Ilustrada no Cinema
 

Abacaxi Paulista - Primeira Parcial

Abacaxi Paulista - Primeira Parcial

Começou animada a enquete sobre o pior filme da Mostra deste ano. Este blog recebeu seu recorde de mensagens até agora e apura aqui a primeira parcial, somados os comentários no post "As bombas da Mostra" e os e-mails recebidos.

Até o momento, o líder e mais forte candidato ao Troféu Abacaxi Paulista é "Aquanitis" (foto acima), produção italiana de Peter Mahlknecht, sobre um hoteleiro que, após um derrame, passa a se relacionar com o espírito feminino da água. Ainda é tempo de analisar se realmente "Aquanitis" merece o Troféu Abacaxi, já que o filme será exibido novamente na Mostra. Confira aqui a programação.

Também tem boas chances "Transe", da portuguesa Teresa Villaverde. Este blogueiro viu e confessa que também ficou decepcionado, principalmente porque tinha gostado bastante de "Água e Sal", filme que Teresa dirigiu em 2001.

A votação continua até quinta-feira, último dia da Mostra. Vote aqui ou no comentário deste post.

Escrito por Leonardo Cruz às 11h28 PM

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Leon e Renata negam tudo

Leon e Renata negam tudo

Há pouco mais de uma semana, na estréia deste blog, foi revelada aqui a lista de apostas de Leon Cakoff e Renata de Almeida para a Mostra. O casal que organiza o festival evita dizer em público seus favoritos, mas contou a um amigo deste blog quais eram os filmes em que apostavam suas fichas. Pois agora o casal mandou uma mensagem para cá, desmentindo a lista. Dá só uma olhada:

 [Leon Cakoff] [São Paulo - SP - Brasil]
Pessoal, um aviso importante. Esta lista é apócrifa. Como diretores da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo nós não podemos cometer um ato anti-ético assim, destacando apenas alguns filmes da imensa e maravilhosa lista de filmes selecionados. Para nós, todos os filmes são iguais. O privilégio do destaque cabe ao público da Mostra que desde o primeiro ano do evento é o nosso principal júri. Bom festival a todos. Leon Cakoff e Renata de Almeida  27/10/2006 12:11

Este blog mantém o que foi publicado, confirma sua apuração e repete, para quem não viu na primeira vez, a lista das apostas da Mostra. Aí vai:

  • "Flutuando", de Boris Khlebnikov (Rússia, 2006, foto acima)
  • "Dong", de Jia Zhang-Ke (China, 2006)
  • "Nue Propriété", de Joachim Lafosse (Bélgica, 2006)
  • "Diários", de David Perlov (Israel, 1983)
  • "Fica Comigo", de Eric Khoo (Cingapura, 2004)
  • "Quatro Janelas", de Christian Moris Müller (Alemanha, 2006)
  • "Hedy Lamarr: Segredos de uma Estrela de Hollywood", de Donatello Dubini, Fosco Dubini e Barbara Obermaier (Suíça/Alemanha, 2005)
  • "A Verdade do Gato", de Jeremy Hamers (Bélgica, 2006) 
  • "A Estrada", de Jiarui Zhang (China, 2006)
  • "Andando em Má Companhia", de Han Jie (China/França, 2006) 
  • "Um Mundo Maravilhoso", de Luis Estrada (México, 2006) 
  • "Holly", de Guy Moshe (EUA, 2006) 
  • "A Audiência Vai Começar", de Vincenzo Marra (Itália, 2006) 
  • "A Cerca", de Ricardo Iscar e Nacho Martín (Espanha, 2005)  
  • "Cartas do Saara", de Vittorio De Seta (Itália, 2006) 
  • "Bonecas de Papel", de Tomer Heymann (Israel/Suíça, 2006) 
  • "American Combatant", de Charles Libin (EUA, 2006)
  • Escrito por Leonardo Cruz às 11h24 PM

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    As bombas da Mostra

    As bombas da Mostra

    Nem só de grandes filmes vive a Mostra de Cinema de SP. Claro, entre as centenas de filmes do festival, é inevitável que algumas bombas tenham aportado nas salas de cinema da cidade. Então, pergunto: qual o pior filme que você viu na Mostra até agora? Qual mereceria o Troféu Abacaxi Paulista de pior produção em cartaz na cidade?

    Este blogueiro aponta seu candidato: é o documentário mexicano "Maquilapolis". A intenção até era boa. Mostrar a realidade das mulheres que trabalham em péssimas condições nas linhas de produção de multinacionais na fronteira do México com os EUA. O resultado, no entanto, é constrangedor, amador mesmo.

    E você? Qual o pior filme que viu até agora? Responda aqui ou na área de comentários deste post. O ranking dos piores sai até o final da Mostra.

    Escrito por Leonardo Cruz às 9h46 AM

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    Um filme imperdível

    Um filme imperdível

     

    Uma das perguntas que me fizeram ontem no bate-papo da Folha Online sobre cinema foi quais filmes são imprescindíveis na Mostra de SP. De bate-pronto, citei três grandes filmes em exibição, mas ainda não tinha visto "Cabiria". Se há um único programa obrigatório, imprescindível nesta Mostra, é a exibição de "Cabiria" com acompanhamento ao vivo de piano.

    Para quem não conhece, "Cabiria" foi a primeira superprodução do cinema mundial, filmada em 1914 pelo italiano Giovanni Pastrone. São mais de três horas de filme, uma saga que atravessa as Guerras Púnicas, no século 3 a.C. Em seu épico, Pastrone utiliza centenas de figurantes para recriar batalhas e rituais de sacrifícios, filma passagens na neve e no deserto, cria efeitos especiais para representar sonhos e delírios e coloca em cena até um tigre de verdade. Tudo isso, repito, em 1914!

    Outro mérito de "Cabiria" é o surgimento no cinema do personagem Maciste, que se tornou um ícone do cinema de aventura italiano, mote para cerca de 50 filmes. Força de Conan e espírito de Didi Mocó, Maciste é o musculoso servo do romano Fulvio Axilla. Para tirar seu senhor de enrascadas, ele enfrenta sozinho dezenas de adversários, arrebenta correntes de aço e destrói grades de celas. É também o protagonista das melhores cenas de humor do filme, ainda capazes de fazer rir a platéia.

    A obra exibida agora em São Paulo foi restaurada pelo Museu Nacional de Cinema de Turim, em um processo primoroso comandado pelo brasileiro João Sócrates de Oliveira. Com apoio de Martin Scorsese, a restauração roda o mundo para exibições em festivais e foi mostrada pela primeira vez em SP ontem à noite. Haverá ainda mais duas sessões na cidade.

    O filme é acompanhado pelo pianista Stefano Maccagno, que executa ao vivo a trilha original de "Cabiria". Toca por 195 minutos, sem interrupções, e conhece de cor a partitura. Foi merecidamente aplaudido de pé pelo público ao final da sessão de ontem do Cinesesc. Imperdível, inesquecível.

    *

    Para quem quer ler mais sobre "Cabiria", o colunista da Folha e vizinho de blog Marcelo Coelho publicou na Ilustrada deste sábado uma bela análise sobre o filme de Pastrone. Leia aqui (só para assinantes UOL ou Folha).

     

    Escrito por Leonardo Cruz às 9h22 AM

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    Dinheiro no deserto

    Dinheiro no deserto

    "Deserto Feliz", novo longa de ficção do pernambucano Paulo Caldas, é o único título brasileiro entre os 24 projetos que o fundo holandês Hubert Bals elegeu apoiar neste semestre, com 353 mil euros (divididos entre todos). "Deserto Feliz", que já está filmado, terá apoio na pós-produção. A grana não é muita, mas o selo Hubert Bals tem prestígio internacional e ajuda em outras buscas por patrocínio.

    A paraguaia Paz Encina, cujo "Hamaca Paraguaya" está em cartaz na Mostra de São Paulo, foi premiada para desenvolver o roteiro de seu segundo longa, que deve se chamar "A Beleza da Infância".

    Os argentinos, como sempre, lideram o time das apostas em novos talentos latino-americanos, com três nomes entre os selecionados: Ana Katz ("Una Novia Errante"), Milagros Mumenthale ("Ausencias") e Ernesto Baca ("Ganges").

    "Deserto Feliz" é a história de uma jovem que, para tentar escapar de um ambiente familiar deplorável no interior de Pernambuco, muda-se para Recife, onde acaba presa no universo da exploração sexual por turistas estrangeiros.

    João Miguel e Peter Ketnath (ambos de "Cinema, Aspirinas e Urubus") lideram o elenco masculino, enquanto a estreante Nash Laila faz o papel da protagonista, do qual Maria Flor declinou.

    *

    Em tempo: na próxima segunda-feira, Recife faz festa para comemorar os dez anos de lançamento de "Baile Perfumado", que projetou para o Brasil os nomes dos diretores Paulo Caldas e Lírio Ferreira.

    Escrito por Silvana Arantes

    Escrito por Leonardo Cruz às 8h07 AM

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    Convite ao navegante

    Convite ao navegante

    Tá à toa na vida? Quer conversar sobre cinema?

    Hoje, às 17h, participo do bate-papo semanal da Folha Online, para falar sobre os filmes da Mostra e da programação em cartaz na cidade. Dá um pulo lá.

     

    Escrito por Leonardo Cruz às 10h00 AM

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    O hip hop vai ao cinema

    O hip hop vai ao cinema

    A convite deste blog, Adriana Ferreira Silva, repórter de música da Ilustrada, escreve sobre "Antonia", filme novo de Tata Amaral, que será exibido nesta noite na Mostra. Confira a programação aqui.

    *

    Do samba ao funk carioca, passando pelo rock e a música eletrônica, todos os estilos musicais já serviram de pano de fundo para o cinema nacional. Agora, chegou a vez do rap. As quebradas paulistanas, onde o hip hop dita a moda, são o cenário de "Antonia", terceiro e mais recente longa-metragem da diretora Tata Amaral.

    Muito já se falou do filme, que primeiro estreará como série da Globo _substituindo "Cidade dos Homens"_, para só depois chegar ao circuito comercial do cinema. O blablablá se deve mais a isso do que as suas qualidades propriamente ditas.

    Tata Amaral, que já freqüentou o universo do hip hop no curta "VinteDez", foi mais ousada em seu primeiro longa, "Um Céu Estrelas", e mais inspirada no segundo, "Através da Janela". Comparado aos dois, "Antonia" é um filminho daqueles que o público assiste com um sorriso nos lábios, mas do qual se esquece logo que sai da sala do cinema (e isso não é exatamente um defeito).

    A história é manjada: quatro meninas da periferia formam um grupo de rap e enfrentam diversas adversidades (gravidez, prisão, brigas, falta de dinheiro etc.). A graça está no fato de serem elas as cantoras/rappers Negra Li, Cindy, Leilah Moreno e Quelynah, velhas conhecidas da cena black paulistana, que aparecem interpretando... elas mesmas.

    Não se trata de uma autobiografia. A história toda é ficção. Mas, quem já viu as moças no palco, ou conversou dois minutos com elas, sabe que, ao vivo e em cores, elas falam daquele jeitinho meio rimado do filme. Como atrizes, o quarteto deixa a desejar _com exceção de Leilah Moreno, que surpreende como Barbarah_, mas, quando encarnam as rimadoras, se saem superbem. Seja quando estão cantando rap, interpretando Roberta Flack (no hit "Killing me Softly") ou ainda nas ótimas cenas de "composição" das rimas.

    Elas não foram as únicas personagens "da noite" fisgadas pela diretora. O rapper Thaíde _pioneiro do hip hop ao lado do DJ Hum_ é um empresário que fala igual ao Thaíde... Outros que entram em cena são Max B.O., MC conhecido no hip hop por sua habilidade no "freestyle", que aparece improvisando; o rapper Kamau e os DJs Hadji e Negro Rico, que tocam com as meninas no início do filme; Maionezi, MC da banda SP Funk, como um marido machista; e o grupo de rap Z'África Brasil, que dá uma palhinha em um show.

    Para completar, a trilha sonora é parceria de Beto Villares e Parteum. Este último é um dos mais destacados produtores do hip hop, além de ser autor de algumas das melhores letras do rap nacional.

    A presença dos manos e minas é obrigatória. (ADRIANA FERREIRA SILVA)

    Escrito por Leonardo Cruz às 9h33 AM

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    Quanto vale um olho?

    Quanto vale um olho?

    Lourenço Mutarelli apareceu pra valer no mundo do quadrinho nacional em 1991, com "Transubstanciação", história da reintegração social de Thiago, sujeito que passou oito anos na cadeia por matar o próprio pai. Além desse plot, o que impressionava na época era o universo criado por Mutarelli, que mostrava uma realidade opressiva de periferia de grande cidade e, mais do que isso, um personagem psicologicamente transtornado, tomado por crises e angústia. Até então, não havia nada parecido com isso na HQ brasileira.

    Esse ambiente quase depressivo continuou a aparecer nas obras seguintes de Mutarelli, não só nas HQs mas também no teatro ("O que Você Foi Quando Era Criança?") e em sua estréia como romancista, com o "Cheiro do Ralo". Daí que o grande mérito do novo filme de Heitor Dhalia, "O Cheiro do Ralo", é transportar ao cinema com fidelidade esse universo de incômodo, de inquietação com o mundo que transborda na obra de Mutarelli.

    Selton Mello consegue construir um personagem ao mesmo tempo irônico e angustiado. Ele interpreta Lourenço, dono de um armazém de objetos usados, um antiquário meia-boca, que passa os dias comprando por ninharia as tralhas levadas por seus clientes. Sádico, extrai prazer da falência e do desespero alheios. Nessa crítica à sociedade de consumo, um revólver vale mais do que um Stradivarius, um olho de vidro vale mais do que um revólver, e poucas coisas valem mais do que um olho.

    Como a própria obra de Mutarelli, "O Cheiro do Ralo" não é um filme fácil. O mundo de taras e perversões de Lourenço, que degringola conforme o longa avança, tem como metáfora a merda que vaza do ralo do banheiro do protagonista. Se a ironia de Lourenço arranca gargalhadas da platéia no início do filme, aos poucos esse riso vai ficando amarelo, conforme os espectadores percebem que não há limites para o personagem.

    Repito: "O Cheiro do Ralo" não é um filme fácil. É um filme necessário. Ou, simplesmente e para manter o espírito de Mutarelli, um puta filme.

    *

    "O Cheiro do Ralo" estréia comercialmente nos cinemas em março, mas já pode ser visto na Mostra de SP. Ainda terá três sessões, com certeza muito concorridas, hoje, amanhã e sábado. Confira os detalhes na página especial da Mostra na Folha Online.

     

    Escrito por Leonardo Cruz às 9h35 AM

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    100% nacional

    100% nacional

     

    O dia é fortíssimo para o cinema nacional na Mostra.

    Os três filmes que concentraram os principais prêmios de ficção no último Festival do Rio passam hoje em São Paulo. Além de "O Céu de Suely", sobre o qual escrevi alguns posts abaixo, serão exibidos hoje "O Cheiro do Ralo" (site oficial), de Heitor Dhalia, e o filme da foto acima, "O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias" (trailer), de Cao Hamburger. Também tem sessão nesta noite "Fabricando Tom Zé" (trailer), melhor documentário pelo júri popular do festival carioca.

    Todos altamente recomendados por este blogueiro.

     

    Escrito por Leonardo Cruz às 7h12 AM

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    Os mistérios de Helena

    Os mistérios de Helena

    Hoje à tarde será a segunda exibição na Mostra de "Helena Zero", curta de Joel Pizzini sobre a atriz Helena Ignez _cujo talento e trajetória valem não um, mas vários filmes.

    A exibição na Mostra custou a "Helena Zero" seu lugar na competição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (21 a 28 de novembro). O curta de Pizzini chegou a ser anunciado na disputa brasiliense, que adotou o critério de "100% de ineditismo". Acabou substituído por "Hibakusha: Herdeiros Atômicos no Brasil", de Mauricio Kinoshita. Pizzini diz que fez a escolha pesaroso. "Como já havia inscrito [o filme] na Mostra anteriormente, tive de abrir mão de Brasília, embora goste muito desse festival."

    Pizzini é também autor de outros filmes como "Enigma de um Dia", "500 Almas" e, no ano passado, "Dormente". Atualmente, co-dirige o projeto de restauração da obra de Glauber Rocha, que já lançou em DVD "Terra em Transe" e "Deus e o Diabo na Terra do Sol". O próximo será "O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro".

    Mais quatro curtas fazem parte do programa em que "Helena Zero" será exibido: "Maré Capoeira", de Paola Barreto Leblanc, "Boneca do Minhocão", de Marcelo Presotto de Castro e Ana Paula Nero, "Meus Amigos Chineses", de Sergio Sbragia, e "Primeira Vez", de Fabrício Bittar.

    Escrito por Silvana Arantes e Leonardo Cruz

    Escrito por Leonardo Cruz às 6h46 AM

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    Os rivais de Marcelo Gomes

    Os rivais de Marcelo Gomes

     

    A Academia de Hollywood começou nos últimos dias sua maratona anual de filmes estrangeiros. Neste ano, representantes de 61 países disputam as cinco indicações ao Oscar. Quem abriu a maratona? "Cinema, Aspirinas e Urubus", de Marcelo Gomes, o concorrente brazuca. Para quem ficou com inveja da Academia, é possível fazer em SP uma minimaratona de filmes que buscam a estatueta. Alguns dos candidatos a melhor estrangeiro estão na Mostra. Os rivais de Marcelo Gomes em cartaz em SP são:

    1. Argélia: "Dias de Glória", de Rachid Bouchareb
    2. Argentina: "As Leis de Família", de Daniel Burman
    3. Austrália: "Dez Canoas", de Rolf de Heer 
    4. Dinamarca: "After the Wedding", de Susanne Bier
    5. Egito: "O Edifício Yacoubian", de Marwan Hamed
    6. Espanha: "Volver", de Pedro Almodóvar 
    7. Itália: "Mundo Novo", de Emanuele Crialese
    8. México: "El Laberinto del Fauno", de Guillermo del Toro
    9. Romênia: "Como Eu Festejei o Fim do Mundo", de Catalin Mitulescu
    10. Sérvia: "Amanhã Cedo", de Oleg Novkovic
    11. Suíça: "Vitus", de Fredi M. Murer

    Ainda é cedo para tentar prever quem serão os cinco finalistas e quem levará a estatueta de filme estrangeiro, mas este blogueiro tem uma certeza: Almodóvar, que já beliscou dois Oscars (roteiro, por "Fale com Ela", e filme estrangeiro, por "Tudo sobre Minha Mãe"), é franco favorito. E Emanuele Crialese, cineasta revelação em Veneza por "Mundo Novo" (trailer), pode surpreender.

    *

    Ainda sobre o Oscar, dá uma olhadinha no post abaixo.

    Escrito por Leonardo Cruz às 10h52 AM

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    Um diretor contra o Oscar

    Um diretor contra o Oscar

     

    A repórter de cinema da Ilustrada, Silvana Arantes, conta a seguir o barraco armado pelo indicado da Finlândia ao Oscar e o impacto disso no lançamento do filme no Brasil.

    *

    O bafafá você já deve saber: a Finlândia apresentou o novo longa de Aki Kaurismaki, "Luzes na Escuridão" (trailer), como seu aspirante à disputa do Oscar 2007 de melhor filme estrangeiro. Kaurismaki, quando soube da notícia, desautorizou a candidatura. Disse que competir não lhe interessa. Pode ser, mas o filme disputou a Palma de Ouro em Cannes em maio passado...

    Foi lá que o distribuidor André Sturm (Pandora Filmes) o comprou para o Brasil. E daí que vem a novidade: com a confusão armada, o lançamento de "Luzes na Escuridão", que só deveria acontecer a partir de março de 2007, com cinco ou seis cópias, poderá ser antecipado para janeiro, quando saem as indicações ao Oscar, usando a propaganda ao avesso, de ser "o filme que não quis ser indicado".

    Sturm não acha que Kaurismaki tenha provocado a polêmica para lucrar com ela. "Sinceramente, acho que ele não fez isso [a recusa] com esse objetivo. Não sou amigo, mas o conheço pessoalmente. Ele é os filmes dele, sombrio e pessimista. Não é um Lars von Trier, que vive fazendo golpes de marketing." Mas Sturm admite que, "do ponto de vista do distribuidor, isso acaba gerando um oba-oba interessante". Talvez até mais do que uma eventual indicação à estatueta. "Há vários filmes estrangeiros indicados ao Oscar que nunca foram lançados no Brasil". (SILVANA ARANTES)

    *

    Daqui a pouco tem mais Oscar: os rivais de Marcelo Gomes estão na Mostra.

     

    Escrito por Leonardo Cruz às 8h32 AM

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    PERFIL

    O blog "Ilustrada no Cinema" apresenta uma extensão da cobertura de cinema publicada diariamente no caderno cultural da Folha, um espaço para notícias, curiosidades, críticas e análises sobre o mundo cinematográfico. É coordenado pelos editores-assistentes da Ilustrada, Leonardo Cruz e Bruno Yutaka Saito, e tem como colunistas fixos os críticos Cássio Starling Carlos e Sérgio Rizzo. O blog também abre espaço para colaborações de toda a equipe do caderno.

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