vaga dada como certa a "Dreamgirls". Sem o musical, "Babel" surge como favorito ao prêmio principal, com "Os Infiltrados" logo atrás.

Melhor direção: Aqui a zebra foi Paul Greengrass ("Vôo United 93"), que tirou o lugar de Bill Condon ("Dreamgirls"). Com Greengrass, Scorsese, Clint, Iñárritu e Stephen Frears na disputa, a categoria atinge seu melhor nível em muitos anos. Será a vez de Scorsese?

Melhor roteiro original: "Cartas de Iwo Jima" ficou com a indicação que, para alguns, iria para "Volver". Mas a estatueta deve ficar mesmo entre "Babel" e "A Rainha".

Melhor roteiro adaptado: Aqui deve dar "Os Infiltrados", e "Borat" seria uma gigantesca surpresa.

Melhor ator: Sem surpresas. E Forest Whitaker deve levar, apesar de DiCaprio. Faltou Sacha Baron Cohen, por "Borat".

Melhor atriz: Idem acima. E Helen Mirren deve levar, apesar de Meryl e de Penélope. Não faltou Beyoncé, por "Dreamgirls".

Melhor ator coadjuvante: "Os Infiltrados" perdeu uma indicação e ganhou outra, pois Mark Wahlberg roubou o posto de Jack Nicholson. Sem Jack, o caminho está livre para Eddie Murphy.

Melhor atriz coajuvante: "Babel" tem duas indicações, mas o prêmio deve ficar mesmo entre Jennifer Hudson ("Dreamgirls") e Cate Blanchett ("Notas sobre um Escândalo").

Melhor filme estrangeiro: Com "Cartas de Iwo Jima" na categoria principal e "Volver" surpreendentemente esquecido, "O Labirinto do Fauno", de Guillermo del Toro, deve ser o vencedor.

Melhor documentário: Dois filmes sobre religião. Dois sobre o Iraque. E um franco-favorito: "Uma Verdade Inconveniente".

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O Oscar acontece na noite de 25 de fevereiro. E você? Quais seus favoritos?

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A lista completa de indicados você encontra aqui na Folha Online. A cobertura completa das indicações ao Oscar estará na Folha de amanhã, na Ilustrada.

Escrito por Leonardo Cruz às 12h11 PM

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Clássicos na madrugada

Clássicos na madrugada

Depois da iniciativa do HSBC Belas Artes de montar um cineclube em uma de suas salas em São Paulo, o Espaço Unibanco de Cinema paulistano também cria um espaço fixo para os filmes clássicos. É a Sessão Cinéfila, que acontecerá sempre na sala 3 do cinema da rua Augusta.

A primeira exibição será nesta quarta-feira, à meia-noite, com "O Encouraçado Potemkin" (foto), de Sergei Eisenstein. Com exceção desta primeira semana, a Sessão Cinéfila será realizada todo sábado, nesse horário para notívagos, e a programação inicial inclui "O Grande Ditador", de Chaplin, "O Homem das Novidades", de Buster Keaton, "Greed", de Erich von Stroheim, "Metrópolis", de Fritz Lang, e "Aurora", de Murnau.

São filmes obrigatórios na história do cinema e vê-los (ou revê-los) em película, na tela grande, é sempre uma ótima pedida.

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Ainda hoje no blog, um comentário sobre as indicações ao Oscar, que serão anunciadas daqui a pouco.

Escrito por Leonardo Cruz às 7h19 AM

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"O Ano" vai a Berlim

"O Ano" vai a Berlim

 
O Festival de Berlim acaba de anunciar que "O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias" (foto), o belo filme de Cao Hamburger, foi selecionado para a mostra competitiva da 57ª edição do evento, que acontece em fevereiro. Vale lembrar que Berlim é um festival que traz boas memórias para o cinema nacional, com o Urso de Ouro para "Central do Brasil", de Walter Salles, em 1998.
 
"O Ano", que será exibido ao lado de outros 25 filmes, incluindo 19 estréias mundiais, será um dos dois representantes latinos em Berlim. O outro será "El Otro", segundo longa do argentino Ariel Rotter. Os 26 filmes serão avaliados pelo júri presidido pelo diretor Paul Schrader e composto por mais seis integrantes, entre eles os atores Gael García Bernal e Willem Dafoe.
 
Alguns dos mais importantes diretores da atualidade concorrerão com os dois latinos. François Ozon, do excelente "O Tempo que Resta", apresentará sua nova obra, "Angel". O coreano Park Chan-wook ("Old Boy") exibe "I’m A Cyborg, But That’s Ok", e Clint Eastwood, com "Cartas de Iwo Jima", e Robert De Niro, com "The Good Shepard", também estão na disputa.
 
"300 de Esparta", a aguardada adaptação da HQ de Frank Miller por Zack Snyder e que tem Rodrigo Santoro no elenco, será exibida fora de competição. A lista completa dos filmes selecionados está aqui.

Escrito por Leonardo Cruz às 1h30 PM

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Road movie catalão

Road movie catalão

A colaboradora parisiense Patrícia Klingl escreve sobre "Dias de Agosto", filme catalão premiado em importantes festivais europeus, em cartaz atualmente na França e, por enquanto, sem previsão de estréia no Brasil.

 

 

 

Um mergulho no passado, por Patrícia Klingl

 

O cineasta Marc Recha tinha um projeto: fazer um filme sobre Ramon Barnils, jornalista catalão morto em 2001, diretor do jornal sindical "Solidaridad Obrera" e inimigo declarado do franquismo. Recha já havia coletado alguns documentos e entrevistas sobre Barnils, mas não sabia ainda como apresentar sua história.

 

Esgotado após meses de pesquisa, o diretor aceitou a proposta de seu irmão gêmeo, David, de viajar em uma van pela Catalunha, para tentar se desligar um pouco do trabalho. Em agosto de 2005, os dois irmãos partiram à deriva por regiões marcadas pela aridez das paisagens e pelos destroços da guerra civil espanhola. Cruzaram regiões montanhosas e cidades-fantasmas, submersas pela construção de uma represa. O registro dessa viagem é o ponto de partida para "Dias de Agosto", quinto longa do diretor catalão.

 

Marc e David se deparam com os vestígios da história de seu país. O muro crivado de balas é o marco de uma guerra civil. A ponta da torre de uma igreja no meio de um lago é o indício de uma cidade desaparecida. A foto de Barnils saída dos objetos pessoais de Marc é o registro de um tempo de anarquismo. Mesmo os relatos dos personagens que os dois irmãos encontram ao acaso remetem a histórias passadas.

 

 

 

Num vilarejo próximo à represa, eles ouvem a lenda de um enorme peixe-gato, que teria sido introduzido no lago em 1974 e que hoje teria mais de cinco metros. O peixe seria uma ameaça àqueles que ali mergulham sem conhecer sua existência (até bem pouco tempo antes de sua estréia, o título original do filme era "Peix Gat").  Tal lenda representa um ponto de virada no filme: ela mostra que todo mergulho no desconhecido implica um risco.

 

O que antes era um road movie de dois irmãos pelo sul da Espanha, transforma-se na descoberta de um cineasta em preparação para seu novo longa. Marc percebe que só através de um mergulho no passado poderá compreender o presente. Sua viagem nestes dias de agosto pode terminar. O diretor pode assim voltar para casa e retomar seu filme sobre o jornalista Ramon Barnils.

 

"Dias de Agosto" termina onde começa. Seu tema oscila entre o passado e o presente, entre a memória e o esquecimento. Ele integra as experiências, as dúvidas e os encontros de um jovem realizador diante de seu novo filme. Pouco importa se Marc Recha fará ou não seu documentário sobre o jornalista catalão. "Dias de Agosto" se transforma em uma viagem por uma estrada que acaba sendo mais bonita que o ponto de chegada.

Escrito por Leonardo Cruz às 7h56 AM

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PERFIL

O blog "Ilustrada no Cinema" apresenta uma extensão da cobertura de cinema publicada diariamente no caderno cultural da Folha, um espaço para notícias, curiosidades, críticas e análises sobre o mundo cinematográfico. É coordenado pelos editores-assistentes da Ilustrada, Leonardo Cruz e Bruno Yutaka Saito, e tem como colunistas fixos os críticos Cássio Starling Carlos e Sérgio Rizzo. O blog também abre espaço para colaborações de toda a equipe do caderno.

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