Ilustrada no Cinema
 

"Os Infiltrados" x "Os Infiltrados"

"Os Infiltrados" x "Os Infiltrados"

A estréia hoje de "Os Infiltrados", de Martin Scorsese, permite uma rara oportunidade de comparar como duas escolas de cinema filmam a mesma história. A obra de Scorsese é uma releitura de "Conflitos Internos", produção de 2002 de enorme sucesso na Ásia e lançado em DVD no Brasil pela Miramax. A seguir, um rápido tête-a-tête das duas produções.

São dois grandes policiais envoltos por discussões morais, cada um com seus próprios méritos. "Conflitos Internos" é um típico filme de ação de Hong Kong, enxuto (101 min), com edição ágil e totalmente centrado no embate entre Leung e Lau, sem muito espaço para os coadjuvantes. Já Scorsese vai além do confronto entre tira e mafioso infiltrados e transforma em protagonista o chefe da máfia, figura menor no original chinês.

Ao optar por um filme mais longo (152 min), o diretor americano amplia o espaço para Jack Nicholson compor um personagem grandioso, quase caricatural de tão cafajeste. Martin Sheen, o comissário de polícia, é o exato contrapeso moral a Nicholson, o que faz da cena do encontro entre os dois um dos pontos altos do filme.

Se Scorsese se sai melhor no desenvolvimento dos personagens, os diretores Andrew Law e Alan Mak são mais bem-sucedidos no desfecho de sua narrativa _a cena final do original chinês condiz melhor com a trama do que o encerramento da refilmagem americana.

Escrito por Leonardo Cruz às 2h54 PM

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A febre Almodóvar

A febre Almodóvar

"Volver", o filme novo de Pedro Almodóvar, causou furor na Espanha quando estreou por lá, em abril último. Nada mais natural, já que o espanhol é um dos grandes diretores em atividade no mundo. Cartazes como este acima, de Penélope Cruz, estavam espalhados pelo país. Em quase todos os cinemas, bancas de jornal, pontos de ônibus e estações de metrô havia a imagem da bela moça com flor no cabelo. A avalanche de Penélopes foi tanta que um clube gay de Barcelona decidiu fazer uma brincadeira, inventou a festa "Vuelve" e distribuiu pelas ruas da cidade o cartaz abaixo, com sua própria "moça com flor no cabelo". Este blogueiro prefere a versão original.

A festa "Vuelve" não chegou por aqui, mas "Volver" estréia hoje no país e é um dos filmes obrigatórios deste final de semana. O outro é "Os Infiltrados", sobre o qual haverá um post aqui ainda nesta sexta-feira.

Escrito por Leonardo Cruz às 12h15 AM

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Filmoteca - José Geraldo Couto

Filmoteca - José Geraldo Couto

O colunista da Folha José Geraldo Couto é um dos poucos jornalistas do país capazes de escrever com a mesma desenvoltura sobre cinema, literatura e futebol. É um dos principais críticos de cinema da Ilustrada, assina uma coluna sobre o mundo da bola aos sábados no Esporte e também traduz romances. Abaixo, ele gentilmente indica cinco favoritos para a Filmoteca deste blog.

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Muitos filmes fizeram minha cabeça. Estes fizeram cabeça, tronco e membros.

"Limite" (Brasil, 1930), de Mário Peixoto.

É quase um milagre que esse filme tenha sido feito no Brasil em 1930, por um rapaz de 19 anos. Um barco à deriva com três náufragos: um homem e duas mulheres. A partir dessa imagem forte, a recriação, pela memória e pelo sonho, das trajetórias dos três. Cada plano é de uma beleza espantosa e sua organização é de uma invenção sem limites. Com uma irreprimível ânsia pelo absoluto, a cabeça repleta de filmes de vanguarda europeus e a ajuda inestimável do fotógrafo Edgar Brasil, que inventou engenhosas traquitanas para compensar a inexistência de uma indústria cinematográfica entre nós, o jovem Mário Peixoto fez uma ode inigualável ao poder da criação.

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"A Regra do Jogo" (La Règle du Jeu, França, 1939), de Jean Renoir.

Um clássico absoluto sem a fixidez cerimoniosa dos clássicos. Um fim-de-semana de caça na casa de campo de um casal abastado, às vésperas da Segunda Guerra Mundial, serve a Renoir para um estudo sagaz das contradições de classe, do teatro da sociedade, das fugidias relações entre os sexos. Dois mundos que se entrecruzam – o dos aristocratas que caçam, festejam e traem uns aos outros e o dos criados, que trabalham e parodiam a ação dos patrões – numa dança de infinita graça e frescor. Tudo parece acontecer de improviso diante dos nossos olhos, e só depois da última fala nos damos conta da maestria de Renoir em trançar com precisão diabólica todos os fios.

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"A Palavra" (Ordet, Suécia, 1955), de Carl Dreyer.

Cineasta da espiritualidade, autor de obras-primas como A Paixão de Joana d’Arc e Vampyr, o dinamarquês Dreyer realiza em A Palavra o prodígio de, em nossos dias de ceticismo e desesperança, nos fazer crer num milagre: a ressurreição de uma moça do campo morta durante um parto, por força da fé torta e pura do louco da aldeia, que se contrapõe à religião instituída. Obra de espantosa coragem e integridade, exemplo máximo da capacidade do cinema de revelar o invisível por trás da superfície das coisas.

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"Rastros de Ódio" (The Searchers, EUA, 1956), de John Ford.

Grandioso, melancólico, crepuscular, a autêntica Odisséia americana, em que a epopéia da conquista – tema de tantos filmes do próprio Ford – dá lugar à tragédia da derrota e da perda. O índio, eterno "outro" da cultura americana, tratado pela primeira vez de igual para igual, com ódio mas também com respeito. No final, o herói solitário se perde na imensidão, condenado à liberdade sem descanso e sem rumo.

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"O Bandido da Luz Vermelha" (Brasil, 1968), de Rogério Sganzerla.

Dois brasileiros numa seleção de cinco é muito? Que seja. O Bandido de Sganzerla, que ele caracterizava como "um faroeste do Terceiro Mundo" é uma síntese exuberante de muitas fontes criativas: Orson Welles, a Nouvelle Vague, o policial americano, a chanchada brasileira. Tomando um caso da crônica policial, o cineasta, então com 22 anos, fez um retrato vivo do caos social, político e cultural do Brasil no final dos anos 60 e apontou um caminho, infelizmente abortado, de conciliação entre arte de vanguarda e gosto popular. Um filme visionário e inventivo como poucos do cinema mundial. Sganzerla matou de um só golpe o Cinema Novo, preservando e elevando a um nível superior aquilo que este tinha de melhor (leia-se Glauber Rocha).

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Os filmes estrangeiros estão disponíveis em DVD. Os nacionais, apenas em VHS.

Escrito por Leonardo Cruz às 2h48 PM

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Michel, eu te amo

Michel, eu te amo

Na terça à noite, a Folha e o Espaço Unibanco promoveram uma sessão especial de "O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias", de Cao Hamburger, seguida de debate com a equipe do filme.  A platéia derreteu-se em declarações de amor. "Esse filme é tão bom que vocês podiam fazer logo ‘O Ano... 2’. Sei lá, com o mês em que ele sai de férias...", pediu um espectador.

Mais enfática entre todos foi uma moça de voz rouca que viu semelhanças entre "O Ano..." e "Os Incompreendidos" (1959), de François Truffaut. Quis saber do diretor se um é inspirado no outro, mas pediu licença para, antes, dizer algo ao ator Michel Joelsas, 11:

"Mauro [o nome do personagem de Michel no filme], estou completamente apaixonada por você!". Michel e Daniela Piepszyk, a Hanna, deram show de simpatia e desenvoltura e contaram histórias que fizeram o público se derreter ainda mais por eles. Daniela fez comentários como esses: "Adoro meu personagem, mas não sou tão neurótica por dinheiro quanto a Hanna. Também não sou tão ciumenta como ela"; "Coincidentemente, eu estava estudando sobre a ditadura no colégio. Então não precisei estudar isso para o filme". Michel disse que as cenas que mais gostou de filmar foram "a do ovo frito" e aquela em que ele chora. "No primeiro dia não consegui chorar, mas, no segundo, acho que chorei muito bem." Os dois falaram também da cena em que dançam ao som de "Eu Sou Terrível", que foi uma das que Cao usou no teste para a seleção de atores. Filmada para valer, a seqüência foi apelidada de "a cena da dança maluca", e os dois terminavam de repeti-la tão zonzos que acabaram adaptando a letra para:

Eu tô terrível/Vou lhe dizer

Se eu continuar/Eu vou morrer

Para fugir à unanimidade, um espectador disse que viu um defeito no filme. Só um, mas ainda assim um defeito. Achou que, na cena do jogo de futebol em que Mauro descobre seu sonho de ser goleiro, "a figuração mandou mal". Ele quis saber que outros defeitos o diretor vê em seu próprio filme. "Você acha que eu vou dizer?!?", respondeu Cao. Já que o diretor vê falhas em seu filme, mas não conta, a revelação da noite ficou com o produtor Fabiano Gullane: 500 mil espectadores é a projeção de público do filme, que arrancou no fim de semana com 71 mil espectadores (para 70 cópias em cartaz). "Mas estamos preparados para uma boa surpresa", disse Fabiano.

Especialistas no mercado de cinema brasileiro dizem que o público é mais reticente às estréias nacionais do que às estrangeiras, o que explica o fato de que raramente filmes brasileiros tenham um público de abertura impressionante. Mas, se não corre para ver um filme nacional, por outro lado o espectador brasileiro é mais sensível ao boca-a-boca de um título feito aqui. É como se ele achasse que raramente o cinema brasileiro acerta, mas acerta em cheio quando consegue.

Escrito por Silvana Arantes

Escrito por Leonardo Cruz às 5h14 PM

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Mais longe de Clint

Mais longe de Clint

Os cinéfilos brasileiros terão de esperar um pouco mais para assistir a "A Conquista da Honra", lançado nos EUA no último dia 20. O aguardado filme novo de Clint Eastwood deveria chegar aos cinemas do país em 1 de dezembro, mas sua distribuidora adiou o lançamento para 2 de fevereiro, sob o argumento de que assim "A Conquista da Honra" estreará no Brasil mais perto de seu filme-complemento, "Cartas de Iwo Jima", previsto para março.

Clint é um dos mais consistentes diretores em atividade, e "A Conquista da Honra" e "Cartas de Iwo Jima" formam seu ambicioso projeto de contar o mesmo episódio histórico em dois filmes, sob a ótica de dois protagonistas diferentes. "Conquista" narra a história por trás dos soldados americanos que ergueram a bandeira americana na ilha de Iwo Jima, marco de triunfo dos EUA na luta contra os japoneses no Pacífico na Segunda Guerra Mundial. "Cartas" analisa o episódio aos olhos dos orientais derrotados.

A intenção de aproximar a data dos dois lançamentos pode até ser boa, mas, na prática, os espectadores brasileiros terão de esperar mais do que o resto do mundo. Se corretas as informações do IMDB, o Brasil será um dos últimos países onde o filme será lançado. Em 2 de fevereiro, depois de já estar em cartaz nos EUA, na Europa e na Ásia, "A Conquista da Honra" aporta por aqui, no mesmo dia em que estréia na Estônia.

Coincidência ou não, o filme estreará no país poucos dias depois do anúncio dos indicados ao Oscar, ao qual Clint e cia. são candidatos fortíssimos.

Escrito por Leonardo Cruz às 9h24 AM

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Um cazaque conquista a América

Um cazaque conquista a América

Cabe a um gigante cazaque de 34 anos o título de maior surpresa das bilheterias dos Estados Unidos no ano. Borat Sagdiyev é o repórter enviado pelo governo do Cazaquistão para contar a seu povo como vivem os americanos, sua história, suas tradições e seus costumes. Misto de Ernesto Varela com a turma do Pânico, ele surpreende seus entrevistados com perguntas tão ingênuas quanto embaraçosas, conta histórias como a urina de cavalo fermentada ser a bebida oficial de seu país e estabelece uma meta na América: casar-se com Pamela Anderson. Seu relato resulta no documentário "Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan". Obviamente, é tudo uma farsa.

Borat é o comediante inglês Sacha Baron Cohen, até então conhecido nos EUA pela série da HBO "Da Ali G Show", da qual o gigante cazaque era apenas um personagem secundário. Não mais. O filme fez US$ 26,4 milhões no último final de semana, na maior bilheteria já obtida por um lançamento "pequeno" nos EUA. Por pequeno entenda-se exibição em menos de mil salas.

Para ser mais preciso, "Borat" estreou com 837 cópias, e ainda assim bateu lançamentos como "Flushed Away", animação da parceria DreamWorks/Aardman, que entrou em cartaz com mais de 3.400 cópias. Fez sucesso não só nas mais liberais costas Leste e Oeste como também no miolão conservador da Bushlândia. O sucesso surpreendeu a própria Fox, distribuidora do filme nos EUA, que no próximo final de semana pretende ampliar para 2.200 o número de salas de exibição.

O bom resultado da estréia não foi só nos EUA. O filme entrou em cartaz em mais 17 países, arrecadou US$ 18,6 milhões e ficou em primeiro lugar também no ranking internacional de bilheterias.

Os executivos gringos ainda tentam entender as razões para tal sucesso surpreendente. A resposta, ou ao menos parte dela, está na hilariante campanha de marketing que envolve "Borat". Após ser bem recebidos nos festivais de Cannes e Toronto, Baron Cohen e a Fox criaram um site que simula o do Ministério da Informação cazaque, fizeram uma pré-estréia para internautas cadastrados na página de Borat no myspace e liberaram a divulgação no YouTube de dezenas de vídeos com trailers do filme e trechos das "reportagens" de Borat já exibidas no "Da Ali G Show".

Além disso, o próprio Borat/Baron Cohen aproveitou uma visita do presidente cazaque a Washington no mês passado para se promover. Convocou uma entrevista coletiva na qual descreveu as maravilhas de seu país e o conteúdo de seu filme aos jornalistas presentes e depois tentou invadir a Casa Branca para entregar um convite para a première de "Borat" ao "premiê George Walter Bush".

Borat e suas peripécias chegam ao Brasil só em 2007. A estréia nacional está prevista para 16 de fevereiro. Enquanto isso, Baron Cohen já prepara seu próximo longa, que terá como protagonista Bruno, um afetado austríaco que dá dicas de moda, também criado originalmente para o "Da Ali G Show".

Enquanto nem uma coisa nem outra aportam por aqui, fique com vídeo abaixo, um aperitivo do estilo de Baron Cohen.

Escrito por Leonardo Cruz às 9h00 AM

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A Alma da Nouvelle Vague

A Alma da Nouvelle Vague

A convite, a jornalista mineira Patricia Klingl, que já organizou mostras de cinema no Brasil e atualmente faz mestrado em políticas culturais na Universidade Paris VII, escreve sobre "Dans Paris", de Christophe Honoré, em cartaz na França e sucesso de público e crítica. Infelizmente, ainda sem previsão de estréia no Brasil.

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A Alma da Nouvelle Vague, por Patricia Klingl

"Dans Paris", terceiro filme de Christophe Honoré, em cartaz atualmente na França, foi apresentado pela primeira vez em Cannes, na Quinzena dos Realizadores. O filme inventa, através de seus próprios códigos, uma criativa homenagem à Nouvelle Vague, pela qual estabelece um acordo entre o passado e o presente.

Trata-se do relato de um dia na vida de dois irmãos, Jonathan (Louis Garrel, de "Os Sonhadores" e "Os Amantes Constantes") e Paul (Romain Duris, de "Bonecas Russas" e "De Tanto Bater Meu Coração Parou"), o primeiro vivendo a doçura de conhecer o amor, e o segundo, a desilusão de tê-lo perdido. O filme percorre estes sentimentos díspares localizados em espaços distintos: o apartamento se fecha para a dor, enquanto as ruas de Paris permitem a explosão de vida através de encontros casuais e efêmeros.

Desde o prólogo, quando Jonathan se dirige aos espectadores para dizer que ele não é o herói do filme e sim seu narrador, vemos que se trata do relato de algo íntimo que nos será compartilhado. Seu personagem aparecerá ainda em algumas cenas para pontuar, através de sorrisos ou de pequenos comentários, a narração de sua história.

Nos dez primeiros minutos do filme, conhecemos o amor de Paul e Anna (Joana Preiss) _ou o fim dele_ numa sucessão de cenas que vão da ternura e da paixão ao ódio e à indiferença. Terminada a relação, Paul volta para a casa de seu pai (Guy Marchand) e ocupa o quarto de seu irmão mais novo, onde o veremos chorar, rir e mesmo murmurar em inglês uma canção dos anos 80, tal e qual um adolescente. Lá também veremos uma das mais belas cenas do filme, quando ele e Anna cantam juntos, pelo telefone, uma canção que explica o fim de tudo que viveram, numa clara referência a "Os Guarda-Chuvas do Amor", de Jacques Demy. Ainda encontraremos outras pistas que nos farão lembrar dos filmes de Godard ("O Demônio das Onze Horas" e "Acossado") e Truffaut (sobretudo a saga de Antoine Doinel).

Em síntese, podemos dizer que a energia de Jonathan nos remete a Doinel, personagem burlesco de Truffaut, enquanto que a introspecção de Paul nos faz lembrar dos personagens de Godard. Encontrar estas referências transforma o filme em um divertido jogo para iniciados no cinema francês.

"Dans Paris" apresenta algo novo, mas que olha continuamente para trás, valendo-se da Nouvelle Vague para contar uma história extremamente atual. É a modernidade daqueles filmes _sim, eles continuam modernos_ para nos fazer entender a solidão e a tristeza dos nossos dias.

Em tempo, para aqueles que conhecem a saga Doinel, o jogo de referências chega ao ápice quando conhecemos a mãe dos rapazes, Colette (Marie-France Pisier), o primeiro amor de Antoine.

Escrito por Leonardo Cruz às 12h24 AM

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O blog "Ilustrada no Cinema" apresenta uma extensão da cobertura de cinema publicada diariamente no caderno cultural da Folha, um espaço para notícias, curiosidades, críticas e análises sobre o mundo cinematográfico. É coordenado pelos editores-assistentes da Ilustrada, Leonardo Cruz e Bruno Yutaka Saito, e tem como colunistas fixos os críticos Cássio Starling Carlos e Sérgio Rizzo. O blog também abre espaço para colaborações de toda a equipe do caderno.

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